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05 abril 2009

CRESCE O NÚMERO DE LOBISTAS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Na política americana, o grupo de pressão para o fim do aquecimento global triplicou nos últimos cinco anos, atingindo um total de 2340 lobistas em 2008, segundo um artigo publicado no jornal californiano San Francisco Chronicle.
O número de lobistas agora ultrapassa a quantidade de congressistas americanos na proporção de quatro para um. Já o número total de lobistas em Washington caiu no último ano, passando de 15397 para 15139.
Embora no Brasil o loby seja informal e muitas vezes ligado à corrupção, nos Estados Unidos a atividade é considerada uma profissão, e constitui uma parte importante do processo político. O aumento do número de lobistas em defesa do meio ambiente se deu, sobretudo, em função do incentivo de ONGs. Em Washington, nos últimos cinco anos o número de lobistas em defesa do meio ambiente passou de 50 para 180. “Existem mais pessoas dizendo que nós temos que fazer alguma coisa do que o contrário”, afirma Tony Kriendler, do Fundo em Defesa do Meio Ambiente. Mesmo assim, o grupo de pressão em defesa das indústrias e da energia ainda ultrapassa os lobistas do meio ambiente em uma proporção de oito para um.

CAMPANHAS PELO MEIO AMBIENTE




07 dezembro 2008

RUSSO PREVÊ DIVISÃO TERRITORIAL DOS EUA POR CONTA DA CRISE

Igor Panarin, professor da academia diplomática do Ministério do Exterior Russo, diz que a crise levará os EUA ao colapso e forçará o país a se dividir em seis territórios. A previsão foi feita em uma entrevista ao jornal Izvestia, de acordo com o blog político americano Drudge Report.

Segundo ele, várias razões vão quebrar a economia americana: o fato de milhões de cidadãos perderem suas poupanças, a alta dos preços e do desemprego, a possibilidade de falência da Ford e General Motors e o fato dos governadores já estarem pedindo dinheiro do governo federal. Para o professor, no fim desse processo haverá uma “mudança no sistema regulatório financeiro em escala global”, e os EUA serão substituídos pela China e pela Rússia no papel de maior regulador da economia.
Panarin completa o raciocínio afirmando que a única coisa que evita a “insatisfação total” nos EUA é a esperança de que Barack Obama fará milagres, e logo “ficará claro que não existem milagres”. Isso tudo se somará ao “cenário político vulnerável, à falta de leis nacionais unificadas e às divisões entre a elite, que ficaram claras”.

VIDEO: A PREVISÃO DO PROFESSOR IGOR PANARIN



A divisão territorial dos EUA, segundo Panarin, teria um país na costa do Pacífico (influenciada pela crescente população chinesa), o Sul (com os hispânicos), o Texas (onde já existem movimentos de independência), a costa do Atlântico (onde a população têm uma mentalidade diferente), os estados mais pobres da região central (onde há grande número de nativos) e os estados do Norte (onde vem crescendo a influência do Canadá). Perguntado sobre o Alasca, estado comprado pelos EUA da Rússia no fim do século 19, Panarin disse que seu país “poderia tentar reaver” o território.

