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04 março 2012

O IATE SUBAQUÁTICO ‘U-10’


O bilionário inglês Richard Branson, dono da Virgin, lançará um modelo de embarcação de luxo, que submerge para explorar águas profundas com total segurança e conforto. O submarino U-010 também pode ser usado como barco e faz a transição com a simples troca do motor a diesel pela propulsão elétrica - seguindo a tendência 'eco-friendly'.


Quando na superfície, há um extenso deck para relaxamento, banhos de sol ou qualquer outra atividade ao ar livre. Quando submerso, as imensas janelas permitem explorar as profundezas do oceano.
Desenvolvido pela marca italiana Seatec Boats, o verdadeiro valor deste novo conceito de veículo está em tornar possível o contato entre a superfície do mar e a vida marinha, ao mesmo tempo e no mesmo lugar.


O U-010 tem 66,5 metros de comprimento, 700 metros quadrados de área, e sistemas integrados de estabilização - concebidos especialmente - que garantem a segurança para os momentos turbulentos e águas turvas. O iate subaquático redefine todo o conceito de viagem no alto mar: combina tecnologia e luxo de uma forma que permite às pessoas explorarem o oceano e ter contato direto com a vida marinha, num ambiente de sofisticação e o conforto.


Dentro do iate, os designers italianos Marina Colombo e Sebastiano Vida foram além do luxo ao combinar o que há de mais moderno e ameno no mercado. O conforto do interior é um capítulo a parte em tecnologia, design e decoração, com direito a várias salas e ambientes para desfrutar da vida marinha, tanto acima quanto abaixo do nível do mar, além de um spa.





23 novembro 2011

STAATLICHES BAUHAUS: A CASA ESTATAL DE CONSTRUÇÃO


Em 1919 surgia o Modernismo com a integração de duas escolas na extinta República de Weimar, na Alemanha. O arquiteto Walter Gropius integrou a Escola de Artes e Ofícios e a Escola Superior de Belas-Artes, fundando uma nova escola de arquitetura e desenho - a Staatliches Bauhaus (Casa Estatal de Construção), mais conhecida como Escola Bauhaus.


A ascendência mais próxima da escola está na associação Deutscher Werkbund (Federação Alemã do Trabalho), fundada em 1907 por Hermann Muthesius para incentivar as relações entre os artistas, os artesãos e a indústria. Muthesius desejava criar o que chamava de Maschinenstil (estilo da máquina). Gropius, que foi membro da Werkbund, materializou esse objetivo, em grande parte, na Bauhaus.


O principal campo de estudos da escola era a arquitetura e procurou estabelecer planos para a construção de casas populares baratas por parte da República de Weimar. Mas também havia espaço para outras expressões artísticas: o design e as artes plásticas. Gropius pressentiu que começava um novo período da história com o fim da Primeira Guerra Mundial e decidiu que a partir daí se deveria criar um novo estilo arquitetônico que refletisse a época.

VÍDEO: HABITAÇÃO BAUHAUS: HOUSE OF ZUCKERKANDL



A Bauhaus tinha a finalidade de ressaltar a personalidade do homem - mais importante que formar um profissional, era formar homens ligados aos fenômenos culturais e sociais mais expressivos do mundo moderno – e isso logo definiu o estilo em seus produtos despidos de ornamentos, funcionais e econômicos, cujos protótipos saíam de suas oficinas para a execução em série na indústria. O ensino era elástico, com artistas, mestres de oficinas e alunos participando, em conjunto, das pesquisas. Para Gropius, a unidade arquitetônica só podia ser obtida pela tarefa coletiva, que incluía os mais diferentes tipos de criação, como a pintura, a música, a dança, a fotografia e o teatro.


O estilo Bauhaus era fruto do pensamento dos professores, recrutados, de várias nacionalidades, entre membros dos movimentos abstrato e cubista, que proporcionaram a introdução de movimentos como o expressionismo ou o construtivismo. A escola congregou importantes criadores de vanguarda, que foram responsáveis pelo contato direto com diferentes tendências da arte européia: o construtivismo russo, o grupo de artistas holandeses ligados ao De Stijl (O Estilo) e os adeptos do movimento de pintura alemã Neue Sachlichkeit (Nova Objetividade).


