domingo, 8 de novembro de 2009

20º ANIVERSÁRIO DA QUEDA DO MURO DE BERLIN

A Alemanha e o mundo estão em festa neste mês, comemorando o vigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim - Berliner Mauer.
Em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, o governo da Alemanha Oriental anunciou que todos os seus cidadãos poderiam visitar o lado ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico, caçadores de souvenirs e por fim, os equipamentos industriais, abrindo caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990.
Apesar do fato de que o mundo todo avançou de forma impressionante nas duas últimas décadas nas áreas política, econômica, social e tecnológica, o fim da separação das Alemanhas e da Guerra Fria, também representou mudanças negativas para o planeta, dando espaço ao terrorismo, até então impensável.
Segundo o historiador Frederick Taylor, autor do livro “Muro de Berlim”, em entrevista ao site do G1, a queda do Muro fez com que tudo fosse possível, o bom e o ruim: o surgimento de Nelson Mandela e o fim do apartheid na África do Sul, assim como Osama bin Laden e a al-Qaeda. Para Taylor, o terrorismo da al-Qaeda, de certa forma, é um reflexo do fim da Guerra Fria, já que União Soviética e Estados Unidos tinham suas áreas de proteção geopolítica e mantinham uma ordem global, evitando a destruição mútua que sabiam ser possível, e deixando o mundo em uma certa ordem estabelecida.
Já o historiador norte-americano Jeffrey Engel, professor na Universidade do Texas A&M, também em entrevista ao G1, observou que o conflito ofuscava todos os outros problemas internacionais e regionais, e evitava que guerras se consolidassem de forma global. “Com o fim do confronto entre EUA e URSS, estes movimentos tiveram espaço para entrar em ebulição, criando tensão internacional, permitindo a globalização do terrorismo.”
Entre os efeitos positivos do fim da Guerra Fria, os historiadores apontam para o Brasil como um exemplo marcante. Em 1989, quando caiu o muro e o bloco soviético, o Brasil elegia um presidente de forma direta pela primeira vez desde 1961 (mesmo ano em que o muro foi erguido), uma nova Constituição havia sido promulgada um ano antes, e o país, que saía de 20 anos de ditadura, entrava numa nova era social econômica e política. Segundo Engel, todos os acontecimentos globais, mesmo os do Brasil, até 1989, podem ser vistos como reflexo do conflito entre capitalismo e comunismo. Taylor diz que o Brasil, assim como o Chile e a Argentina, criaram um modelo de capitalismo com preocupação social que pode ir além da já tradicional social-democracia européia e que podem ser o futuro deste sistema econômico.

MISSÃO CHINESA VAI PROCURAR TESOUROS ROUBADOS

A China pretende enviar equipes de especialistas para os Estados Unidos, Europa e Ásia para encontrar tesouros que foram roubados do país. A equipe está em busca de itens valiosos que foram levados do antigo Palácio de Verão, em Pequim, destruído e pilhado por tropas britânicas e francesas em 1860. Hoje, o local abriga um parque, onde algumas das ruínas estão expostas.
Baseado em cálculos estimados, historiadores acreditam que 1,5 milhões de itens podem ter sido roubados do lugar e estar em 200 museus de 47 países.
A expedição mais recente anunciada pelo diretor do museu, Chen Mingjie, visitará museus, bibliotecas e coleções privadas nos Estados Unidos. Depois eles irão à Europa – com especial ênfase para a Grã-Bretanha e França – e a países asiáticos – em especial ao Japão.
Nos últimos anos, a China vem se tornando cada vez mais atuante na questão da recuperação de tesouros roubados. Os líderes chineses costumam lembrar, em seus discursos, incidentes como o roubo de tesouros e a destruição do antigo Palácio de Verão.

No começo do ano, duas estátuas de bronze roubadas do Palácio de Verão e levadas de Pequim no século XIX foram leiloadas, provocando indignação nos chineses.
Um colecionador de arte chinês foi o autor dos lances vencedores (15 milhões de euros, cada num) no leilão da coleção de arte do falecido estilista Yves Saint Laurent, realizado em Paris, mas disse que não tinha a intenção de pagar por elas. Cao Mingchao, que também é assessor de uma fundação privada chinesa, procura recuperar tesouros saqueados e disse que as relíquias não deveriam ter sido oferecidas em leilão, já que, foram furtadas do Palácio de Verão de Pequim.
"Eu estava apenas cumprindo minha responsabilidade", disse Cai, que em 2006 pagou mais de US$ 13 milhões por uma estátua de Buda, em ouro, num leilão em Hong Kong.
O parceiro de Yves Saint Laurent, Pierre Bergé, que declarou antes do leilão, que devolveria os bronzes se a China autorizasse o retorno do líder espiritual tibetano exilado, o Dalai Lama, fez pouco caso da controvérsia."Não conseguiram a devolução (dos bronzes). Então imagino que tenham pressionado um comprador", disse ele à rádio “France Info”, acrescentando que, se o comprador não pagar, não receberá os bronzes.