20 setembro 2008

VENEZUELA EXPULSA CHEFE DA HRW

A Venezuela expulsou o diretor da organização de defesa de direitos humanos Human Rights Watch no país, José Miguel Vivanco, após a divulgação de um relatório que critica as instituições e o governo. O relatório da Human Rights Watch (HRW), divulgado na quinta-feir(18/ 09), apresenta um balanço dos 10 anos de gestão de Hugo Chávez no qual afirma que o governo "debilitou as instituições democráticas e as garantias de direitos humanos" neste período.
O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que Vivanco violou a Constituição do país ao "interferir ilegalmente nos assuntos internos" do país.
O assistente de Vicanco e co-autor do relatório, o americano Daniel Wilkinson, também foi expulso.
No documento, intitulado "Intolerância política e oportunidades perdidas para o progresso dos direitos humanos na Venezuela", a organização afirma que depois do fracassado golpe de Estado contra o presidente venezuelano, em 2002, Chávez teria "tomado" as instituições do Estado.
Entre as principais áreas criticadas aparecem "o controle" do governo sobre o poder judiciário, "discriminação política aos opositores", "limitações à liberdade de expressão e ao sindicalismo".
Uma das principais críticas apresentadas no documento afirma que na Venezuela "não há separação de poderes" e utiliza como exemplo a ampliação do número de cadeiras no Tribunal Supremo de Justiça, de 20 para 32, em uma reforma realizada em 2004, para que os magistrados favoráveis ao governo alcançassem maioria.
Para Saul Ortega, deputado da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia Nacional, a divulgação do informe está relacionada com a mais recente crise diplomática entre Venezuela e EUA.
Na semana passada Chávez ordenou a expulsão do embaixador norte-americano de Caracas "em apoio à Bolívia" e recebeu uma idêntica resposta por parte da Casa Branca.
Entre outras considerações, Human Rights Watch "recomenda" ao governo o "reestabelecimento da credibilidade" do Tribunal Supremo de Justiça e a criação de um organismo autônomo que administre a freqüência de rádio e televisão.

VEJA A REPORTAGEM E AS CRÍTICAS DO DIRETOR DA INSTITUIÇÃO



Links externos:
Human Rights Watch (em inglês)

01 setembro 2008

FROTA AMERICANA ESTÁ NA BACIA DE SANTOS


O jornal argentino El Clarín noticiou, no dia 14 de agosto, que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na bacia de Santos, onde a Petrobrás descobriu o que pode ser a maior jazida de petróleo da história.
O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. A imprensa brasileira noticiou quase nada sobre o assunto.



A IV frota americana, que está na bacia de Santos, é a mesma que bombardeou os navios mercantes brasileiros no nordeste, na década de 40, acusando a Alemanha pelo feito, a fim de que o presidente Getúlio Vargas aderisse à II guerra mundial. Ela também esteve presente aqui na década de 60, durante o golpe de 64, dando apoio logístico e militar.
Pelo histórico dessa armada, pode ser uma ameaça de guerra ao país, pelo petróleo.

Veja a reportagem no link: http://www.clarin.com/diario/2008/07/14/elmundo/i-01714630.htm

BRASIL PRECISA SE PREPARAR PARA ENFRENTAR AMEAÇA E INTIMIDAÇÃO
Ana Cecilia Americano - (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4. Rio de Janeiro, 7 de Agosto de 2008

A reativação da IV Frota da Marinha norte-americana, que voltou a atuar na costa da América Latina, em tempos de paz, é um assunto que Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) está acompanhando de perto. O ministro declarou durante o seminário "Instituições para a Inovação", realizado no Rio de Janeiro, que esse e outros fatos reforçam a importância de o País contar com o que chamou de "escudo de defesa".
"Precisamos dele não apenas contra as agressões, mas também contra intimidações", acrescentou. Para Unger, se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio, não pode estar sujeito a qualquer das duas situações. "Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar sobre a cordura", disse. Nesse contexto, a recomendação do ministro é o Brasil se armar.
Unger informou que a SAE está num estágio avançado da formulação de uma estratégia nacional de defesa. Segundo ele, o objetivo estratégico será a negação do mar brasileiro a qualquer força inimiga que tente abordar o Brasil por via marítima. "Se for necessário, no futuro, manteremos a capacidade focada de projeção de poder, numa trajetória para afirmar o controle sobre o Atlântico Sul", acrescentou. "Determos o controle não quer dizer que desrespeitaremos qualquer norma internacional", ressaltou, "mas (a possibilidade) de exercermos uma ascendência sobre a nossa área, quando necessário."Segundo o ministro, há uma determinação no governo de desenvolver na Marinha uma força de submarinos e, ainda, criar capacidade de monitoração da superfície tanto da terra, como do mar, a partir do espaço.


