Mostrando postagens com marcador USA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador USA. Mostrar todas as postagens

05 abril 2009

CRESCE O NÚMERO DE LOBISTAS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS


Na política americana, o grupo de pressão para o fim do aquecimento global triplicou nos últimos cinco anos, atingindo um total de 2340 lobistas em 2008, segundo um artigo publicado no jornal californiano San Francisco Chronicle.
O número de lobistas agora ultrapassa a quantidade de congressistas americanos na proporção de quatro para um. Já o número total de lobistas em Washington caiu no último ano, passando de 15397 para 15139.
Embora no Brasil o loby seja informal e muitas vezes ligado à corrupção, nos Estados Unidos a atividade é considerada uma profissão, e constitui uma parte importante do processo político. O aumento do número de lobistas em defesa do meio ambiente se deu, sobretudo, em função do incentivo de ONGs. Em Washington, nos últimos cinco anos o número de lobistas em defesa do meio ambiente passou de 50 para 180. “Existem mais pessoas dizendo que nós temos que fazer alguma coisa do que o contrário”, afirma Tony Kriendler, do Fundo em Defesa do Meio Ambiente. Mesmo assim, o grupo de pressão em defesa das indústrias e da energia ainda ultrapassa os lobistas do meio ambiente em uma proporção de oito para um.

CAMPANHAS PELO MEIO AMBIENTE




07 agosto 2008

MACONHA É O 'MAIOR PRODUTO AGRÍCOLA' DOS EUA


Nem o milho nem o trigo: em valor comercial, o principal cultivo dos Estados Unidos é, hoje, a maconha.

Segundo levantamento feito por Jon Gettman, PhD em Política Pública da George Mason University, na Virgínia do Norte, e líder da Coalizão para Reclassificação da Cannabis, a produção do cultivo de maconha no país é estimada em US$ 36 bilhões anuais e os USA estão deixando de ser um consumidor da droga para se converter em um importante produtor.

VIDEO: veja o documentário completo da CNBC sobre a milionária indústria da maconha implantada nos EUA - ‘MARIJUANA INC, INSIDE AMERICA'S POT INDUSTRY’.



Apenas na Califórnia, o principal Estado produtor de maconha, o número de plantas de maconha destruídas passou de 313.776 em 2001 para 1.675.681 no ano passado. O relatório anual antinarcórticos do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos cultivavam 10 mil toneladas de maconha em 2005.


Conhecido estudioso e ativista a favor da reforma das leis antidrogas, Gettman utiliza o argumento econômico na principal campanha da Coalizão para Reclassificação da Cannabis, um grupo defensor do uso terapêutico da maconha.
Assim como alguns justificam a existência de cultivos de coca nos países andinos por sua importância para as tradições locais, na Califórnia não falta quem diga que a maconha é parte da cultura da região, especialmente desde os anos 60.

VIDEO: CANNABIS MEDICINAL – NATGEO (dublado)



Depois de um referendo em 1996, as autoridades californianas legalizaram o consumo e o cultivo da erva em pequenas quantidades para fins terapêuticos. Mas um porta-voz da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) disse que não poderia confirmar a escala da colheita nacional de maconha. Estima-se que apenas 10% dela sirva a propósitos medicinais.


Como ocorre em países andinos, como Colômbia, Peru e Bolívia, um dos maiores focos do crescimento ilícito na Califórnia tem lugar em parques e reservas naturais, onde o isolamento físico e o caráter de espaço público dificultam a perseguição dos responsáveis.
As autoridades da Califórnia não empregam fumigação aérea contra as plantações, por considerá-las nocivas às condições ambientais nesses parques naturais.

VIDEO: A HISTÓRIA DA MACONHA (dublado)



23 março 2008

UM EM CADA CEM NORTE-AMERICANOS ADULTOS ESTÁ PRESO

Os Estados Unidos encarceraram mais pessoas do que qualquer outro país do mundo, e pela primeira vez na história, mais de 1% da população adulta está atrás das grades, segundo um relatório publicado no dia 28 de fevereiro deste ano.
O relatório do Centro Pew, em Washington, disse que no começo de 2008 havia mais de 2,3 milhões de adultos presos nos EUA. A China, que é muito mais populosa, vem em segundo lugar, com 1,5 milhão de presidiários. A Rússia ocupa a terceira posição, com 890 mil detentos.
"Além do elevado número de detentos, a América (EUA) também é líder global na taxa de encarceramento da sua cidadania, superando nações como África do Sul e Irã", disse o relatório.
"Apesar de todo o dinheiro que se gasta em cárceres e prisões não houve um benefício claro e convincente para a segurança pública", afirmou Adam Gelb, diretor de projeto no Centro Pew para os Estados, que elaborou o estudo de 37 páginas.
Em 2007, os Estados norte-americanos gastaram mais de 49 bilhões de dólares nas prisões, um aumento de 11 bilhões de dólares em vinte anos, segundo o relatório. Mas a "taxa nacional de reincidência manteve-se, virtualmente, sem alterações, e quase metade dos delinquentes que saem do cárcere volta para a prisão dentro de três anos".
Essa situação, segundo o Centro Pew, "sobrecarrega Estados já com problemas financeiros, acarretando custos crescentes que eles mal podem atender, e sem ter um claro impacto na reincidência ou na criminalidade como um todo".
O texto acrescenta que os gastos com prisões crescem seis vezes mais rápido que os gastos com o ensino superior.

VEJA ESTE PARQUE TEMÁTICO NORTE AMERICANO.



Durante quase três décadas generalizou-se nos Estados Unidos uma política de "mão dura" contra o crime, tanto a nível federal como estatal, que inclusive aumentou as penas de prisão por delitos menores.
"Mais e mais Estados começam a reconsiderar a sua política de enviar para a prisão os delinquentes que cometem ofensas leves e adotam estratégias severas com o crime e menos gravosas para os contribuintes", acrescentou.
Em entrevista ao "New York Times", Paul Cassell, professor de direito da Universidade de Utah e juiz federal aposentado, disse que o relatório considera apenas metade da equação custo-benefício e passou por cima de "benefícios muito tangíveis, como a diminuição da taxa de crimes". De acordo com o Federal Bureau of Investigation (FBI), nos últimos 20 anos a taxa de criminalidade caiu 25%, de 612.5 por 100 mil pessoas em 1987 para 464 em 2007.

Leia mais no jornal "The New York Times"
Aqui:(http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/02/28/um_em_cada_100_americanos_esta_preso_aponta_estudo_1209631.html ).

Veja o último lançamento em armas