
Como parte dessa pressão, as operadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard e a empresa de pagamentos na internet PayPal bloquearam as doações ao portal.

"Agora sabemos que Visa, Mastercard e PayPal são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo que ignorávamos". A denúncia acontece depois de as empresas citadas, assim como a Amazon, terem rompido seus vínculos com o WikiLeaks.
Assange disse que continua comprometido com a divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos, apesar da condenação de Washington e de outros países.
"Esse processo aumentou minha determinação de que as informações são verdadeiras e corretas. Faço uma chamada a todo o mundo para que proteja meu trabalho e a minha gente destes ataques ilegais e imorais", disse.
Deste modo, ativistas online lançaram a operação Payback para "vingar" o WikiLeaks de empresas e entidades que consideram como responsáveis por obstruírem operações do site.

O grupo de hackers ativistas ‘Anonymous’, que assumiu a autoria do ataque, atingiu diversos alvos - incluindo o site dos promotores que acusam o fundador do Wikileaks, Julian Assange, de estupro.
A empresa de pagamentos PayPal, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, após o Departamento de Estado americano determinar que as atividades do WikiLeaks eram ilegais nos Estados Unidos, também foi atacada. Outras empresas que se afastaram do WikiLeaks, como o banco suíço PostFinance, que congelou a conta de Assange, também sofreram ataques.
O grupo também ajudou a criar sites espelhos para o WikiLeaks, após seu provedor americano retirá-lo do ar.
A Netcraft, empresa de segurança, diz que 1,6 mil computadores agiram na ação.
ANONYMOUS - OPERATION BLING - A Call To Action
Antes dos ataques, um membro do Anonymous que se intitula Coldblood disse que várias ações estavam sendo executadas. "Sites que estão se curvando à pressão governamental se tornaram alvos", disse o hacker. "Como organização, nós sempre defendemos uma sólida posição sobre censura e liberdade de expressão na internet e nos voltamos contra os que buscam destruí-la por qualquer meio."
Segundo Coldblood, o "WikiLeaks se transformou em algo maior do que o vazamento de documentos e tornou-se o palco de uma batalha do povo contra o governo".
A empresa processadora de pagamentos do Wikileaks, a Datacell, da Islândia, disse que vai mover uma ação de indenização contra Visa e Mastercard. "É difícil acreditar que empresas tão grandes como a Visa podem tomar uma decisão política", disse o presidente da empresa, Andreas Fink. Em uma declaração anterior, a DataCell defendeu o Wikileaks concluindo que "é simplesmente ridículo concluir que o site tenha feito algo criminoso".
Como consequência da guerra cibernética, o site de relacionamentos Facebook e o microblog Twitter excluíram contas de ativistas on-line que promoveram ataques. O Facebook confirmou que havia excluído a página Operation Payback, operada por ativistas. O Twitter se recusou a comentar. A campanha ressurgiu no Twitter logo depois, com o uso de outra conta.

LULA DEFENDE O WIKILEAKS

O presidente ressaltou que Assange tem sua solidariedade, e reiterou que a responsabilidade pela divulgação dos telegramas não é do jornalista australiano. "Se ele leu, foi porque alguém escreveu. Logo, o culpado é quem escreveu", argumentou.
LULA APÓIA O WIKILEAKS
Cerca de duas horas depois, foi a vez de Putin questionar a prisão do fundador do site que tem divulgado documentos secretos dos Estados Unidos. "Se falamos de democracia, é necessário que seja total. Por que Assange foi preso? Isso é democracia?", questionou o premiê. Como Lula, Putin está na contramão de outros governos, que acusam o site de colocar em risco a segurança global. "É preciso começar olhando para nossos próprios pés. A bola está no campo de nossos colegas americanos, agora", ironizou.
ENTENDA O CASO

Assange estava então na Suécia para uma série de palestras, depois que o Partido Pirata local aceitou acolher vários servidores do Wikileaks, diante da perseguição das autoridades dos Estados Unidos. Enquanto a Polícia sueca procurava Assange, surgiam, na Internet, denúncias sobre uma possível conspiração contra ele. Pouco depois, a Justiça sueca anunciou a retirada da ordem de prisão.
O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, declarou que qualquer insinuação sobre uma eventual conspiração do Departamento de Defesa dos Estados Unidos contra Assange seria "absurda".

