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01 setembro 2008

FROTA AMERICANA ESTÁ NA BACIA DE SANTOS


O jornal argentino El Clarín noticiou, no dia 14 de agosto, que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na bacia de Santos, onde a Petrobrás descobriu o que pode ser a maior jazida de petróleo da história.
O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. A imprensa brasileira noticiou quase nada sobre o assunto.



A IV frota americana, que está na bacia de Santos, é a mesma que bombardeou os navios mercantes brasileiros no nordeste, na década de 40, acusando a Alemanha pelo feito, a fim de que o presidente Getúlio Vargas aderisse à II guerra mundial. Ela também esteve presente aqui na década de 60, durante o golpe de 64, dando apoio logístico e militar.
Pelo histórico dessa armada, pode ser uma ameaça de guerra ao país, pelo petróleo.

Veja a reportagem no link: http://www.clarin.com/diario/2008/07/14/elmundo/i-01714630.htm

BRASIL PRECISA SE PREPARAR PARA ENFRENTAR AMEAÇA E INTIMIDAÇÃO
Ana Cecilia Americano - (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4. Rio de Janeiro, 7 de Agosto de 2008

A reativação da IV Frota da Marinha norte-americana, que voltou a atuar na costa da América Latina, em tempos de paz, é um assunto que Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) está acompanhando de perto. O ministro declarou durante o seminário "Instituições para a Inovação", realizado no Rio de Janeiro, que esse e outros fatos reforçam a importância de o País contar com o que chamou de "escudo de defesa".
"Precisamos dele não apenas contra as agressões, mas também contra intimidações", acrescentou. Para Unger, se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio, não pode estar sujeito a qualquer das duas situações. "Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar sobre a cordura", disse. Nesse contexto, a recomendação do ministro é o Brasil se armar.
Unger informou que a SAE está num estágio avançado da formulação de uma estratégia nacional de defesa. Segundo ele, o objetivo estratégico será a negação do mar brasileiro a qualquer força inimiga que tente abordar o Brasil por via marítima. "Se for necessário, no futuro, manteremos a capacidade focada de projeção de poder, numa trajetória para afirmar o controle sobre o Atlântico Sul", acrescentou. "Determos o controle não quer dizer que desrespeitaremos qualquer norma internacional", ressaltou, "mas (a possibilidade) de exercermos uma ascendência sobre a nossa área, quando necessário."Segundo o ministro, há uma determinação no governo de desenvolver na Marinha uma força de submarinos e, ainda, criar capacidade de monitoração da superfície tanto da terra, como do mar, a partir do espaço.


Três vertentes

Unger explicou que a SAE já estuda a Defesa Nacional há mais de um ano. E que sua orientação tem sido a de reorientar as discussões sobre as Forças Armadas para que possam desempenhar suas responsabilidades em situações de paz ou de guerra. "Nunca tivemos no Brasil uma grande discussão nacional e civil a respeito da Defesa e agora estamos tentando tê-la", explicou. Segundo ele, o debate tem sido orientado por três vertentes. O primeiro diz respeito à reconstituição das Forças Armadas para que possam desempenhar o seu papel. O segundo trata da reorganização da indústria bélica nacional, tanto de origem estatal, como privada. "Não podemos dispor apenas de tecnologia estrangeira nessa área", argumentou o ministro. Por fim, o terceiro eixo explora qual deve ser o futuro do serviço militar obrigatório. Para Unger, o papel das Forças Armadas é serem "a própria Nação em armas". Esse conceito se contrapõe à idéia de Forças Armadas formadas por parte da Nação, paga por terceiros para defendê-los.

12 junho 2008

PARA ONGS, GOVERNO EXAGERA PREOCUPAÇÃO COM ESTRANGEIROS NA AMAZÔNIA



A polêmica em torno da compra de terras por estrangeiros na Amazônia e a preocupação quanto a ingerências internacionais na região são riscos marginais que estão sendo extrapolados pelo governo, na opinião de organizações não-governamentais ouvidas pela BBC Brasil.

Para Paulo Adário, do Greenpeace, a importância dessas questões está novamente sendo exagerada para atender a interesses "oportunistas" dentro e fora do governo ligados à exploração econômica da Amazônia. Segundo Adário, o debate está "tingido por uma cor ideológica", mas o que realmente existe é "uma grande paranóia", alimentada pelo que chama de setores conservadores "para esconder interesses escusos".
Para o pesquisador do Imazon e co-autor de um estudo sobre a situação fundiária na Amazônia, Paulo Barreto, para praticar atividades ilegais como biopirataria e extração clandestina de madeira, não é preciso ser dono da terra. "Capital sério estrangeiro (em grande escala) não vai investir nesse caos aqui. Brasileiro sério já tem dificuldade de comprar terra (regular) na Amazônia."
"Não acho que seja ruim ou bom se (a empresa proprietária) é nacional ou multinacional, se as duas forem destrutivas, as duas são ruins", concorda Paulo Adário. "Acho que tem muito de xenofobia aí."

PALPITES



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso, disse que "o mundo precisa saber que a Amazônia tem dono" e criticou o excesso de "palpites" sobre o que deve ser feito com a região.

As declarações do presidente foram feitas em meio à repercussão internacional negativa da queda da ministra Marina Silva e à publicação de uma série de artigos em veículos estrangeiros, como Financial Times, The Economist e The New York Times, questionando a capacidade do governo brasileiro de conter o desmatamento na Amazônia.
O governo vem dizendo, desde dezembro, que pretende aumentar a fiscalização da atuação de ONGs estrangeiras e nacionais na Amazônia. E que é o Brasil que deve definir o processo de proteção e desenvolvimento da região. Também vem se acirrando a polêmica em torno da necessidade de maior rigor a aquisição de terras brasileiras por estrangeiros. O Ibama multou em R$ 380 milhões a empresa Gethal, atribuída ao empresário sueco-britânico Johan Eliasch.

