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29 janeiro 2012

S.O.P.A.: GUERRA NA INTERNET


O ano de 2012 teve início com um episódio histórico, marcado pela batalha entre a indústria de entretenimento e as gigantes da internet. No dia 18 de Janeiro, mais de 10 mil sites realizaram um protesto virtual contra uma lei, apresentada no Congresso dos Estados Unidos, que tem como objetivo combater a pirataria on-line de conteúdos protegidos por direitos de propriedade intelectual. A queixa foi organizada pelo site www.sopastrike.com.

VÍDEO - MAIS DE 10 MIL SITES PROTESTAM CONTRA SOPA


Mais de 10 mil sites protestam contra SOPA por superalbertofilho

A iniciativa, que incluiu a desativação de alguns sites durante 24 horas, buscou impedir a aprovação do projeto de lei conhecido pela sigla SOPA (Stop Online Piracy Act), em sua versão na Câmara de Representantes, e PIPA (PROTECT IP Act), no Senado.
O principal autor da proposta na Câmara e presidente do comitê, o republicano Lamar Smith, disse que o projeto de lei procura proteger consumidores, negócios e empregos "de ladrões estrangeiros que roubam propriedade intelectual dos EUA".
A favor da lei está o setor de entretenimento, com as indústrias de cinema, TV e música, provedoras de TV a cabo e internet, além de empresas farmacêuticas e publicações. No lado oposto, as empresas do Vale do Silício a criticam pesadamente, sustentando que a legislação promove a censura, altera a operacionalidade da internet e prejudica sua capacidade para a inovação.

VÍDEO: PROTECT IP


Protect IP Act Breaks the Internet por superalbertofilho

O texto do projeto de lei propõe pena de até cinco anos de cadeia para pessoas condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses.
A proposta também prevê punição para sites acusados de "permitir ou facilitar" a pirataria, que podem ser fechados e banidos de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes, em nível internacional. Entre eles estão o Google, Yahoo!, Wikipédia, YouTube, Facebook, Foursquare, Reddit, Wordpress, e Mozilla.
Sem fazer distinção, qualquer site conectado via hiperlink com outro site apontado como pirata pode, ser banido da internet a pedido do governo, assim como pelas gravadoras, editoras e estúdios de filmes.
Além disso, motores de busca seriam solicitados a apagar links para tais sites e os provedores obrigados e interromper o acesso - especialmente os estrangeiros.
Twitter e Facebook poderiam ser punidos por permitir que usários publiquem conteúdo "proibido" nas redes sociais. O Google poderia ser acusado de manter anúncios publicitários e links para sites piratas nos seus serviços de internet.

VÍDEO: SOPA = DITADURA DIGITAL


SOPA: DITADURA DIGITAL por superalbertofilho

Neste sentido, o SOPA estabelece o uso, no território Americano, de um mecanismo de censura sobre a Internet semelhante ao utilizado em países como a China, Irã e Síria, sob o argumento de coibir a pirataria online, ou seja, práticas sociais históricas utilizadas para ter acesso alternativo à qualquer obra cultural: trocar, compartilhar, emprestar, tal como ocorre nas Bibliotecas. E isso não afetará apenas os Estados Unidos, pois o além de concentrar a maior parte da infra-estrutura da rede, o país concentra quase todos os serviços e sites que utilizados diariamente pela população mundial, e que podem ser afetados.


O co-fundador da enciclopédia virtual Wikipédia, Jimmy Wales, afirmou em entrevista que "A política para a internet não deveria ser ditada por Hollywood".
Em mensagem publicada em seu blog, governo do presidente Barack Obama expressou sua oposição a qualquer legislação que imponha censuras à internet e sugeriu que, caso aprovadas, as leis podem ser vetadas pelo presidente.
Um dia depois que as gigantes da Internet e outras empresas se uniram no protesto contra a lei antipirataria dos Estados Unidos, os legisladores do país abandonaram na quinta-feira (19) o projeto de lei de regulação da internet, informou a imprensa.

MEGAUPLOAD

VÍDEO: ANUNCIO DE PRISÃO


FBI prende dono do Megaupload por superalbertofilho

No mesmo dia (19), o criador do site de compartilhamento de arquivos Megaupload, Kim Schmitz ou Dotcom, acusado pelos Estados Unidos de dirigir o maior portal de pirataria na internet, era preso na Nova Zelândia a pedido do FBI (polícia federal dos EUA), junto com três diretores do site. Os americanos o acusam de ter causado US$ 500 milhões em prejuízo à indústria de entretenimento.

VÍDEO: MEGAUPLOAD MEGA SONG


Megaupload Mega Song por superalbertofilho

Com 37 anos Schmitz, alemão de nascimento, é incluído pelas estatísticas locais no grupo das dez pessoas mais ricas da Nova Zelândia. O Megaupload, assim como o Megavideo e Megalive, compõem o seu grupo Megaworld com sede em Hong Kong.
Dotcom pode enfrentar uma pena de até 55 anos de prisão caso seja deportado aos Estados Unidos e declarado culpado pelos delitos que as autoridades do país lhe acusam.

