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06 dezembro 2012

OSCAR NIEMEYER MORRE AOS 104 ANOS



Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu no Rio de Janeiro às 21h55 do dia 5 de dezembro (quarta-feira), aos 104 anos. Reconhecido internacionalmente por suas obras, Niemeyer completaria 105 anos em 15 de dezembro. Ele estava ao lado da mulher, Vera Lúcia, 67, de sobrinhos e de netos no momento da morte. Cerca de dez pessoas o acompanhavam em seu quarto.


Niemeyer estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, desde o dia 2 de novembro, a princípio para tratar de um quadro de desidratação. Desde então ele apresentou uma hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), seu quadro clínico se agravou com uma infecção respiratória. Era a sua terceira internação em 2012.

VIDEO: OSCAR NIEMEYER MORRE AOS 104 ANOS



A presidente Dilma Rousseff ofereceu o Palácio do Planalto, em Brasília, para o velório de Niemeyer, na quinta-feira. No final do dia o corpo retornou ao Rio de Janeiro, onde aconteceu uma cerimônia restrita a família e amigos no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio. Na manhã de sexta-feira (7), o espaço foi aberto ao público e na mesma tarde aconteceu o enterro no cemitério São João Batista, em Botafogo.


Em fevereiro deste ano, Niemeyer fez uma visita ao Sambódromo, para conferir a fase final das obras de ampliação da Passarela do Samba que mantiveram o traçado original que o arquiteto projetou há 30 anos. Ele enfrentou o sol forte de meio-dia e percorreu num carrinho aberto toda a extensão da Avenida.
Em 6 de junho a designer Anna Maria Niemeyer, única filha de Oscar Niemeyer, morreu, aos 82 anos, em consequência de um enfisema pulmonar. Na ocasião, ele não pôde comparecer ao enterro por recomendações médicas.

TRAJETÓRIA

Nascido no bairro de Laranjeiras em 15 de dezembro de 1907, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde. O arquiteto foi, ao lado do urbanista Lucio Costa, o criador de Brasília.

VIDEO: UM BREVE PASSEIO PELA OBRA DE NIEMEYER



No entanto, seus primeiros trabalhos foram uma igreja e um cassino às margens da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. Por indicação de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.


As linhas inovadoras do pequeno templo dedicado a São Francisco tornaram Niemeyer famoso em todo o país. "Este projeto teve muito êxito porque era diferente: uma arquitetura mais leve e solta, cujas formas tentavam surpreender. Este primeiro trabalho foi muito importante para mim", disse Niemeyer.

VIDEO: LAGOA DA PAMPULHA



Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros políticos. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, viajando constantemente à União Soviética e Cuba.

DOCUMENTÁRIO: OSCAR NIEMEYER - O ARQUITETO DO SÉCULO (COMPLETO E DUBLADO) // BIO. HD



Durante os anos 50, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.


Ao lado de urbanista Lúcio Costa, ajudou a dar forma à nova capital. De sua prancheta saíram os prédios do Congresso, dos palácios do Planalto, da Alvorada e do Itamaraty e da catedral. Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.



Niemeyer lamentava que Brasília tenha terminado dividida entre pobres e ricos, e que as favelas tenham ocupado mais lugar que a cidade projetada originalmente. Para ele, as cidades deveriam ter uma densidade demográfica limitada, e sempre contar com um cinturão verde a seu redor.

TRABALHO NA EUROPA

O arquiteto brasileiro também surpreendeu com suas criações no resto do mundo.
Trabalhou com Le Corbusier no edifício da ONU, em Nova York, e idealizou prédios como a sede do Partido Comunista na França, a Universidade de Constantino, na Argélia, e a matriz da editora Mondadori, na Itália.
Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.

VIDEO: OSCAR NIEMEYER E A ONU



Várias dessas obras foram concretizadas durante seu exílio na Europa, após abandonar o Brasil, em 1966, perseguido pelo regime militar. Niemeyer se mudou para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Lá, projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.

RODA VIVA | OSCAR NIEMEYER | 12/07/1997



Niemeyer sempre foi um idealista. Na juventude, militou no Partido Comunista, que chegou a presidir entre 1992 e 1996, e nunca abandonou sua defesa dos pobres e dos governos de esquerda no Brasil e no resto da América Latina.
"O papel do arquiteto é lutar por um mundo melhor, onde se possa fazer uma arquitetura que sirva a todos, e não apenas a um grupo de privilegiados", disse.

RETORNO AO BRASIL

Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado (1983-1987).
Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker - o Oscar da arquitetura. Depois dele, Paulo Mendes da Rocha recebeu a honraria, em 2006. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.

VIDEO: MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE NITERÓI



Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continuou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.
Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine - que todo ano constrói um anexo temporário.

VIDEO: CENTRO NIEMEYER EM AVILES, NA ESPANHA



Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha, construída durante três anos ao custo de R$ 100 milhões. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses - no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo. Em meados de 2012, no entanto, o centro foi reaberto.

VIDEO: A CIDADE ADMINISTRATIVA EM MINAS GERAIS



Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do Estado, na Grande Belo Horizonte.
Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012.

