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11 fevereiro 2013

COREIA DO NORTE PUBLICA VÍDEO DE PROPAGANDA QUE PROVOCA OS EUA; ASSISTA


A Coreia do Norte divulgou no sábado (2), um vídeo de aparente panfletagem contra os Estados Unidos. O clipe foi descoberto pelo site Live Leak, que explica que o vídeo foi publicado na internet, em nome da agência estatal da Coreia do Norte.
O filme de três minutos, que simula um ataque a uma cidade muito parecida com Nova York, foi divulgado pelo site Uriminzokkiri, um dos mais usados por Pyongyang para difundir a propaganda política norte-coreana no exterior.


O vídeo é lançado em meio a ameaças do regime comunista ao governo americano. Há duas semanas, a Coréia do Norte disse que pretende fazer um novo teste nuclear dedicado aos Estados Unidos e à Coreia do Sul. O ataque seria uma resposta ao aumento das sanções da ONU ao país após ter lançado um foguete espacial em dezembro, o que violou uma resolução da organização.
O Embaixador americano disse que se trata de um "lembrete preocupante"

O argumento do clipe é simples: um rapaz sonha com a grandiosidade da Coreia do Norte e com uma cidade norte-americana em chamas. A trilha sonora é uma versão cover da clássica “We Are the World”, a canção de Michael Jackson e Lionel Richie para o USA for Africa, em 1985.



O vídeo começa com um jovem dormindo ao lado de uma câmera. Durante o sonho do jovem, o vídeo mostra imagens do lançamento do foguete Unha-3 - que carregava um satélite de observação terrestre. As imagens são de dezembro do ano passado, quando o governo norte-coreano obteve seu primeiro sucesso ao lançar um foguete ao espaço.

Em seguida, as imagens se transformam rapidamente numa animação de um ônibus espacial em órbita no planeta. Enquanto navega o jovem presencia a reunificação das Coreias e depois parte para o outro lado do mundo, quando ele vê uma cidade sendo atacada por mísseis, onde prédios e arranha-céus estão em chamas, com explosões e incêndios. Durante o bombardeio, aparece a bandeira americana ao fundo.


Curiosamente, as cenas de violência do filme são editadas do video game “Call of Duty: Modern Warfare 3”, que mostra a cidade de Nova York sendo atacada.
Após a reivindicação de direitos autorais pela Activision Games Inc, empresa responsável pelo game, o YouTube vem tentando retirar o vídeo norte-coreano do ar, mas depois da sua divulgação pela mídia, ficou difícil - ele se tornou viral

O vídeo termina com a conclusão do sonho do jovem e uma nova mensagem de ameaça. “Apesar de todo tipo de tentativa dos imperialistas de nos isolar e derrubar, ninguém impedirá a marcha do povo para a vitória final“, afirma.

NOVA AMEAÇA

Recentemente, a Coreia do Norte anunciou novos testes nucleares, em resposta às sanções aprovadas no mês passado pelo Conselho de Segurança da ONU, decididas após o lançamento do foguete Unha-3, em dezembro.
Após ameaçar os EUA, o regime comunista se voltou contra a Coreia do Sul. Em comunicado, o Comitê pela Reunificação Pacífica da Coreia disse que considera o governo sul-coreano uma "marionete" e que as sanções significam uma declaração de guerra.


No domingo (3), o recém-empossado secretário de Estado dos EUA, John Kerry, conversou por telefone com o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Kim Sung-hwan, sobre o assunto. Segundo comunicado do Departamento de Estado, ambos concordaram que a Coreia do Norte deve compreender "que enfrentará consequências significativas da comunidade internacional se prosseguir com seu comportamento provocativo".

Na segunda-feira (4), o embaixador da Coréia do Sul na ONU afirmou que um teste nuclear por parte da Coréia do Norte é "iminente". Analistas especulam que Pyongyang pode escolher realizar seu teste já em fevereiro, fazendo o ensaio coincidir com o aniversário do falecido líder Kim Jong-il, no dia 16.
Se o país der continuidade a seus planos, será o terceiro teste nuclear confirmado, depois dos lançamentos em 2006 e 2009, seguidos de uma série de sanções da ONU.


Na terça-feira (5), o regime comunista fez uma nova ameaça aos Estados Unidos, que chamou de mais forte que o terceiro teste nuclear que havia anunciado contra as sanções da ONU.
"A Coreia do Norte chegou a uma conclusão final de que terá que tomar medidas mais fortes que um teste nuclear para lidar com a hostilidade das movimentações para uma guerra nuclear que estão ficando cada vez mais claras", disse o governo do país, em comunicado à agência de notícias KCNA.

13 junho 2011

VÍDEO DE DAVID WOJNAROWICZ FOI RETIRADO DE EXPOSIÇÃO NOS EUA


No final de 2010 o vídeo ‘A Fire in My Belly’, do artista David Wojnarowicz, fazia parte de uma exposição sobre sexualidade, no National Portrait Gallery, e os 11 segundos que mostram Jesus foram considerados ofensivos por William Donohue, presidente da Liga Católica nos Estados Unidos.
Sob pressão, o museu, que é parte do Instituto Smithsonian, retirou o vídeo da mostra horas após a reclamação, sob o argumento de que, apesar de não considerar a obra “anticristã”, a polêmica em torno de sua exibição estava roubando as atenções do resto da exibição.

