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21 abril 2012

‘O GRITO’ DE EDVARD MUNCH VAI A LEILÃO


A Sotheby’s vai leiloar, no próximo dia 2 de maio em Nova Iorque, uma das quatro versões da obra-mestra de Edvard Munch, ‘O Grito’ - a única que se mantém em mãos privadas. As outras três se encontram em museus noruegueses.

VIDEO - SOTHEBY’S HIGHLIGHT: ‘O GRITO’ DE EDVARD MUNCH



Nesta versão - um trabalho a pastel que data de 1895 -, as cores são mais fortes do que nas outras três versões, comenta Simon Shaw, vice-presidente do Departamento de Arte Impressionista e Moderna da Sotheby’s em Nova Iorque. E é a única em que a moldura foi pintada pelo artista com o poema que descreve uma caminhada ao pôr-do-sol que inspirou a pintura. Outra particularidade única desta versão é que uma das figuras que está em segundo plano olha para baixo, para a cidade.


A obra pertence ao empresário norueguês Petter Olsen, cujo pai Thomas foi amigo, vizinho e patrono de Munch, e adquiriu inúmeros quadros ao artista. Com o que for arrecadado na venda, Olsen pretende construir um novo museu, um centro de arte e um hotel na quinta Petter Olsen, que fica em Hvitsten, na Noruega. O museu “vai abrir no próximo ano fazendo ligação com o 150º aniversário de Munch, e vai ser dedicado ao trabalho e ao tempo em que o artista esteve ali”, adianta Olsen.

DOCUMENTÁRIO DA BBC - 'O GRITO' DE EDVARD MUNCH – em espanhol



O quadro pode ser visto, em Londres, desde sexta-feira, 13 de abril, na sede da casa de leilões. Em Nova Iorque, a obra estará em exibição a partir de 27 de abril.
“’O Grito’ de Munch é uma imagem que define a modernidade e é um imenso privilégio ter a oportunidade de levar a leilão uma das obras mais importantes em mãos privadas”, comenta Simon Shaw. E classificou ‘O Grito' como uma das imagens mais reconhecíveis do Mundo, mais reproduzida que a ‘Mona Lisa' de Leonardo Da Vinci.

VIDEO SOTHEBY’S: CONVERSANDO COM SIMON SHAW E ADAM GOPNIK



O especialista também salienta a dificuldade na hora de estimar o preço de venda da obra no mercado, ainda que alguns especialistas considerem que poderia ultrapassar os 70 milhões de euros. "Como são raros leilões de ícones de arte desse tipo, é difícil prever o valor de 'O Grito'", disse Simon Shaw, à ‘Reuters'.
Se as perspetivas forem cumpridas, o montante da venda poderá se aproximar do valor recorde de 106 milhões de dólares que "Nude, Green Leaves and Bust", de Picasso, atingiu em 2010, num leilão da Christie's em Nova Iorque.

DOCUMENTÁRIO: BIOGRAFIA DE EDVARD MUNCH - em inglês



Para o link o externo da Sotheby’s clique aqui


INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR POSTADA EM 02 /05

Versão de ‘O Grito’ é recorde histórico em leilão.

O quadro, com a imagem se converteu em um símbolo da angústia existencial e do desespero da era moderna, foi arrematado na quarta feira (2) por US$ 119,9 milhões, tornando-se a obra de arte mais cara já vendida em um leilão.

A competição entre sete candidatos levou o preço ao recorde em apenas 12 minutos e gerou aplausos. O recorde anterior havia sido registrado em 2010 com o quadro ‘Nu, Folhas Verdes e Busto’, de Picasso, vendido por US$ 106, 5 milhões.

VIDEO: A DISPUTA COMPLETA NA SOTHEBY'S



22 julho 2007

Ladrões causaram danos "irreparáveis" ao quadro "O grito", de Munch

Os danos causados ao quadro "O grito", do pintor norueguês Edvard Munch, pelos ladrões que o mantiveram em seu poder durante dois anos foram qualificados hoje de "irreparáveis" por especialistas do Museu Munch de Oslo.
As pequenas manchas produzidas pela umidade são vistas pelos especialistas como um problema sem solução, enquanto uma série de fendas e buracos exige trabalhos de restauração extremamente complicados.
No entanto, os danos não terão repercussões para os visitantes do Museu Munch.
"O grito" foi roubado do Museu Munch em 2004, junto com "Madonna", e as duas obras só foram recuperadas dois anos depois.
Os dois quadros foram pintados em 1893 e 1894 e são considerados obras-chave do expressionismo.

Antes disto, em 12 de Fevereiro de 1994, O Grito da Galeria Nacional de Oslo já havia sido roubado em pleno dia, por um conjunto de ladrões que se deu ao trabalho de deixar uma mensagem que dizia: Obrigado pela falta de segurança. Três meses depois, os assaltantes enviaram um pedido de resgate ao governo norueguês, exigindo um resgate no valor de um milhão de dólares americanos. As entidades norueguesas recusaram a exigência e pouco depois, a 7 de Maio, o quadro foi recuperado numa ação conjunta da polícia local com a Scotland Yard.