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01 fevereiro 2010

OLIVER STONE: PURA POLÊMICA

HITLER É BODE EXPIATÓRIO

O cineasta americano Oliver Stone disse no domingo (10/01), que o líder nazista Adolf Hitler foi um "bode expiatório fácil" ao longo da História.

As declarações de Stone foram feitas durante uma entrevista coletiva da Associação de Críticos de Televisão, em Pasadena, na Califórnia, onde foi exibido o trailer de sua mais nova obra: a minissérie The Secret History of America ("A História Secreta da América"), que deve estrear nos Estados Unidos ainda neste ano.
Segundo ele, a minissérie vai mostrar como as corporações americanas se envolveram no financiamento do partido nazista alemão.
"Não podemos julgar as pessoas apenas como 'más' ou 'boas'. (Hitler) é o produto de uma série de ações. É uma relação de causa e efeito. Muitos americanos não entendem a conexão entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais", disse Stone.
O cineasta, autor de filmes polêmicos como Wall Street, JFK e W, também fez comentários sobre outras figuras controversas da época da Segunda Guerra Mundial e que estão retratadas em sua minissérie, como o presidente soviético Josef Stálin.
"Não quero pintá-lo como herói, mas tento fazer uma representação mais factual dele. Ele lutou contra a máquina alemã mais do que qualquer outra pessoa", afirmou.
Stone, disse esperar uma reação negativa a sua minissérie por parte dos políticos e das figuras mais conservadoras dos Estados Unidos.
CHÁVEZ AO LADO DE OLIVER STONE EM VENEZA

No ano passado (Setembro), o presidente da Venezuela Hugo Chávez participou, no Festival de Veneza, na Itália, da exibição oficial do documentário South of the Border (Ao Sul da Fronteira), dirigido por Oliver Stone e no qual o líder sul-americano é um dos protagonistas.
Ao entrar na sala de exibição, Chávez foi ovacionado pela platéia, que aplaudiu o presidente venezuelano de pé.
No documentário, Stone faz uma incursão pelos países latino-americanos governados pela esquerda, em especial a Venezuela.
“O que está acontecendo na América Latina, ali tem um movimento como um renascimento e Stone captou tudo com sua câmera e sua genialidade”, disse Chávez à imprensa.
O diretor, por sua vez, afirmou que o filme é uma resposta aos ataques e acusações feitos por parte da imprensa, sobretudo a americana, contra Chávez.
“Queria fazer um filme sobre os ataques dos meios americanos. Sentia que era muito pequeno para o que este homem representa. Este homem é um grande fenômeno”, disse Oliver Stone sobre o presidente venezuelano.
“Por isso, fizemos uma espécie de filme de viagem para visitar os outros presidentes e vimos o lado positivo do que está acontecendo, a mudança na região. É um fenômeno muito importante que é ignorado pelos Estados Unidos”, afirmou.
Além de Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa do documentário, assim como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo, do Equador, Rafael Correa e também o líder cubano Raúl Castro.
O produtor de South of the Border, Fernando Sulichin, disse que o filme mostra Chávez 'assim como ele é':“É uma pessoa com uma visão histórica bastante importante”, disse.

Veja o trailer oficial do documentário 'South Border'


15 junho 2009

OBRA DE LYGIA PAPE ABRE BIENAL INTERNACIONAL DE VENEZA


O júri da 53ª Bienal de Arte de Veneza concedeu, no sábado passado (6/6), a Menção Especial Remaking Worlds ("Refazendo Mundos", em tradução livre) à artista fluminense Lygia Pape (1927-2004) em caráter póstumo. Ttéia, uma instalação feita com fios de ouro iluminados por spots presos ao teto é a primeira imagem que os visitantes encontram ao chegar no principal evento de arte contemporânea do cenário internacional.



Diagonais e quadrados atravessam o espaço com se fossem feixes de luzes e representam o ápice da pesquisa tridimensional da brasileira. A instalação está na entrada da mostra, nas margens do Grande Canal.
A obra de Lygia Pape foi inserida como cartão de visitas porque expressa o título da Bienal deste ano, "Fazer Mundos", e reúne diferentes linguagens da arte, como o desenho, a instalação, a escultura e a pintura. A ideia é mostrar os trabalhos modernos e discutir a influência de gerações passadas afirma o diretor Daniel Birnbaum, na apresentação da exposição.
"Pape trabalhou em diferentes campos da pintura, da escultura, da dança, foi uma das artistas mais inovadoras do seu tempo", acrescenta. A Ttéia foi criada em 2002, mas serve como introdução para obras concebidas apenas para a Bienal. Depois da instalação da brasileira, em espaços que somam um total de 88 mil metros quadrados, estão expostas as obras de outros 90 artistas, de 77 países - um recorde de presença.


Daniel Biernbaum, diretor sueco de 46 anos de idade, colocou no programa até mesmo uma parada musical, ao longo de várias ruas de Veneza, com o americano Arto Lindsay, radicado no Brasil. “A mostra vai criar novas realidades artísticas, que deverão ir além das expectativas das instituições e do mercado", afirma.
Durante a Bienal, Veneza se transforma em uma imensa galeria a céu aberto. O espaço do Brasil apresenta para Veneza duas realidades com cores bem vivas: a de Maceió, com os quadros de Delson Uchoa, e a de Belém, com os painéis fotográficos de Luiz Braga.
"Na minha obra, eu trato a cor e a luz que é o Brasil no seu estado puro", disse Uchoa à BBC Brasil.
Já as fotografias de Luiz Braga contam a realidade amazônica. "A minha fotografia privilegia o Brasil natural, a brasilidade da rotina das pessoas e não aquela dos índios, do carnaval, do gringo, aquilo não me interessa", diz o fotógrafo.

VÍDEO: TEASER DA BIENAL DE VENEZA EM 2009



Link externo: La Biennale di Venezia - Pagina oficial (em italiano)