Veja a reportagem

A fundação assessorada por Cai - Fundo da China para a Recuperação de Artefatos Culturais -, diz em seu site (http://www.relicsrecovery.org/) que foi criada em 2002 por um grupo de acadêmicos e "pessoas de destaque". Em comunicado, uma porta-voz da Administração do Patrimônio Cultural da China disse que a fundação não é vinculada ao governo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

INSTALAÇÃO SIMULA BURACO NEGRO


A instalação How It Is, do artista polonês Miroslaw Balka, foi aberta ao público no museu Tate Modern, em Londres e ocupa o Turbine Hall - espaço de exposições na entrada do museu.
Ao entrar na enorme câmara de metal, que tem 30 metros de comprimento por 10 metros de largura, os visitantes têm a impressão de estar entrando em um buraco negro.
Segundo o artista, seu trabalho é também sobre a sensação de se familiarizar com uma situação que no início parece estranha, mas que depois se torna normal, menos assustadora.
Ao entrar na escultura, o visitante, que não enxerga quase nada, tem os outros sentidos aguçados, podendo prestar mais atenção no eco de seus passos ou na textura aveludada das paredes.
Os organizadores da exposição dizem que funcionários com lanternas irão patrulhar a escultura para ajudar visitantes que possam entrar em pânico por cauda da escuridão.
Esta é a décima instalação anual da série Tate Unilever.
Nos anos anteriores, as exposições incluíram uma enorme fenda, criada por Doris Salcedo e também uma série de slides gigantes do artista belga Carsten Holler.
A instalação How It Is ficará em cartaz na Tate Modern até o dia 5 de abril de 2010.

Links externos - Galeria Tate Modern, em inglês

Veja o vídeo:

SUBPREFEITURA COBRE PAINEL DE BANKSY

A subprefeitura do bairro de Hackney, no leste de Londres, pintou com tinta preta, por engano, sobre um painel de grafite feito pelo artista gráfico britânico Banksy. A imagem representava a família real inglesa de forma caricaturada e havia sido pintada em 2003, com o consentimento da proprietária do prédio, para o lançamento da música Crazy Bits, da banda Blur. Desde então, o mural tem atraído turistas de todo o mundo e se tornou uma espécie de ponto turístico no bairro.
A proprietária, Sofie Attrill, só percebeu que o painel estava sendo pintado quando os funcionários já haviam coberto boa parte do mural. Em lágrimas, ela pediu que eles parassem.
“Eu caí no choro, mas uma multidão se reuniu ao meu lado e conseguimos fazer com que eles parassem antes de o painel ser destruído completamente”, disse Attrill.
A subprefeitura de Hackney precisava da autorização da proprietária para remover o mural porque a obra estava pintada em uma propriedade privada. Segundo Alan Liang, funcionário da subprefeitura, assim que souberam do engano, a pintura foi interrompida.
“Estamos conversando com a proprietária sobre a melhor maneira de resolver a questão”, afirmou.
Banksy, cuja identidade nunca foi revelada oficialmente, é conhecido por seus desenhos de conotação política em edifícios públicos da capital britânica e em outras partes do mundo.
No ano passado, um grafite pintado pelo artista do lado de fora da parede de um prédio em Londres foi vendido pelo equivalente a US$408 mil em um leilão no site eBay.
O preço de obras de Banksy subiu muito no último ano pelo mistério sobre sua identidade e por sua freqüência na mídia.
Uma obra do artista encomendada para ser capa do álbum da banda britânica Blur foi vendida por mais de US$ 560 mil em um leilão em 2007.
Veja o vídeo da exposição "Banksy versus Bristol Museum" que aconteceu entre julho e agosto deste ano em Bristol, terra natal do artista, que há décadas o persegue nas ruas e paga para limpar o seu trabalho.