VIDEO: OSCAR NIEMEYER 101 (legendas em inglês)



Além de Vera, com quem se casou em 2006, Niemeyer deixa quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria - sua única filha, morta em junho deste ano aos 82 -, fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.

A VIDA É UM SOPRO

”Oscar Niemeyer – A vida é um sopro” é um filme que busca (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século.
No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas acerca do Homem.

VIDEO: “A VIDA É UM SOPRO” - Documentário completo


Produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16mm no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e Portugal, “A vida é um sopro” é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque.


05 junho 2011

OSCAR NIEMEYER: CASA DAS CANOAS


A Casa das Canoas (projetada em 1951 e construída em 1953) é uma das habitações individuais mais fascinantes já realizadas nesse século. O resultado final fica longe das duas casas modernistas referenciais daquela época: a Farnswourth House, de Mies van der Rohe (1946-1950), e a Glass House, de Philip Johnson (1949). Oscar Niemeyer, o arquiteto que projetou a casa, optou por uma forma orgânica e uma mágica integração entre arquitetura e ambiente natural de rocha, vegetação e água - uma indiscutível obra-prima.



A força da Casa das Canoas está, em primeiro lugar, na relação com a situação privilegiada. A vista ao mar, a presença do horizonte e o gabarito quase horizontal da Pedra de Gávea, definiram a forma da cobertura. O passeio arquitetural que o visitante tem no percurso até a casa também tem uma relação forte com o local. De carro, chega-se pelas curvas da estrada das Canoas até um ponto, em seguida uma trilha leva até a casa; o carro foi eliminado do lugar. Na caminhada, a cobertura da casa se revela como uma lâmina colocada sobre colunas finas - é uma linha continua e flutuante. Niemeyer constrói esta habitação pela ideia do “teto de forma livre” experimentado na Casa do Baile (1942), na Pampulha, com mais atenção.



A piscina ao lado da Casa das Canoas ganha mais que um significado funcional, por causa da rocha que se estende até o interior da casa. O volume da rocha une solidamente a casa ao chão, mas Niemeyer também consegue ligar o exterior e o interior da casa através da rocha. Ao redor da piscina foram colocadas esculturas do seu amigo Alfredo Ceschiatti. As ondulações elegantes dos corpos femininos se incorporam perfeitamente na arquitetura ondulante. A justaposição da lâmina de concreto, a rocha e as estátuas cria uma relação sutil entre natureza e cultura.



A casa não tem frente nem fundo: o movimento contínuo criou uma fachada de vidro com um ritmo fluente. Ao contrário de Mies van der Rohe e Philip Johnson, Niemeyer buscou para a casa um caráter ao mesmo tempo transparente e fechado. Isto se manifesta na parede fechada e ondulada de madeira, que dá intimidade e privacidade na sala de estar. Nessa parede encontra-se no lado sul uma pequena janela, colocada numa altura bem baixa, que dá vista ao mar para quem está sentado. Ao lado da janela foi colocado um desenho de Le Corbusier, com um dedicatória para Niemeyer.


O piso com os dormitórios, que foi colocado no subsolo, possui uma configuração completamente diferente em relação ao andar superior. Os dois andares são ligados por uma escada larga. Em baixo da escada localiza-se a biblioteca e uma lareira com uma abertura circular. O modo como Niemeyer formaliza a chaminé, quase invisível na vista externa, é um detalhe interessante em si e prova que ele considerou o volume da chaminé um elemento perturbador na sua composição pura.



Nas áreas coletivas, Niemeyer introduziu algumas soluções que fortalecem a fluidez dos espaços. Colocou uma parede curva no espaço das refeições, exigindo a presença de uma mesa redonda e o limite entre dentro e fora é superado pelo o piso do interior que continua nos dois terraços exteriores. Também, não tentou criar uma unidade no mobiliário, o arquiteto sempre resistiu aos interiores com objetos contemporâneos apenas. O lugar do homem precisa ser marcado por uma confiança no passado e no futuro.



A poesia e a sensualidade que Niemeyer uniu na Casa das Canoas foi a resposta mais forte dada até hoje à Glass House de Johnson. Os críticos sempre apontaram que a linha curva na obra de Niemeyer não é o resultado da referência à paisagem, mas da sua fascinação pelo corpo feminino. Assim o erotismo é considerado uma parte essencial de sua arquitetura. Fogo e água ganham um significado mais profundo que apenas o funcional. Trata se de captar a essência da vida e da morte em arquitetura.



Essa casa é a construção mais sensual, talvez a casa mais erótica que um arquiteto famoso jamais imaginou. Aqui Niemeyer mostra o que arquitetura orgânica quer dizer para ele: uma configuração muito elegante, na qual o interior e o exterior se unem em harmonia.
No ano em que Oscar Niemeyer completou 100 anos, 2007, o IPHAN decidiu pelo tombamento de 35 obras de sua autoria e entre elas a Casa das Canoas.








