06 junho 2010

OASIS!!! - O FIM DA BANDA


Liam Gallagher, vocalista do Oasis, anunciou no dia 25 de maio, a criação do seu novo grupo, o Beady Eye. Os músicos Gem Archer, Andy Bell e Chris Sharrock, do Oasis (que acabou), participam do projeto.
O guitarrista Noel Gallaguer, irmão de Liam e com quem ele sempre manteve uma relação tumultuada, abandonou o Oasis em agosto do ano passado após uma discussão entre os dois antes da realização de um show em Paris.
Liam tinha indicado anteriormente que continuaria empregando o nome de seu antigo grupo caso não lhe ocorresse outro melhor.
"Se não tivermos mais nada quando estivermos prontos para fazer o álbum, será Oasis. Não nos vamos chamar de forma ridícula por nada", disse o Liam no ano passado.
Atualmente o quarteto está gravando material novo no estúdio com o produtor Steve Lillywhite, famoso por suas colaborações com a banda irlandesa U2.

TENDÊNCIA: MERCADO DE ARTE


Os leilões de arte da primavera do hemisfério norte concluíram uma quinzena de resultados fortes, no dia 13 de maio, quando a Sotheby's vendeu impressionantes 190 milhões de dólares em arte do pós-guerra e contemporânea.
Apenas três dos 53 lotes oferecidos deixaram de ser comprados, e a casa de leilões superou sem dificuldade sua melhor estimativa prévia de valor total vendido, 162 milhões de dólares.
Os grandes gastos que marcaram os leilões de arte impressionista, moderna e contemporânea do pós-guerra da Sotheby's e sua rival Christie's atestaram a presença de riqueza em todo o mundo e de disposição em fazer uso dela. O consenso entre especialistas de leilões é que os ricos do mundo conservaram grande liquidez durante a recessão e estão dispostos a gastar e investir novamente.


Noite de arte contemporânea na Sothebys em Maio... por superalbertofilho

O "Autorretrato" de Warhol de 1986, uma obra monumental em silkscreen revendida pelo estilista Tom Ford, atingiu 32.562.500 dólares, mais de duas vezes a estimativa mais alta do seu valor. Outra obra a atingir um preço superior à sua estimativa máxima anterior foi um trabalho sem título de Mark Rothko de 1961, vendido por 31,44 milhões de dólares.


Noite de arte moderna e impressionista na... por superalbertofilho

Antes disso, no dia 5 de maio, havia acontecido o leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby's. A estrela da noite e capa do catálogo, "La fille de l'artiste à deux ans et demis avec un bateau", de Picasso não foi arrematada, nem a escultura de Alberto Giacometti, "Le Chat", que possuía a mesma estimativa do Picasso, ou seja, de US$ 16 a US$ 24 milhões, numa noite em que as vendas totais chegaram a US$ 61,37 milhões e 29 dos 36 lotes oferecidos foram vendidos(80%).
Mesmo assim, obras de Monet, Pissarro, Renoir e Sisley, encontraram compradores e seus valores ultrapassaram as estimativas iniciais. A obra "Claude Monet e Mme Henriot", de Renoir, cuja estimativa estava entre US$ 1,5 e US$ 2 milhões, foi arrematada por mais de US$ 3,2 milhões.
Outra obra que superou em muito as expectativas, foi "Composition in black and white with double lines", de autoria de Piet Mondrian, que de uma estimativa inicial de US$ 3 - 5 milhões, saltou para US$ 9,266 milhões.


Recorde mundial com Picasso na Christies por superalbertofilho

No dia anterior a casa Christie's havia batido o recorde de qualquer obra vendida em um leilão de arte, com "Nu, Folhas Verdes e Busto", de Picasso, arrematado por 106,5 milhões de dólares, enquanto "Flag", de Jasper Johns, quebrou o recorde do artista.


Flag de Jasper Johns Flag: $28 milhões na... por superalbertofilho

A tendência que se pode notar no mercado de arte internacional é o aumento nas vendas de arte contemporânea, cuja solidez ainda está por ser testada. Obras de pintores impressionistas estão sendo consideradas "baratas" em função de sua importância dentro do contexto da arte mundial. Hoje, quem comprar uma obra impressionista ou mesmo pós-impressionista, dificilmente deixará de ganhar um bom dinheiro no futuro, se o retorno esperado for a contemplação, aí o retorno é incalculável.


A grande bolha da arte contemporânea por superalbertofilho

MORRE KAZUO OHNO

O mais velho dançarino japonês de butô, Kazuo Ohno, morreu de insuficiência respiratória nesta terça-feira (1º), aos 103 anos. Aclamado internacionalmente, com passagens pelo Brasil por três vezes, Ohno morreu em Yokohama, no Japão.
Seu encontro com Tatsumi Hijikata - fundador do butô - e as influências da dança moderna levaram Ohno a popularizar o estilo. Minimalista, Ohno sempre se apresentava vestido de mulher. Entre seus trabalhos mais famosos estão os espetáculos "Dead Sea", "Ka Cho Fu Getsu", "My Mother" e "Water Lilies".
Nascido na ilha de Hokkaido em 1906, Ohno entrou para o estúdio de dança comandado por Baku Ishii em 1933. Depois de uma pausa de nove anos nas atividades durante a Segunda Guerra Mundial, em que serviu na China e na Nova Guiné e foi prisioneiro de guerra, Ohno fez sua primeira apresentação na capital japonesa em 1949, aos 43 anos.
A DANÇA BUTÔ
O Japão do pós-guerra era um misto de indignação e dor. E um estilo de dança mostrou ao mundo as feridas e a decadência dessa sociedade: o Butô.
Não por acaso, a dança foi rejeitada em seu próprio país. Mas ganhou o mundo com sua estética impressionante e temas polêmicos. Ficou conhecida como a “dança das trevas”.
Criada nos anos 60 por Tatsumi Hijikata (1928-1986), o butô surgiu como uma espécie de ruptura com tudo o que se produzia no Japão antes da Segunda Guerra Mundial. Os ideogramas da palavra butô significam “dançar/manipular” e “pisar o solo/marcar passo”, o que dá idéia da teatralidade da dança, que até hoje não consta dos calendários oficiais como uma arte típica japonesa. Kazuo Ohno, outra lenda dessa arte, celebrizou a dança da luz, uma contraposição a dança das trevas de Hikijata.
De acordo com palavras do próprio Ohno, “Butô é uma das mais arrojadas formas de dança contemporânea, única do Japão. Expressa ao mesmo tempo tantas idéias diferentes que é impossível defini-la. Ela somente choca e surpreende”.
Ohno buscou no inconsciente comum a todo homem, oriental ou não, a beleza e a decrepitude, a simplicidade e a complexidade, o cômico e o trágico.
Da mobilidade e/ou imobilidade das extremidades corporais, que os braços, as pernas, o tronco, o pescoço, a cabeça levam o performático a mergulhar na viagem corporal que conduz à poesia.