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29 julho 2008

NOVA LEI PODE PROIBIR ‘EMOS’ NA RÚSSIA

Uma nova lei pode proibir emos na Rússia. As regras, que ainda estão sendo formuladas, podem banir sites dedicados ao gênero e até o modo de se vestir nas escolas e em prédios do governo. Aparentemente, essas medidas estão sendo tomadas por medo de que “modismos adolescentes perigosos” induzam à depressão e ao suicídio. Os defensores do projeto de lei alegam que a cultura emo é negativa, encoraja o comportamento anti-social e glamouriza o suicídio. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, os emos foram descritos como “adolescentes que se vestem de preto, usam piercings e franjas que cobrem metade do rosto”. Jovens russos fizeram diversos protestos em Krasnoyarsk, na Sibéria, onde algumas leis já estão em vigor, manifestantes carregaram faixas com frases do tipo: “Um estado totalitário encoraja a estupidez”. Dmitry Gilevich, da banda emo MAIO, aproveitou a oportunidade para frisar que “expressar emoções não é proibido por lei.” Uma onda de críticas ao gênero atinge os emos no Reino Unido desde o início do ano. Fãs da banda My Chemical Romance protestaram em frente aos escritórios do jornal “The Daily Mail” devido a uma reportagem que vinculava o suicídio de jovens à cultura emo.

CHINA PROÍBE SHOWS DE ARTISTAS 'AMEAÇADORES'
O governo da China informou nesta quinta-feira (17/ 07) que apresentações de artistas de outros países que participaram de eventos que "ameaçam a soberania nacional" serão proibidas no país.
O Ministério da Cultura chinês afirmou que qualquer artista que "tenha estimulado o ódio étnico" durante apresentações também será proibido de se apresentar.
"Qualquer grupo artístico ou indivíduo que já tenha se envolvido em atividades que ameaçam nossa soberania nacional não terá a entrada permitida", informou o ministério em sua página na internet.
A proibição foi estendida a artistas que "ameaçam a unidade nacional", "defendem a obscenidade ou o feudalismo e a superstição" ou "violam a política religiosa ou normas culturais", acrescenta a declaração.
O último anúncio do Ministério da Cultura foi divulgado depois da proibição de festivais de música pop e do endurecimento das regras para eventos ao ar livre nos meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.
O governo chinês teme que protestos constrangedores sejam organizados durante a Olimpíada.
O ministério informou que até o bis no final de concertos precisa de aprovação antecipada.
O anúncio do Ministério da Cultura ocorre meses depois de a cantora Bjork ter gritado "Tibete, Tibete" durante um concerto em Xangai, em março, depois de cantar a música Declare Independence.
O Ministério da Cultura afirmou que a manifestação da cantora "desrespeitou a lei chinesa e magoou os chineses".
A independência tibetana é considerada um assunto tabu na China, que governa o território desde 1951.
Mas existem casos mais antigos, como a popstar taiwanesa Chang Hui-Mei, que foi proibida de tocar da China durante um ano depois de ter cantado o hino de Taiwan durante uma cerimônia de posse do presidente da ilha em 2000.
A China considera Taiwan como parte de seu território.