domingo, 18 de outubro de 2009

UNESCO DECLARA TANGO PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE

Em setembro passado, a Unesco declarou o tango Patrimônio Cultural "Imaterial" da Humanidade durante reunião do Comitê Intergovernamental do organismo, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
A candidatura do tango (música e baile) foi apresentada, conjuntamente, em novembro de 2008, pelos governos das cidades de Buenos Aires e Montevidéu. O tango é defendido há décadas como bem cultural nas capitais da Argentina e do Uruguai.
Em junho passado, a Unesco já sinalizava que o tango poderia receber o título como "uma das principais manifestações da identidade dos habitantes do Rio da Prata", que banha as duas cidades.
Antes da decisão, o governo da cidade de Buenos Aires informou que, se o tango fosse reconhecido, deveriam ser criados uma orquestra oficial do tango do Rio da Prata e um centro de documentação desta arte, entre outras iniciativas para preservá-lo.

Segundo historiadores argentinos, o dois por quatro (outra forma de chamar o tango) nasceu nos prostíbulos durante a imigração europeia, no início do século 20. As letras do tango sugerem melancolia porque demonstram a solidão dos que saíram de países europeus para uma terra desconhecida.
Nos últimos anos, a musicalidade do tango foi renovada com o nascimento de grupos jovens que adotaram outros instrumentos, além do clássico bandoneón, para tocá-lo. E foram abertas dezenas de "milongas" (lugar para dançar esta música) na capital argentina.
Além do tango, outras 76 expressões culturais do mundo inteiro também disputaram o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

BUSCADOR ECOLÓGICO PLANTA ÁRVORES NO BRASIL

A Internet conta agora, com um novo portal de buscas, o Eco4Planet: http://www.eco4planet.com/pt/. O site utiliza o mesmo mecanismo de buscas do Google, mas planta uma árvore no Brasil a cada 50 mil pesquisas realizadas.O site é todo preto, e isso gera uma economia de até 20% de energia se comparado a uma tela branca. Ou seja, se o mundo inteiro utilizasse esse buscador com a tela preta, seriam economizados cerca de 7 milhões de kilowats-hora em um ano, ou o mesmo que 58 milhões de computadores desligados por 1 hora.Ainda é possível, baixar wallpapers ecológicos e ler o blog do projeto, que traz, todos os dias, vários posts referentes ao meio-ambiente. Se gostou da iniciativa, defina o Eco4Planet como página inicial de suas buscas e ajude o meio ambiente. Você também pode colocar banners do Eco4Planet em seu próprio site, ajudando a espalhar, ainda mais, a novidade. O planeta agradece!

Veja a matéria do programa Olhar Digital


ESCADA-PIANO INCENTIVA PESSOAS A SE EXERCITAREM

Construída nas escadas de um metrô em Estocolmo, a escada que toca música à medida que alguém sobe um degrau virou sensação não só entre os suecos, mas também na web, em diversos países.
Com o intuito de promover o exercício físico, a Volkswagen transformou as escadas de um metrô em Estocolmo, na Suécia, em um piano gigante. À medida que os pés pisam em um degrau, ele toca uma nota diferente. Lembra do piano no gigante no filme ‘Quero Ser Grande’, com o astro Tom Hanks?
A empresa de carros afirmou ao jornal britânico Daily Mail que, após a invenção, 66% a mais de pessoas optaram pela escada musical e chamam a novidade de teoria da diversão. E você, gostaria de subir degraus como esse? Assista ao vídeo e divirta-se!


O TÚNEL LEFORTOVO NA RÚSSIA

O túnel de Lefortovo em Moscou, na Rússia, é o sexto túnel mais longo da Europa com 2,2 km de extensão, e foi aberto em 2003.
O túnel foi construído por baixo do rio Yauza e a água vaza em alguns pontos. Quando a temperatura chega perto dos 0°C, durante o forte inverno russo, a superfície da rodovia quase sempre congela e tornar-se bastante escorregadia.
Devido à alta taxa de acidentes e aos vídeos que circulam pela Internet, editados com imagens dos acidentes filmados pelas cameras de monitoramento, dá-se a ele o apelido de ‘túnel da morte’.