VISUALIZE OU BAIXE, CLICANDO AQUI, O CROQUI E A PLANTA DO PROJETO DE OSCAR NIEMEYER

01 fevereiro 2010

APÓS DEZ ANOS, ITÁLIA INAUGURA AUDITÓRIO DE NIEMEYER


Após dez anos de controvérsias, a Itália inaugurou sexta-feira (29/01), na cidade medieval e turística Ravello, um moderno auditório desenhado pelo brasileiro Oscar Niemeyer.
O Auditório de Ravello, também chamado de Auditorium Oscar Niemeyer, com capacidade para 400 pessoas, foi idealizado há uma década. A obra teve custo de 18 milhões de euros (cerca de R$ 46,62 milhões).


O prédio aponta para o mar Mediterrâneo como uma folha ondulada. A estrutura é formada por uma grande concha acústica branca de cimento armado. A onda de cimento armado de Niemeyer pode ser vista de longe, num pequeno trecho da costa Amalfitana, no sul da Itália.
A demora para a conclusão do projeto foi ocasionada por polêmicas, denúncias e recursos judiciais contra ela (oito no total). A obra era acusada de violar uma das paisagens mais bonitas da península, a Costa Amalfitana.
Com a inauguração, Niemeyer, que nunca foi na pequena cidade italiana, recebeu uma homenagem de 3 dias, que incluiu uma exposição sobre sua vida, concertos de música clássica e moderna, dança, filmes, documentários e uma palestra sobre sua vida e obra.

Obstáculos

Niemeyer começou a projetar o auditório em 2000, a pedido do amigo Domenico De Masi, sociólogo que preside a Fundação Ravello, mas projeto demorou por causa de uma lei local que impede novas construções na cidade, de apenas 2,5 mil habitantes. Depois de oito ações judiciais obstruindo a obra, o auditório finalmente saiu do papel.
Para desenvolver o auditório de Ravello, Niemeyer não precisou pisar na Itália nenhuma vez. De Masi explica que fotos do local, mapas topográficos e visitas de colaboradores de confiança guiaram os olhos e as mãos do arquiteto ao longo do projeto.

O auditório

VÍDEO: LA STORIA DELL'AUDITORIUM OSCAR NIEMEYER


La storia dell'auditorium Oscar Niemeyer por superalbertofilho

O projeto italiano de Niemeyer, em formato de uma enorme concha acústica, tem as fachadas, frontal e lateral, espelhadas, que duplicam o efeito visual da paisagem cinematográfica.
Internamente, as paredes e os tetos foram cobertos de placas onduladas de acrílico. Esse material, aliado ao formato côncavo do salão, garante uma reverberação sonora perfeita. O piso é de parquet (pedaços de madeira de tamanhos variados).
As poltronas foram desenhadas pelo próprio Niemeyer e produzidas pela fábrica italiana Frau, uma empresa de design de grande projeção internacional. As cadeiras são revestidas com uma tela especial em quatro tonalidades diferentes de azul, reproduzindo as cores do mar.
“Oscar Niemeyer se superou. Foi além das nossas expectativas, como sempre. O projeto foi realizado perfeitamente. Ele é mais bonito do que todos nós imaginávamos que seria. Falei com ele alguns dias atrás e o arquiteto está muito feliz com a inauguração”, disse o sociólogo De Masi.

Niemeyer na Itália

O auditório não foi a primeira obra de Oscar Niemeyer no país. Em 1975, o arquiteto ergueu em Segrate, periferia de Milão, a sede do grupo Mondadori à imagem e semelhança do Palácio do Itamaraty.
Ao longo dos cinco anos seguintes, Niemeyer construiria o quartel-general da Fata Engineering, em Turim, com andares intermediários suspensos da terra e fixados com tirantes de aço, tudo apoiado em seis pilastras.
O arquiteto também projetou teatros em Vicenza e Padova e uma ponte em Veneza, entre outros. Nem todos foram concretizados, mas os croquis e maquetes fazem parte da exposição no auditório de Ravello sobre a carreira de Niemeyer.

VÍDEO: OSCAR NIEMEYER - AUDITORIUM (RAVELLO - ITALY), 2010


Oscar Niemeyer - Auditorium (Ravello - Italy)... por superalbertofilho

Saiba mais sobre o projeto aqui: http://www.auditoriumoscarniemeyer.it/

11 agosto 2007

Documentário comemora 100 anos de Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer –‘ A vida é um sopro’ é um filme que, sem pretender ser inovador ou genial como o personagem que lhe serve de tema, procura se pautar na clareza de suas linhas e na poética de suas formas, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século.

No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo.

Produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16mm no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e Portugal, A vida é um sopro é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque.

O produtor Sacha idealizou o documentário em 1997, quando dirigia a programação da TVE Brasil e designou o diretor Fabiano Maciel para coordenar a cobertura da semana comemorativa dos 90 anos de Oscar Niemeyer.As filmagens iniciais ocorreram no verão de 1998, mas o filme apenas foi lançado nos cinemas em 20 de abril de 2007.

Trailer do filme



Mais uma homenagem...