No inicio, Gropius apoiou-se principalmente em três mestres: o pintor americano Lyonel Feininger, o escultor e gravador alemão Gerhard Marcks e o pintor suíço Johannes Itten. A eles se juntaram depois artistas como Oskar Schlemmer, Paul Klee, Wassili Kandinski, László Moholy-Nagy e Ludwig Mies van der Rohe, que vieram reforçar a o afastamento da arte baseada em conceitos históricos e privilegiar um novo ideal artístico, baseado em princípios como a realização do ideal do “novo homem”. Em 1925, Josef Albers e Marcel Breuer passaram a fazer parte do grupo.

DOCUMENTÁRIO COMPLETO: THE DESSAU BAUHAUS



Em termos de formação a Bauhaus de Gropius era uma escola de artes e ofícios que dispunha de oficinas para vidro, cerâmica, tecelagem, metais, carpintaria e pintura mural, escultura de madeira e de pedra. Ainda oficinas de artes de palco, impressão e encadernação. O Vorkurs - curso preparatório - era exigido a todos os alunos e ministrado nos moldes do que é o moderno. Não se ensinava história na Bauhaus durante os primeiros anos de aprendizado, porque acreditava-se que tudo deveria ser criado por princípios racionais ao invés de ser criado por padrões herdados do passado. Só após três ou quatro anos de estudo o aluno tinha aulas de história, pois assim não iria influenciar suas criações.


Pelo seu caráter reformador e vanguardista, a Bauhaus esteve, por várias vezes, em situações incômodas pelos regimes políticos em vigor. A conjuntura liberal que reinava na República de Weimar acabou com a ascensão do Partido Nacional Socialista na Alemanha. A escola foi considerada uma frente comunista, especialmente porque muitos artistas russos trabalhavam ou estudavam ali. Ameaçada de dissolução pela forte oposição às suas inovações, a Bauhaus mudou-se em 1925 para Dessau, onde ficou até o advento do nazismo. Para abrigá-la, Gropius projetou e construiu um complexo de edifícios que era, em si mesmo, um manifesto de arquitetura moderna e uma das mais extraordinárias obras da década de 1920.


É neste período que as atividades da escola se intensificaram, com o lançamento de publicações e a organização de exposições. Uma clara mentalidade racionalista presidia à elaboração dos projetos. Nesse período acontece a ligação mais efetiva entre arte e indústria, com o desenvolvimento de uma série de objetos - mobiliário, tapeçaria, luminária etc. -, produzidos em larga escala, como as cadeiras e mesas de aço tubular criadas por Marcel Breuer e Ludwig Mies van der Rohe, produzidas pela Standard Möbel de Berlim e pela Thonet.


Em 1928, Gropius passou o cargo de diretor ao suíço Hannes Meyer, abandonando a escola, já então consolidada, junto com Moholy-Nagy e Breuer. A nova direção deu realce ainda maior à arquitetura e assistiu à chegada das influências do construtivismo russo. Em 1930, Meyer, cuja postura esquerdista não era bem vista pelas autoridades, foi substituído pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe. Este reorganizou a escola e deu-lhe um novo impulso.
Em 1932, a Bauhaus mudou-se para Berlim, devido à perseguição do recém-implantado governo nazista que encerrou as suas instalações. Contudo, em 11 de Abril de 1933, a Bauhaus em Berlin também é fechada por ordem do governo.


O edifício inicial projetado por Walter Gropius sofreu inúmeras modificações após a Segunda Guerra. Em 1994 iniciou-se um processo de reforma para restabelecer a condição original do edifício. Devido a inexistência do projeto original o trabalho foi árduo e concluído somente em 2007. Ainda hoje é o edifício principal do pólo da universidade, destacando-se o escritório de Walter Gropius, mantido inalterado.
Link: http://www.bauhaus.de/

O LEGADO DA BAUHAUS


Apesar de ter durado apenas 14 anos, a Bauhaus deixou um legado importante, que permanece atual. A emigração dos professores da escola, devido ao nazismo, é fator decisivo na difusão das idéias da Bauhaus pelo mundo todo.
Nos Estados Unidos, para onde se dirige boa parte deles - Gropius, Moholy-Nagy, Breuer, Bayer, Van der Rohe e outros - surge a Nova Bauhaus, em Chicago, 1937/1938 e o Architectes's Collaborative - TAC, escritório de arquitetura criado por Gropius em 1945, quando é professor em Harvard.
Em 1950 inaugurou-se em Ulm, na Alemanha, a Hochschule für Gestaltung (Escola Superior da Forma), dirigida por Max Bill, ex-aluno da Bauhaus de Dessau. A essa última instituição, em especial, coube dar seguimento programático às formulações da antiga Bauhaus - uma escola que se integrou perfeitamente no contexto da civilização do século XX para dar-lhe uma visualidade própria.