VÍDEO: ANONYMOUS


Protesto do Anonymous contra a SOPA. por superalbertofilho

Ao mesmo tempo, enquanto o Congresso dos EUA debatia a nova legislação, o grupo de hackers Anonymous realizou seu maior ataque cibernético, em vingança contra o fechamento do Megaupload.com pelo FBI.
Os sites da Justiça Americana, FBI, Universal Music, Motion Picture Association of America e da Associação da Indústria de Gravação da América saíram do ar e uma intensa troca de mensagens se seguiu no microblogue Twitter, com promessas de ataque a outros sites.


DOCUMENTÁRIOS COMPLETOS

Potências mundiais preparam-se para a guerra na Internet: os hackers controlam os conflitos cibernéticos e sabem como fazer fortuna à custa dos cidadãos e dos utilizadores das grandes empresas. Publicidade, fraudes, propagação de vírus destrutivos não são mais do que o início das novas possibilidades, uma vez que, a cada dia, a delinquência na Internet é uma feira onde se manifesta a criatividade individual e coletiva nas formas mais surpreendentes.
O documentário abaixo viaja até à Rússia, Estados Unidos, Estónia e Israel para investigar a competição entre piratas informáticos e governos, investigando o modo como a indústria de softwares mal-intencionados acumulam um arsenal de armas de destruição massiva que podem decidir o resultado de uma guerra.

VIDEO: CIBERGUERILHA, A ARTE DA GUERRA VIRTUAL


Ciberguerilha: A Arte da Guerra Virtual por superalbertofilho

Enquanto as ciências da computação procuram abranger cada vez mais todas as áreas e atividades do nosso cotidiano, governos, empresas e o público em geral tornam-se vítimas do terrorismo cibernético, da espionagem industrial e múltiplas formas de fraude. Este outro documentário investiga o mundo do crime cibernético: as vítimas, os invasores, seus métodos e suas motivações.

VIDEO: HACKERS CRIMINOSOS E ANJOS, DISCOVERY CHANNEL


Hackers Criminosos e Anjos, Discovery Channel por superalbertofilho

29 julho 2008

NOVA LEI PODE PROIBIR ‘EMOS’ NA RÚSSIA

Uma nova lei pode proibir emos na Rússia. As regras, que ainda estão sendo formuladas, podem banir sites dedicados ao gênero e até o modo de se vestir nas escolas e em prédios do governo. Aparentemente, essas medidas estão sendo tomadas por medo de que “modismos adolescentes perigosos” induzam à depressão e ao suicídio. Os defensores do projeto de lei alegam que a cultura emo é negativa, encoraja o comportamento anti-social e glamouriza o suicídio. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, os emos foram descritos como “adolescentes que se vestem de preto, usam piercings e franjas que cobrem metade do rosto”. Jovens russos fizeram diversos protestos em Krasnoyarsk, na Sibéria, onde algumas leis já estão em vigor, manifestantes carregaram faixas com frases do tipo: “Um estado totalitário encoraja a estupidez”. Dmitry Gilevich, da banda emo MAIO, aproveitou a oportunidade para frisar que “expressar emoções não é proibido por lei.” Uma onda de críticas ao gênero atinge os emos no Reino Unido desde o início do ano. Fãs da banda My Chemical Romance protestaram em frente aos escritórios do jornal “The Daily Mail” devido a uma reportagem que vinculava o suicídio de jovens à cultura emo.

CHINA PROÍBE SHOWS DE ARTISTAS 'AMEAÇADORES'
O governo da China informou nesta quinta-feira (17/ 07) que apresentações de artistas de outros países que participaram de eventos que "ameaçam a soberania nacional" serão proibidas no país.
O Ministério da Cultura chinês afirmou que qualquer artista que "tenha estimulado o ódio étnico" durante apresentações também será proibido de se apresentar.
"Qualquer grupo artístico ou indivíduo que já tenha se envolvido em atividades que ameaçam nossa soberania nacional não terá a entrada permitida", informou o ministério em sua página na internet.
A proibição foi estendida a artistas que "ameaçam a unidade nacional", "defendem a obscenidade ou o feudalismo e a superstição" ou "violam a política religiosa ou normas culturais", acrescenta a declaração.
O último anúncio do Ministério da Cultura foi divulgado depois da proibição de festivais de música pop e do endurecimento das regras para eventos ao ar livre nos meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.
O governo chinês teme que protestos constrangedores sejam organizados durante a Olimpíada.
O ministério informou que até o bis no final de concertos precisa de aprovação antecipada.
O anúncio do Ministério da Cultura ocorre meses depois de a cantora Bjork ter gritado "Tibete, Tibete" durante um concerto em Xangai, em março, depois de cantar a música Declare Independence.
O Ministério da Cultura afirmou que a manifestação da cantora "desrespeitou a lei chinesa e magoou os chineses".
A independência tibetana é considerada um assunto tabu na China, que governa o território desde 1951.
Mas existem casos mais antigos, como a popstar taiwanesa Chang Hui-Mei, que foi proibida de tocar da China durante um ano depois de ter cantado o hino de Taiwan durante uma cerimônia de posse do presidente da ilha em 2000.
A China considera Taiwan como parte de seu território.