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06 outubro 2008

PETRÓLEO - "EL CLARIN" E O PRÉ-SAL


Há 5 mil metros de profundidade no mar e há 150 km da costa do Rio, foi encontrado algumas das maiores jazida de petróleo do mundo, com um potencial estimado de 50 bilhões de barris e podendo extrair 180 mil barris de petróleo e 6 milhões m3 de gás por dia, ou seja, a auto-suficiência. O início da produção é prevista para 2009 quando já estará em funcionamento a nova plataforma P51. Isto basta para colocar o Brasil entre as 10 potências petroleiras do mundo.

Contudo, temos que decidir como administrar e utilizar esta riqueza e, por isso, o pouco interesse do governo de divulgar os detalhes desta descoberta para a população. Precisamos escolher entre nos transformar numa Noruega ou numa Nigéria, dois países petroleiros, que cuidam da sua população de forma bastante distintas, ou numa Venezuela, que faz com a sua riqueza o que bem entende, ou ainda numa Arábia Saudita, onde poucos usufruem das riquezas e o resto da população vive na miséria.

Através de uma reportagem realizada pelo 'Clarim TeleVision', da Argentina, podemos conhecer o real significado do Pré-Sal.
O curioso é que, mal se começou a divulgar a descoberta no Brasil, a Argentina preparou e divulgou um material com o propósito levantar uma questão paradoxal : Porque o Brasil pôde chegar a este ponto de converter-se em uma potência energética e Argentina, que foi uma pioneira no auto-abastecimento de energia, hoje não tem sequer uma petroleira própria? Veja abaixo:

VIDEO: BRASIL PETROLERO (PARTE 1)



VIDEO: BRASIL PETROLERO (PARTE 2)



E sobre a boa qualidade do jornalismo e da informação multimídia (video e site), feitos na Argentina podemos perguntar: Por que a Argentina pode e o Brasil não?
Veja, clicando aqui, a reportagem realizada pelo El Clarin - jornal de maior circulação na Argentina - sobre a Petrobras e as recentes descobertas petrolíferas no Brasil.

01 setembro 2008

FROTA AMERICANA ESTÁ NA BACIA DE SANTOS


O jornal argentino El Clarín noticiou, no dia 14 de agosto, que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na bacia de Santos, onde a Petrobrás descobriu o que pode ser a maior jazida de petróleo da história.
O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. A imprensa brasileira noticiou quase nada sobre o assunto.



A IV frota americana, que está na bacia de Santos, é a mesma que bombardeou os navios mercantes brasileiros no nordeste, na década de 40, acusando a Alemanha pelo feito, a fim de que o presidente Getúlio Vargas aderisse à II guerra mundial. Ela também esteve presente aqui na década de 60, durante o golpe de 64, dando apoio logístico e militar.
Pelo histórico dessa armada, pode ser uma ameaça de guerra ao país, pelo petróleo.

Veja a reportagem no link: http://www.clarin.com/diario/2008/07/14/elmundo/i-01714630.htm

BRASIL PRECISA SE PREPARAR PARA ENFRENTAR AMEAÇA E INTIMIDAÇÃO
Ana Cecilia Americano - (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4. Rio de Janeiro, 7 de Agosto de 2008

A reativação da IV Frota da Marinha norte-americana, que voltou a atuar na costa da América Latina, em tempos de paz, é um assunto que Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) está acompanhando de perto. O ministro declarou durante o seminário "Instituições para a Inovação", realizado no Rio de Janeiro, que esse e outros fatos reforçam a importância de o País contar com o que chamou de "escudo de defesa".
"Precisamos dele não apenas contra as agressões, mas também contra intimidações", acrescentou. Para Unger, se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio, não pode estar sujeito a qualquer das duas situações. "Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar sobre a cordura", disse. Nesse contexto, a recomendação do ministro é o Brasil se armar.
Unger informou que a SAE está num estágio avançado da formulação de uma estratégia nacional de defesa. Segundo ele, o objetivo estratégico será a negação do mar brasileiro a qualquer força inimiga que tente abordar o Brasil por via marítima. "Se for necessário, no futuro, manteremos a capacidade focada de projeção de poder, numa trajetória para afirmar o controle sobre o Atlântico Sul", acrescentou. "Determos o controle não quer dizer que desrespeitaremos qualquer norma internacional", ressaltou, "mas (a possibilidade) de exercermos uma ascendência sobre a nossa área, quando necessário."Segundo o ministro, há uma determinação no governo de desenvolver na Marinha uma força de submarinos e, ainda, criar capacidade de monitoração da superfície tanto da terra, como do mar, a partir do espaço.