DOCUMENTÁRIO COMPLETO LEGENDADO: BAUHAUS: THE-FACE OF THE 20TH CENTURY, de 1994

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4


12 setembro 2011

CONCEITO: CITROËN TUBIK - Sem espaço para o estresse


Criar um monovolume que sirva tanto para o trabalho quanto para o lazer é a ótica das ‘multivans’, que agora aparece sob o conceito da Citroën - o Tubik Preparado para o Salão de Frankfurt, que abre no próximo dia 15, o carro busca um novo conceito de inspiração.


A carroceria limpa e aerodinâmica lembra os trailers Airstream criados na década de 1930 e os furgões Futureliner usadas pela General Motors no show futurista Motorama, dos anos 1950. Segundo a marca, a inspiração veio da van Citroën H, feita entre 1947 e 1981.
Para aumentar a segurança e facilidade de visualização, as extremidades do Tubik foram pintadas de branco. São 4,80 metros de comprimento, 2,08m de largura e 2,05m de altura, com espaço para nove pessoas. O acesso é feito pela porta escamoteável tipo borboleta do motorista ou pela grande porta vertical do lado esquerdo, dividida em duas partes.


A estética retrô abriga um interior futurista e confortável - razão de ser desses modelos. A decoração da cabine transforma o seu interior em um verdadeiro lounge, para o transporte de executivos de maneira divertida, num conceito de ‘casulo fechado’.
Os assentos lembram as poltronas futurísticas do Philippe Starck. Os dois bancos traseiros podem ser estendidos, como se fossem uma chaise, ou cama, para abrigar “grupos afetivos” - saem as famílias formais e entram grupos de amigos. O conforto é ampliado pelo som de alta definição e uma tela LCD.
Para não incomodar, o motorista fica envolto pela moldura do banco. O condutor tem á disposição um Head-up Display, afora o conjunto de instrumentos que o volante abrigado.


VERDE
A propulsão do Tubik é a conhecida Hybrid4, que conjuga um motor 2.0 HDi turbodiesel dianteiro a outro elétrico na traseira, responsável por tracionar as rodas traseiras e criar um sistema de tração integral. Para contribuir no consumo, o conceito conta com rodas aro 22, mas com pneus mais estreitos, e suspensão hidropneumática, que pode baixar a altura de rodagem para poupar combustível.



07 julho 2009

CARIOCA VENDE BICICLETAS DE BAMBU NA DINAMARCA


O desenhista industrial carioca Flavio Deslandes vende biclicletas biodegradáveis, com armação de bambus, na Dinamarca. Ele desenvolveu o produto numa parceria com uma empresa de bicicletas de lá, a BioMega. As bicicletas, que tem hastes de bambu no lugar dos tubos de alumínio convencionais, são feitas artesanalmente. Custam a partir de 3800 euros e vinte delas já foram vendidas para os ciclistas dinamarqueses.


Flavio começou a pesquisar os bambus em 1995, quando estudava na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pedalando pelas ciclovias da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias do Rio, ele teve a idéia de adaptar os bambus e fazer uma bicicleta com quadro biodegradável. Desde então, foram anos de pesquisa para descobrir as melhores técnicas para cortar e tratar os bambus que manda trazer do interior do Rio.

Flavio Deslandes no TEDxSP em 2009



Segundo Flávio, o bambu tem características próprias, combina flexibilidade e rigidez. Com isso, a bicicleta oferece mais conforto porque a estrutura de bambu funciona como um sistema de amortecedor, que absorve as vibrações do terreno e isso é natural do material. O desafio é como lidar com a deterioração do material. A bicicleta fica do lado de fora, exposta à chuva e ao sol, mas por conta dos produtos químicos usdos para tratar o material natural, a durabilidade da bicicleta de bambu é a mesma que uma de alumínio ou carbono.


Agora, a pesquisa de Flavio é para projetar uma bicicleta com toda a estrutura de bambu. Hoje, ele ainda usa metal nas juntas e seu plano é substituir também estas peças por materiais orgânicos biodegradáveis.

Links externos: http://www.biomega.dk/biomega.aspx e http://www.flaviodeslandes.com/