A retirada provocou protestos no mundo artístico e, em reação, a galeria de arte Transformer, também em Washington, passou a exibir o vídeo continuamente em sua vitrine, para os transeuntes. A galeria criticou o National Portrait Gallery por ter “se curvado a pressões” e promovido “censura”.
O vídeo de Wojnarowicz tem 30 minutos no total e foi feito em 1987, com a intenção de retratar o sofrimento de vítimas da Aids e homenagear um parceiro do artista, que morreu de complicações da doença. O próprio Wojnarowicz morreu da mesma doença, cinco anos depois.

William Donohue, da Liga Católica, afirmou ao jornal que a obra trazia um “discurso de ódio”. “Sempre que esse tipo de coisa acontece, me dizem que a arte é complexa e aberta a interpretações, mas se você coloca uma suástica em uma sinagoga, isso não é aberto a interpretações”, alegou. “Quando o Smithsonian – com seu prestígio e financiamento público – ofende católicos, não posso fingir que isso não aconteceu.”
A polêmica continuou ao longo de uma tarde, quando cerca de cem pessoas convocadas pela galeria Transformer fizeram uma passeata até a National Portrait Gallery em protesto contra a exclusão do vídeo de Wojnarowicz.
A polêmica também abriu questionamentos sobre o Instituto Smithsonian, parcialmente financiado por verba pública. O National Portrait Gallery defende que a exposição em debate foi organizada com dinheiro privado, mas um congressista já veio a público pedir que a verba destinada ao museu passe por escrutínio.
Outro congressista, o democrata James P. Moran Jr, que preside o subcomitê do Congresso responsável por parte do financiamento artístico, disse ao Washington Post que inicialmente viu “mau gosto” no vídeo de Wojnarowicz. Mas “considero ainda pior que ele tenha sido censurado da exibição”.


09 abril 2011

PERFORMANCE E VIDEO: PAUL McCARTHY


Paul McCarthy nasceu na cidade de Salt Lake City, Utah, em 1945. Iniciou seus estudos na University of Utah, depois foi para a San Francisco Art Institute e se graduou em pintura. Em 1972, transferiu-se para a Universith of Southern California, onde estudou cinema, vídeo e arte, e recebeu o título de Mestre.
McCarthy ganhou reconhecimento com suas performances intensas, baseadas em vídeo, trabalhando com a temática dos tabus acerca do corpo, sexualidade e rituais de iniciação. Seu trabalho também aborda as questões da família, infância, violência e disfunção, se utilizando de fluidos corporais, tinta e comida para criar críticas elaboradas e grotescas na iconografia cultural.

PAUL MCCARTHY: "CLASS FOOL" (1976)



Desde o início dos anos 1970, sua produção consiste de performances registradas em vídeos e fotografias, além de esculturas em grande escala e instalações multimídia, todas elas inspiradas na indústria do entretenimento norte-americana.
Em 1972 McCarthy apresentou ‘Black and White Tapes’, que deriva de uma série de performances realizadas no seu estúdio de Los Angeles entre 1970 e 1975. Concebido para a câmera e executado exclusivamente para poucos espectadores, esta performance utiliza o vídeo para articular tanto o operador quanto o espaço do estúdio.



Paul é um artista que conduz o indivíduo na observação dos aspectos do cotidiano, sob um prisma de exageros, deformações e aberrações, provocando repulsa, indignação, rejeição e outros sentimentos de desagrado. Sua obra une o ritualístico e o profano, sangue e catchup.
Em 1974 apresentou “Sauce”, uma performance onde ele realizou uma gama extraordinária de atividades sexuais com uma garrafa de ketchup.

PAUL MCCARTHY: "BLACK & WHITE TAPES" | Art21 "Exclusive"



Em ‘Rocky’, de 1976, estão reunidos alguns dos principais interesses de McCarthy: a máscara, os fluidos corporais e a encenação para a câmera. Na performance o artista veste bermuda e luvas de boxe, e imita a maneira pela qual o ator Sylvester Stallone luta como o personagem Rocky no filme homônimo de 1976. Ele começa a bater na própria cabeça como que para limpar seus pensamentos e demonstrar sua virilidade, mas gradualmente o número e a violência dos golpes aumentam. Parece que o personagem está tendo uma luta imaginária com outra pessoa, mas como no filme, ela se transforma em uma luta consigo mesmo. Ele também esfrega ketchup de tomate sobre os seus órgãos genitais, às vezes se masturbando. Aos poucos o personagem atinge um estado de exaustão perto de inconsciência e cai no chão, mas continua a se debater.

PAUL MCCARTHY: "SAUCE" (1974)



Sobre seu trabalho declarou: "My work came out from kid's television in Los Angeles... My work is more about a clown than a shaman".
Participou das Bienais de Veneza, Carrara, Sidney, Gwanzju, Berlin e costuma se apresentar individualmente em espaços como a Whitney Biennale e o Museum of Modern Art. O artista é representado pela Hause & Wirth Galleries.
McCarthy conta freqüentemente com a colaboração do artista Mike Kelley.

PAUL MCCARTHY: "PAINTER" (1995)



15 abril 2009

BELO HORIZONTE EM 1949


‘Development of Brazil's Planned City’ é um documentário muito interessante que mostra e descreve Belo Horizonte em 1949. São 17 minutos de pura emoção e a produção, da agencia americana Office of the Coordinator of Inter-American Affairs (OCIAA), em inglês, mostra diversos locais do centro urbano como a Av. Afonso Pena, Praça da Liberdade, os colégios Arnaldo, Santo Agostinho e Marconi, além das cidades de Itabira e Ouro Preto.


Belo Horizonte em 1949 por superalbertofilho