O vídeo abaixo mostra os acidentes que ocorrem em apenas um dia no túnel da morte:


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MÓVEIS ECOLÓGICOS

O artista plástico Naty Mosko reutiliza caixotes de plástico, usados em feiras e mercados, como matéria-prima para criar bancos, cadeiras, mesas e prateleiras – todas criativas e sustentáveis.
Os caixotes recebem peças como estofados, pés e suportes de madeira, e se transformam em móveis que podem ser comprados na internet. Todos os modelos têm diferentes opções de cores e tamanhos para cada item.

A Cadeira de caixote é feita com a parte do assento é removível, que possibilita utilizar o centro da cadeira como porta-objeto. Custa US$ 170,00 mais US$ 20,00 pelo envio.
A Mesa Yoshi em estilo vintage pode ser utilizada como criado mudo, mesinha de telefone ou aparador. Está disponível em diversos tamanhos e com diferentes formatos e pode ser adquirida por US$120,00 mais US$20,00 pelo envio.

A Prateleira Vida com pernas em estilo Vitoriano e tampa de madeira pode ser utilizada como guardador de livros, brinquedos e outros objetos. Está disponível em 1, 2 e 3 andares, nas cores vermelho, azul, laranja, preto, amarelo e roxo. Custa US$ 110,00, mais US$ 20,00 pelo envio.

O Banquinho de plástico tem assento acolchoado e destacável – o que torna possível usá-lo como porta objetos. Os assentos têm diversas opções de cores e estampas. Custa US$ 90,00 mais US$ 20,00 pelo envio.

A Cadeira de bar tem assento removível. Pode ser utilizada em bares e cozinhas e custa US$ 150,00 mais US$ 20,00 do envio.

domingo, 27 de setembro de 2009

TECNOLOGIA SUBSTITUI ACERVO DE MUSEU

A História e a Arte têm sido as disciplinas que melhor se utilizam das ferramentas tecnológicas em Escolas e Universidades. Tecnologias como a da realidade virtual é empregada em museus, na reconstrução de fatos, lugares, objetos, pessoas e animais extintos, como forma de imergir o público em ambientes interativos nunca vistos antes.
E essa iniciativa vem gerando, hoje, diversos museus virtuais, como o Museu Virtual de Arqueologia, na cidade de Herculaneum, na Itália, que decidiu utilizar a tecnologia para substituir todo seu acervo. Com vídeos e quadros interativos, o museu tenta mostrar como era a antiga cidade de Herculano antes da sua destruição, junto com a cidade de Pompéia, pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C., modelando os corpos de seus habitantes na posição em que estavam no momento.
As atrações do museu são altamente táteis. Basta passar a mão em cima de um quadro virtual para revelar o que está embaixo de uma camada de pó virtual. O recurso propicia ao público a emoção da descoberta arqueológica.
O objetivo do Museu é descentralizar as visitas turísticas aos sítios arqueológicos, tendo como efeito imediato a minimização da intervenção humana e dos prejuízos provocados pelo grande número de visitantes no terreno.

Link externo: http://www.museomav.com/

Veja o vídeo sobre o museu:

GRUPO TEATRAL ENCENA PEÇA DENTRO DE TÁXI

Uma companhia de teatro encenou uma peça dentro de um táxi - o tradicional táxi preto britânico - na capital da Irlanda do Norte, Belfast. A produção, intitulada Two Roads West, toma a forma de um passeio pela cidade. O motorista do táxi e uma das passageiras são atores, e cinco pessoas - os demais passageiros - assistem à peça de cada vez. Os atores fizeram três espetáculos por dia, com ingressos custando cerca de R$ 26.
A peça foi escrita por um ex-militante do IRA (Exército Republicano Irlandês), o escritor Lawrence McKeown.
Durante cerca de uma hora, o motorista Bill (Vincent Higgins) interagia com a passageira Rosie (Carol Moore) - de volta à cidade natal após 40 anos de ausência -, percorrendo as duas ruas principais da região oeste de Belfast situadas nos lados católico e protestante, e separadas por uma barreira chamada de “linha da paz”, que foram palco de momentos sangrentos na história da região. A interação entre o público e os atores, em um espaço tão pequeno, não era incentivada, mas às vezes não podia ser evitada.Segundo Paula McFetridge, diretora da peça nascida no oeste de Belfast, a peça “pode ajudar a derrubar as barreiras que dividem a comunidade". Ainda, a diretora tem planos de levar a peça a outras cidades da Irlanda do Norte e talvez para outros países marcados por conflitos.
Two Roads West , uma produção da companhia de teatro Kabosh, fez parte do West Belfast Festival (Féile '09, em gaélico). Este não foi um empreendimento lucrativo e recebeu financiamento da prefeitura da cidade.