Três vertentes

Unger explicou que a SAE já estuda a Defesa Nacional há mais de um ano. E que sua orientação tem sido a de reorientar as discussões sobre as Forças Armadas para que possam desempenhar suas responsabilidades em situações de paz ou de guerra. "Nunca tivemos no Brasil uma grande discussão nacional e civil a respeito da Defesa e agora estamos tentando tê-la", explicou. Segundo ele, o debate tem sido orientado por três vertentes. O primeiro diz respeito à reconstituição das Forças Armadas para que possam desempenhar o seu papel. O segundo trata da reorganização da indústria bélica nacional, tanto de origem estatal, como privada. "Não podemos dispor apenas de tecnologia estrangeira nessa área", argumentou o ministro. Por fim, o terceiro eixo explora qual deve ser o futuro do serviço militar obrigatório. Para Unger, o papel das Forças Armadas é serem "a própria Nação em armas". Esse conceito se contrapõe à idéia de Forças Armadas formadas por parte da Nação, paga por terceiros para defendê-los.

12 junho 2008

PARA ONGS, GOVERNO EXAGERA PREOCUPAÇÃO COM ESTRANGEIROS NA AMAZÔNIA



A polêmica em torno da compra de terras por estrangeiros na Amazônia e a preocupação quanto a ingerências internacionais na região são riscos marginais que estão sendo extrapolados pelo governo, na opinião de organizações não-governamentais ouvidas pela BBC Brasil.

Para Paulo Adário, do Greenpeace, a importância dessas questões está novamente sendo exagerada para atender a interesses "oportunistas" dentro e fora do governo ligados à exploração econômica da Amazônia. Segundo Adário, o debate está "tingido por uma cor ideológica", mas o que realmente existe é "uma grande paranóia", alimentada pelo que chama de setores conservadores "para esconder interesses escusos".
Para o pesquisador do Imazon e co-autor de um estudo sobre a situação fundiária na Amazônia, Paulo Barreto, para praticar atividades ilegais como biopirataria e extração clandestina de madeira, não é preciso ser dono da terra. "Capital sério estrangeiro (em grande escala) não vai investir nesse caos aqui. Brasileiro sério já tem dificuldade de comprar terra (regular) na Amazônia."
"Não acho que seja ruim ou bom se (a empresa proprietária) é nacional ou multinacional, se as duas forem destrutivas, as duas são ruins", concorda Paulo Adário. "Acho que tem muito de xenofobia aí."

PALPITES



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso, disse que "o mundo precisa saber que a Amazônia tem dono" e criticou o excesso de "palpites" sobre o que deve ser feito com a região.

As declarações do presidente foram feitas em meio à repercussão internacional negativa da queda da ministra Marina Silva e à publicação de uma série de artigos em veículos estrangeiros, como Financial Times, The Economist e The New York Times, questionando a capacidade do governo brasileiro de conter o desmatamento na Amazônia.
O governo vem dizendo, desde dezembro, que pretende aumentar a fiscalização da atuação de ONGs estrangeiras e nacionais na Amazônia. E que é o Brasil que deve definir o processo de proteção e desenvolvimento da região. Também vem se acirrando a polêmica em torno da necessidade de maior rigor a aquisição de terras brasileiras por estrangeiros. O Ibama multou em R$ 380 milhões a empresa Gethal, atribuída ao empresário sueco-britânico Johan Eliasch.