NÃO DEIXE DE VER ESTE VÍDEO


24 outubro 2007

CHÁVEZ MENTE E ESTENDE TENTÁCULOS EM TODAS AS DIREÇÕES


O Congresso da Venezuela aprovou na noite de segunda-feira (22/10) um aumento das atribuições do Presidente da República na reforma constitucional em curso, em meio a debates sobre a restrição de direitos durante estados de exceção. Além dos 33 artigos apresentados por Chávez, o Congresso aumentou para 68 o número de artigos modificados, dos 350 presentes na atual Constituição, aprovada em 1999.

Neste vídeo, a reforma constitucional na Venezuela




Ricardo Gutiérrez, deputado do partido Podemos - responsável por mais de 10% dos votos que reelegeram Chávez em dezembro -, denunciou que a reforma entrega "um poder desmedido ao presidente" e considera que "vai além dos limites que se impõem em qualquer Estado republicano".
As Academias Nacionais de Língua, História, Medicina, Ciências Políticas e Sociais, Ciências e Economia emitiram na terça-feira um comunicado conjunto para advertir que o "caminho legítimo" para uma modificação na Constituição "é a convocatória de uma Assembléia Nacional Constituinte. "Configura-se uma fraude constitucional", a proposta de Chávez “acentuou a divisão que se instalou na sociedade venezuelana", afirmaram no texto.

Veja as promessas de Chávez em 5 dedezembro 1998



El Diablo por superalbertofilho

Enquanto isso na Bolívia...


Também na madrugada de segunda-feira, o consulado da Venezuela e a uma missão médica de Cuba sofreram atentados com explosivos de baixa potência na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra. O Governo venezuelano responsabilizou a "oligarquia racista" da Bolívia pelo "ataque terrorista".
O ministro do Exterior venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o "ataque terrorista" conseguiu apenas aumentar o interesse de Caracas em concretizar seu apoio a Morales.
Para o chanceler da Venezuela, a mensagem de Chávez de que seu governo reagirá invadindo o território boliviano diante de qualquer tentativa de assassinato de Morales "alvoroçou todo o ódio, racismo e a loucura contida na oligarquia boliviana".

E na Colômbia...


Chávez negocia com as FARC na Colômbia por superalbertofilho

E no Brasil...


Chávez encontra com Lula em Manaus por superalbertofilho

09 julho 2007

Cartel do petróleo tenta desestabilizar produção de biocombustíveis


Na semana passada, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram um relatório que indica que a produção de biocombustíveis pode provocar um aumento no preço dos alimentos.

"Este fenômeno [de uso de alimentos como combustíveis] vai fazer subir os preços dos cereais e, de forma indireta, através do custo mais alto das rações, também dos produtos da criação animal", afirma o relatório Perspectivas Agrícolas para 2007-2016.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (05/07), em Bruxelas, que o Brasil está desenvolvendo um programa de certificação “que permitirá mostrar que toda cadeia de produção dos biocombustíveis no país respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas”.

Diante de uma platéia que reuniu ministros, estudiosos, empresários e organizações não governamentais, o presidente negou as maiores preocupações levantadas em relação ao aumento da produção de biocombustíveis no Brasil.

“A experiência brasileira mostra ser incorreta a oposição entre uma agricultura voltada para a produção de alimentos e outra para a produção de energia. A fome no meu país diminuiu no mesmo período em que aumentou o uso dos biocombustíveis. O plantio de cana-de-açúcar não comprometeu ou deslocou a produção de alimentos”, afirmou.

“Todos sabemos que não há escassez de alimentos no mundo, mas escassez de renda capaz de garantir o acesso das populações mais pobres ao que comer. Não estamos aqui escolhendo entre comida e energia.”

Contra as críticas de que a expansão da produção de cana-de-açúcar poderia ameaçar a floresta amazônica, Lula disse que “o cultivo da cana no Brasil ocupa menos de 10% da área cultivada do país, ou seja, menos de 0,4% do território nacional”.

“Essa área, é bom que se diga, fica muito distante da Amazônia.”

Lula também defendeu a criação de padrões internacionais de normas técnicas sobre o etanol e o biodiesel, o que abriria caminho para que esses combustíveis alternativos sejam considerados commodities e possam ser negociados internacionalmente, com cotação em Bolsa.

Para o presidente, a inclusão dos biocombustíveis na matriz energética internacional também ajudaria a “democratizar” o acesso a fontes de energia.

"No mais humilde dos países, qualquer um tem a tecnologia e o conhecimento para cavar um buraco de 30 centímetros e semear uma planta oleaginosa."

“Estaremos reduzindo as assimetrias e desigualdades entre os países consumidores e produtores de energia, e prevenindo potenciais conflitos derivados da competição por recursos energéticos finitos”, afirmou.

Sem citar nomes, Lula ressaltou que os mesmos governos que defendem publicamente seus compromissos com desenvolvimento sustentável e com a redução do efeito estufa não podem gravar suas importações com pesadas alíquotas que não aplicam ao petróleo.

A mensagem pode ter sido dirigida a Bruxelas, que atualmente aplica uma tarifa de importação de 19,2 euros (cerca de R$ 50) a cada cem litros de etanol importado do Brasil.