Três vertentes

Unger explicou que a SAE já estuda a Defesa Nacional há mais de um ano. E que sua orientação tem sido a de reorientar as discussões sobre as Forças Armadas para que possam desempenhar suas responsabilidades em situações de paz ou de guerra. "Nunca tivemos no Brasil uma grande discussão nacional e civil a respeito da Defesa e agora estamos tentando tê-la", explicou. Segundo ele, o debate tem sido orientado por três vertentes. O primeiro diz respeito à reconstituição das Forças Armadas para que possam desempenhar o seu papel. O segundo trata da reorganização da indústria bélica nacional, tanto de origem estatal, como privada. "Não podemos dispor apenas de tecnologia estrangeira nessa área", argumentou o ministro. Por fim, o terceiro eixo explora qual deve ser o futuro do serviço militar obrigatório. Para Unger, o papel das Forças Armadas é serem "a própria Nação em armas". Esse conceito se contrapõe à idéia de Forças Armadas formadas por parte da Nação, paga por terceiros para defendê-los.

09 julho 2007

Cartel do petróleo tenta desestabilizar produção de biocombustíveis


Na semana passada, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram um relatório que indica que a produção de biocombustíveis pode provocar um aumento no preço dos alimentos.

"Este fenômeno [de uso de alimentos como combustíveis] vai fazer subir os preços dos cereais e, de forma indireta, através do custo mais alto das rações, também dos produtos da criação animal", afirma o relatório Perspectivas Agrícolas para 2007-2016.

O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (05/07), em Bruxelas, que o Brasil está desenvolvendo um programa de certificação “que permitirá mostrar que toda cadeia de produção dos biocombustíveis no país respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas”.

Diante de uma platéia que reuniu ministros, estudiosos, empresários e organizações não governamentais, o presidente negou as maiores preocupações levantadas em relação ao aumento da produção de biocombustíveis no Brasil.

“A experiência brasileira mostra ser incorreta a oposição entre uma agricultura voltada para a produção de alimentos e outra para a produção de energia. A fome no meu país diminuiu no mesmo período em que aumentou o uso dos biocombustíveis. O plantio de cana-de-açúcar não comprometeu ou deslocou a produção de alimentos”, afirmou.

“Todos sabemos que não há escassez de alimentos no mundo, mas escassez de renda capaz de garantir o acesso das populações mais pobres ao que comer. Não estamos aqui escolhendo entre comida e energia.”

Contra as críticas de que a expansão da produção de cana-de-açúcar poderia ameaçar a floresta amazônica, Lula disse que “o cultivo da cana no Brasil ocupa menos de 10% da área cultivada do país, ou seja, menos de 0,4% do território nacional”.

“Essa área, é bom que se diga, fica muito distante da Amazônia.”

Lula também defendeu a criação de padrões internacionais de normas técnicas sobre o etanol e o biodiesel, o que abriria caminho para que esses combustíveis alternativos sejam considerados commodities e possam ser negociados internacionalmente, com cotação em Bolsa.

Para o presidente, a inclusão dos biocombustíveis na matriz energética internacional também ajudaria a “democratizar” o acesso a fontes de energia.

"No mais humilde dos países, qualquer um tem a tecnologia e o conhecimento para cavar um buraco de 30 centímetros e semear uma planta oleaginosa."

“Estaremos reduzindo as assimetrias e desigualdades entre os países consumidores e produtores de energia, e prevenindo potenciais conflitos derivados da competição por recursos energéticos finitos”, afirmou.

Sem citar nomes, Lula ressaltou que os mesmos governos que defendem publicamente seus compromissos com desenvolvimento sustentável e com a redução do efeito estufa não podem gravar suas importações com pesadas alíquotas que não aplicam ao petróleo.

A mensagem pode ter sido dirigida a Bruxelas, que atualmente aplica uma tarifa de importação de 19,2 euros (cerca de R$ 50) a cada cem litros de etanol importado do Brasil.