NÃO DEIXE DE VER ESTE VÍDEO


02 dezembro 2007

APARTAMENTOS FUNCIONAIS TERÃO HIDROMASSAGEM

Câmara dos Deputados abriu concorrência para reforma de 96 apartamentos funcionais. O valor é estimado em R$ 36,2 milhões, mas edital prevê gasto de até R$ 55 milhões. Os 96 apartamentos funcionais para uso dos deputados federais serão reformados e ganharão itens como banheiras de hidromassagem e triturador de alimentos com o custo estimado de R$ 36,2 milhões, segundo a Câmara.
O edital que especifica dados da reforma prevê - clique aqui para ver - que sejam instalados nos apartamentos banheiras de hidromassagem da marca Mondialle, modelo Biela, com preço unitário estimado em R$ 2.869,15. Isso acarretaria num gasto de R$ 274.438,40 somente com banheiras, o que pode subir ainda mais, já que a Casa autoriza o preço máximo de R$ 3.729,89 por banheira.
Já o triturador de alimentos para a cozinha, da marca In-Sink-Erator, modelo 75, tem valor de de R$ 1.788,88 cada (já considerando impostos). O gasto total com o item seria de R$ 171.732,48 com os itens, sendo que o valor unitário por triturador é aceitável em até R$ 2.325,55.
A reforma inclui ainda a troca de todos os elevadores dos prédios, revestimentos internos e externos, impermeabilização, troca das esquadrias de ferro por alumínio, implantação do sistema de aquecimento solar, troca de encanamento e do sistema elétrico.
Os apartamentos terão cabos para antena coletiva, internet e TV a cabo, circuito fechado de TV, alarme e combate de incêndio e centrais de gás.

Quanto custa um político no Brasil



Enquanto isso o filho do Piquet...


24 outubro 2007

CHÁVEZ MENTE E ESTENDE TENTÁCULOS EM TODAS AS DIREÇÕES


O Congresso da Venezuela aprovou na noite de segunda-feira (22/10) um aumento das atribuições do Presidente da República na reforma constitucional em curso, em meio a debates sobre a restrição de direitos durante estados de exceção. Além dos 33 artigos apresentados por Chávez, o Congresso aumentou para 68 o número de artigos modificados, dos 350 presentes na atual Constituição, aprovada em 1999.

Neste vídeo, a reforma constitucional na Venezuela




Ricardo Gutiérrez, deputado do partido Podemos - responsável por mais de 10% dos votos que reelegeram Chávez em dezembro -, denunciou que a reforma entrega "um poder desmedido ao presidente" e considera que "vai além dos limites que se impõem em qualquer Estado republicano".
As Academias Nacionais de Língua, História, Medicina, Ciências Políticas e Sociais, Ciências e Economia emitiram na terça-feira um comunicado conjunto para advertir que o "caminho legítimo" para uma modificação na Constituição "é a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte. "Configura-se uma fraude constitucional", a proposta de Chávez “acentuou a divisão que se instalou na sociedade venezuelana", afirmaram no texto.

Veja as promessas de Chávez em 5 dedezembro 1998



El Diablo por superalbertofilho

Enquanto isso na Bolívia...


Também na madrugada de segunda-feira, o consulado da Venezuela e a uma missão médica de Cuba sofreram atentados com explosivos de baixa potência na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra. O Governo venezuelano responsabilizou a "oligarquia racista" da Bolívia pelo "ataque terrorista".
O ministro do Exterior venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o "ataque terrorista" conseguiu apenas aumentar o interesse de Caracas em concretizar seu apoio a Morales.
Para o chanceler da Venezuela, a mensagem de Chávez de que seu governo reagirá invadindo o território boliviano diante de qualquer tentativa de assassinato de Morales "alvoroçou todo o ódio, racismo e a loucura contida na oligarquia boliviana".

E na Colômbia...


Chávez negocia com as FARC na Colômbia por superalbertofilho

E no Brasil...


Chávez encontra com Lula em Manaus por superalbertofilho

09 julho 2007

Cartel do petróleo tenta desestabilizar produção de biocombustíveis


Na semana passada, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram um relatório que indica que a produção de biocombustíveis pode provocar um aumento no preço dos alimentos.

"Este fenômeno [de uso de alimentos como combustíveis] vai fazer subir os preços dos cereais e, de forma indireta, através do custo mais alto das rações, também dos produtos da criação animal", afirma o relatório Perspectivas Agrícolas para 2007-2016.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (05/07), em Bruxelas, que o Brasil está desenvolvendo um programa de certificação “que permitirá mostrar que toda cadeia de produção dos biocombustíveis no país respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas”.