Em 28 de novembro, WikiLeaks voltou à carga, divulgando mais de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os documentos revelam, por exemplo, como o governo dos EUA, mais precisamente a Hillary Clinton, deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas, inclusive dados bio-métricos e cartão de crédito do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Como sempre, as informações foram repassadas a cinco grandes jornais do mundo, dentre os quais, The New York Times, Le Monde e The Guardian.
WIKILEAKS LIBERA 250 MIL DOCUMENTOS DIPLOMÁTICOS
Dois dias depois, em 30 de novembro, a Interpol distribuiu em 188 países, uma notificação vermelha. O advogado de Assange, Mark Stephens, declarou ser "muito incomum" que se emita uma notificação vermelha em casos semelhantes ao do seu cliente. Stephens observou também que o promotor sueco pediu que Assange fosse detido sem acesso a advogados, a visitantes ou a outros presos.

CHRISTINE ASSANGE TRANSMITE MENSAGEM DE JULIAN
ASSANGE VENCE A PRIMEIRA BATALHA, MAS A GUERRA ESTAVA APENAS COMEÇANDO...

JULIAN ASSANGE NA CORTE EM 14.12.2010
No dia 16 de dezembro de 2010, Assange foi libertado pela justiça britânica, após a negação do recurso da promotoria sueca contra sua liberdade condicional. Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca provar que Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar reservado e arquivos do Departamento de Estado. Uma das supostas provas é a gravação de um chat (bate-papo) no qual Bradley afirma ter se comunicado com Assange, por meio de um sistema encriptado.
Segundo o jornal The New York Times, promotores de Washington já trabalham na construção de um caso contra Assange. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.
JULIAN ASSANGE FAZ PRIMEIRO DISCURSO APÓS PRISÃO
WIKILEAKS: DAQUI TÊM ORIGEM OS CONFRONTOS NA TUNÍSIA, NO EGITO E DEPOIS NA LIBIA. DAÍ A INDICAÇÃO PARA O NOBEL DA PAZ EM 2011

Para Valen, o WikiLeaks é "uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência" no século XXI.
O parlamentar optou por indicar o próprio site ao prêmio e não seu fundador, Julian Assange. Vale lembrar que o líder do projeto foi detido em dezembro, acusado de estupro por duas suecas e corre o risco de ser condenado à morte nos EUA.
Valen afirma em seu blog (http://www.snorrevalen.no/2011/02/02/why-i-have-nominated-wikileaks-for-the-nobel-peace-prize/) que “O WIKILEAKS É UM CANDIDATO NATURAL AO NOBEL DA PAZ POR “EXPOR CORRUPÇÃO, CRIMES DE GUERRA E TORTURA”, ALÉM DE TER DIVULGADO INFORMAÇÕES QUE AJUDARAM A DERRUBAR UMA DITADURA DE 24 ANOS NA TUNÍSIA”.
WIKILEAKS É INDICADO AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ
AQUI COMEÇA A FARSA DO PEDIDO DE EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE A MANDO DO GOVERNO NORTE-AMERICANO

No entanto, o australiano de 39 anos nega as acusações, embora admita ter mantido relações sexuais com as duas mulheres. Segundo ele, o caso é motivado politicamente pelo vazamento de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana e documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.
COMEÇA A FARSA DO PEDIDO DE EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE
JULIAN ASSANGE SPEACH
Seus advogados argumentaram que o mandado de prisão foi emitido para puni-lo por suas opiniões políticas, e enviá-lo à Suécia seria um passo para que ele seja transferido aos Estados Unidos.
'Existe um risco real de que, se ele for extraditado à Suécia, os EUA buscarão sua extradição e/ou rendição ilegal aos EUA, onde haveria o risco real de ele ser detido na Baía de Guantánamo ou em qualquer outro lugar...', disse o documento.
'De fato, se o sr. Assange for entregue aos EUA...há um risco verdadeiro de que ele poderá estar sujeito à pena de morte', afirmou.
O governo norte-americano está examinando se acusações criminais podem ser feitas contra Assange pela publicação de documentos diplomáticos que revelaram informações sensíveis como aquelas indicando que o rei saudita Abdullah pediu repetidas vezes aos Estados Unidos que atacasse o programa nuclear do Irã.
* Com informações da EFE e France Presse
A DECLARAÇÃO JUDICIAL SOBRE A EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE
WIKILEAKS - Cai o porta-voz de Hillary

PJ CROWLEY ‘DESISTE’ DEPOIS DE COMENTAR TRATAMENTO DISPENSADO AO SOLDADO BRADLEY MANNING
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