07 julho 2009

CARIOCA VENDE BICICLETAS DE BAMBU NA DINAMARCA


O desenhista industrial carioca Flavio Deslandes vende biclicletas biodegradáveis, com armação de bambus, na Dinamarca. Ele desenvolveu o produto numa parceria com uma empresa de bicicletas de lá, a BioMega. As bicicletas, que tem hastes de bambu no lugar dos tubos de alumínio convencionais, são feitas artesanalmente. Custam a partir de 3800 euros e vinte delas já foram vendidas para os ciclistas dinamarqueses.


Flavio começou a pesquisar os bambus em 1995, quando estudava na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pedalando pelas ciclovias da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias do Rio, ele teve a idéia de adaptar os bambus e fazer uma bicicleta com quadro biodegradável. Desde então, foram anos de pesquisa para descobrir as melhores técnicas para cortar e tratar os bambus que manda trazer do interior do Rio.

Flavio Deslandes no TEDxSP em 2009



Segundo Flávio, o bambu tem características próprias, combina flexibilidade e rigidez. Com isso, a bicicleta oferece mais conforto porque a estrutura de bambu funciona como um sistema de amortecedor, que absorve as vibrações do terreno e isso é natural do material. O desafio é como lidar com a deterioração do material. A bicicleta fica do lado de fora, exposta à chuva e ao sol, mas por conta dos produtos químicos usdos para tratar o material natural, a durabilidade da bicicleta de bambu é a mesma que uma de alumínio ou carbono.


Agora, a pesquisa de Flavio é para projetar uma bicicleta com toda a estrutura de bambu. Hoje, ele ainda usa metal nas juntas e seu plano é substituir também estas peças por materiais orgânicos biodegradáveis.

Links externos: http://www.biomega.dk/biomega.aspx e http://www.flaviodeslandes.com/

PARA ENTENDER A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL


O programa de humor "Last Laugh" explica como, através da prática do subprime, surgiu a crise econômica global

APÓS 30 ANOS, SAUDITAS VÃO AO CINEMA PELA 1ª VEZ


Após três décadas sem cinema o público de Riad - capital saudita, teve a oportunidade de assistir a uma obra na tela grande pela primeira vez. O filme em cartaz foi uma produção nacional intitulada Menahi - uma comédia sobre um beduíno ingênuo que se muda para a cidade grande.
O filme, produzido pela companhia Rotana, de propriedade do príncipe saudita bilionário Alwaleed bin Talal, vem sendo exibido em Riad desde o dia 5 de junho, no Centro Cultural Rei Fahd.

No dia seguinte ao da estréia, um grupo de homens conservadores se concentrou diante do centro, tentando dissuadir os espectadores de ver o filme. Mas a maioria ignorou os apelos e entrou na fila para comprar refrigerantes e pipoca, aguardando uma oportunidade de posar com os astros do filme. Nenhuma mulher teve autorização de assistir ao filme na capital, embora algumas tivessem podido ver a obra - sob restrições - em outras cidades.

O país começou a abrir espaço para as artes desde que o rei Abdullah chegou ao trono em 2005. Mas foram necessários cinco meses para que os produtores do filme conseguissem permissão do governo para exibir a obra em Riad, em um centro cultural dirigido pelo governo.

Os cinemas públicos foram fechados na Arábia Saudita na década de 70, quando líderes profundamente conservadores temiam que eles levassem a um ambiente misto - com homens e mulheres - e minassem os valores islâmicos.
Desde então, houve pouca diversão pública, exceto corridas de cavalos e camelos e festivais celebrando a cultura tradicional saudita.

O príncipe Alwaleed, sobrinho do rei Abdullah, disse que acredita que os cinemas acabarão abrindo na Arábia Saudita. No ano passado, o reino realizou seu primeiro festival de cinema nacional.