Link externo: http://www.kabosh.net/

ARTISTA EXPLORA A PRÓPRIA CABEÇA

O artista plástico e fotógrafo holandês Levi Van Veluw, nascido em 1985, desenvolveu uma série de auto-retratos onde utiliza a própria cabeça como suporte para suas criações. O seu trabalho propõe a transformação com materiais diversos, para formar um novo “objeto” inusitado. Para isso, o artista explora cores, formas e texturas, através de elementos como a luz, grama, galhos de árvore, folhas de madeira, carpete, pedras, cabelo e outros materiais do cotidiano. Ele constrói 'esculturas', faz desenhos sobre si, e em seguida fotografa. Seu trabalho envolve muita paciência e nenhuma manipulação digital.
O impacto visual destas séries trouxe-lhe o reconhecimento profissional pela Europa, China e Estados Unidos. O resultado plástico é sofisticado, principalmente pelo caráter escultural do projeto. Elementos mínimos que, combinados na série, significam muito. Mesmo assim, o trabalho de Van Veluw alinha-o ao de artistas como Vik Muniz, no qual os predicados do escultor completam-se na fotografia.
Sua obra mereceu vários prêmios de arte, inclusive o de melhor fotógrafo de Belas Artes de 2007 no International Photo Awards, dos Estados Unidos. Neste ano, as fotos foram exibidas na Ronmandos Gallery, em Roterdã, na Holanda e na mostra Art Brussels, em Bruxelas, na Bélgica.
Veja o vídeo



Link externo: http://www.levivanveluw.nl/

TOMOGRAFIA MOSTRA ÍCONES DO CONSUMO

O artista e estudante de medicina de Manhattan, Satre Stuelke, de 44 anos, está usando um aparelho de tomografia computadorizada para examinar as entranhas de ícones culturais como o Big Mac, a Barbie e o iPhone.
Ex-professor de arte da Escola de Artes Visuais de Nova York e estudante do terceiro ano de medicina, desde 2007 Stuelke já examinou dúzias de objetos num scanner de TC de propriedade do Centro de Imagens Biomédicas do Weill Cornell Medical College. Quando um objeto é escaneado, a máquina produz de 200 a 500 pedaços de imagens e o artista atribui diferentes cores a áreas de densidades distintas.
Diferente de um médico, ele não está buscando patologias, mas seu trabalho permite que o público diagnostique objetos culturais, encontrando detalhes surpreendentes dentro deles. Isso é inevitável, diz ele, graças à associação entre os scanners de tomografia computadorizada e a medicina. O objetivo é fazer que as pessoas pensem em como as coisas são construídas.
Stuelke, diz que a ideia é também "plantar uma semente de criatividade científica nas mentes de todos inclinados a participar" do projeto que começou em 2007, onde o artista encoraja o público a enviar suas obras de "arte radiológica" para avaliação, ou objetos para serem "examinados".
A crítica pode questionar se o trabalho de Stuelke oferece algo além de imagens exuberantes e tecnológicas de encher os olhos, e ele não necessariamente rejeita essa interpretação. "Algumas são apenas bonitas", disse.
Stuelke se inspirou na obra de Robert Heineken, um fotógrafo conhecido em parte por criar imagens inusitadas de comidas.

Link externo: http://www.radiologyart.com/

Veja aqui o 3D do Big Mac


sábado, 5 de setembro de 2009

NICHOLAS WINTON: O SCHINDLER BRITÂNICO

Sir Nicholas Winton (1909), um britânico que ajudou a salvar 669 crianças durante a Segunda Guerra Mundial, foi homenageado ontem (04/ 09) em Londres.
Hoje com 100 anos, o ex-corretor da Bolsa de Valores organizou o resgate, por meio ferroviário, conduzindo as crianças, a maioria judias, da antiga Tchecoslováquia para a Grã-Bretanha. Ele é conhecido como Schindler britânico, em referência ao empresário alemão que salvou centenas de judeus dando-lhes trabalho em sua fábrica. Ontem, um trem procedente de Praga chegou à estação londrina de Liverpool Street, onde ocorreu uma encenação e o reencontro de sobreviventes.
Por ter antepassados judeus, Winton não foi agraciado no quadro de Justos entre as Nações.

Veja a comovente matéria exibida no programa Fantástico em 23/12/2007.