Diante de uma platéia que reuniu ministros, estudiosos, empresários e organizações não governamentais, o presidente negou as maiores preocupações levantadas em relação ao aumento da produção de biocombustíveis no Brasil.

“A experiência brasileira mostra ser incorreta a oposição entre uma agricultura voltada para a produção de alimentos e outra para a produção de energia. A fome no meu país diminuiu no mesmo período em que aumentou o uso dos biocombustíveis. O plantio de cana-de-açúcar não comprometeu ou deslocou a produção de alimentos”, afirmou.

“Todos sabemos que não há escassez de alimentos no mundo, mas escassez de renda capaz de garantir o acesso das populações mais pobres ao que comer. Não estamos aqui escolhendo entre comida e energia.”

Contra as críticas de que a expansão da produção de cana-de-açúcar poderia ameaçar a floresta amazônica, Lula disse que “o cultivo da cana no Brasil ocupa menos de 10% da área cultivada do país, ou seja, menos de 0,4% do território nacional”.

“Essa área, é bom que se diga, fica muito distante da Amazônia.”

Lula também defendeu a criação de padrões internacionais de normas técnicas sobre o etanol e o biodiesel, o que abriria caminho para que esses combustíveis alternativos sejam considerados commodities e possam ser negociados internacionalmente, com cotação em Bolsa.

Para o presidente, a inclusão dos biocombustíveis na matriz energética internacional também ajudaria a “democratizar” o acesso a fontes de energia.

"No mais humilde dos países, qualquer um tem a tecnologia e o conhecimento para cavar um buraco de 30 centímetros e semear uma planta oleaginosa."

“Estaremos reduzindo as assimetrias e desigualdades entre os países consumidores e produtores de energia, e prevenindo potenciais conflitos derivados da competição por recursos energéticos finitos”, afirmou.

Sem citar nomes, Lula ressaltou que os mesmos governos que defendem publicamente seus compromissos com desenvolvimento sustentável e com a redução do efeito estufa não podem gravar suas importações com pesadas alíquotas que não aplicam ao petróleo.

A mensagem pode ter sido dirigida a Bruxelas, que atualmente aplica uma tarifa de importação de 19,2 euros (cerca de R$ 50) a cada cem litros de etanol importado do Brasil.

China lista 'novas interpretações de corrupção'


O Judiciário chinês emitiu no último domingo (01/07) um documento listando novas formas de se interpretar crimes de corrupção. O documento deve servir de referência para os promotores no indiciamento de réus.

A nova definição jurídica mais abrangente inclui aceitar ações e títulos de presente, comprar bens caros por preços muito baixos e enriquecer com jogos de azar.

Além disso, o documento também considera deslize: utilizar-se da posição política para fechar negócios, ajudar a administrar empresas de terceiros, aceitar presentes (mesmo após o fim de um mandato) e receber e disfarçar dinheiro ilícito com o auxílio de laranjas como família, amigos e associados.

Dependendo do caso, a troca de favores passará a ser considerado ato de suborno.
Da mesma forma, pode haver condenação sem a comprovação de que realmente tenha ocorrido pagamento de dinheiro. Bastará a comprovação de que houve clara intenção de requisitar propina.

Segundo especialistas legais ouvidos pela Xinhua, a campanha e o documento jurídico são um “passo bem coordenado de disciplina dentro do partido e no sistema judiciário” para enfrentar “mais e mais sofisticados” crimes de colarinho branco.

De acordo com a imprensa oficial, somente no ano passado, promotores investigaram 9.582 casos de suborno envolvendo 1,5 bilhões de yuans (R$ 400 milhões).A maioria dos crimes ocorreu nos setores de sub-contratação de serviços do governo, comércio de medicamentos e desenvolvimento de novos projetos imobiliários.