31 maio 2012

ESCULTURA CINÉTICA: AS “STRANDBEESTS” DE THEO JANSEN


O holandês Theo Jansen (1948) é engenheiro e artista para a escultura cinética. Estudou ciências na Universidade de Delft e dedicou sete anos à pintura antes de enveredar pela robótica. Em 1980 criou um robô que desenhava grafites, e uma espécie de disco voador – que voou mesmo e causou tumulto nas ruas de Delft.


Desde 1990, Jansen se dedica a criar vida artificial através de algoritmos genéticos, que simulam a evolução e podem ser modificados para resolver uma variedade de problemas. Foi com base nesses modelos computacionais, que permitem ao artista elaborar a movimentação das estruturas, que Jansen começou a criar suas esculturas cinéticas, nomeadas de ‘Bestas da Praia’ ou “Strandbeests” (no original holandês).

VIDEO: ENGENHOS MECÂNICOS CAPAZES DE CRIAR VIDA (em espanhol)



Há cerca de mais de vinte anos, Jansen começou a desenhar criaturas no computador, em seu laboratório na cidade de Ypenburg. Criou uma série de animais virtuais que disputavam corridas no computador. Inspirado pela teoria da evolução de Darwin, descartava os modelos lentos e tentava aprimorar os mais velozes. Deste modo, instaurava uma ‘seleção natural’ para a evolução de seus animais.


Hoje, a obra de Jansen é especialmente conhecida pelas estruturas de grandes dimensões que se assemelham a esqueletos de animais pré-históricos e se movimentam. A partir de material leve e barato – tubos plásticos, fios de náilon, garrafas pet, etc. –, as “Strandbeests” são movidas pelo vento, que articula suas engrenagens e as faz caminharem sobre a areia nas praias da Holanda. Essas criaturas impressionam pela complexidade de seus movimentos aleatórios, e dão a impressão de estar vivas. Sua obra é uma mistura de arte e engenharia.

VIDEO: PREVIEW DO DE NEW FORM OF LIFE - THEO JANSEN’S STRANDBEESTS –BBC (em inglês)



As criações de Jansen possuem cérebros primitivos, baseados em contagem binária, que são utilizados para localizar sua posição na praia. As criaturas precisam localizar-se para ficarem longe dos principais perigos: o oceano, o fim da praia e principalmente tempestades. Neste sentido, Jansen já resolveu questões relativas à locomoção, armazenamento de energia e adaptação a condições adversas.
As estruturas que correspondem às ‘pernas’ das esculturas movem-se mantendo o eixo ao mesmo nível, proporcionando uma caminhada segura na areia. No que o artista chama de ‘estômago dos animais’, estão posicionadas diversas garrafas pet para armazenar o ar que gera a energia para ser usada em situações de pouco vento.


Ainda, a estrutura do corpo, feita com tubos de plástico, consegue evitar a água e se ‘ancorar’ na areia durante uma tempestade. Para evitar a água, o mecanismo funciona através de um tubo que suga o ar perto do solo. Na medida em que se aproxima da água e tem o fluxo de ar interrompido, a estrutura encontra resistência e muda de direção. Para resistir às tempestades, a força dos ventos aciona um dispositivo que enterra uma estaca na areia, exercendo a função de âncora.


Em uma de suas criações mais recentes, nomeada “Animaris Siamesis”, estruturas siamesas são unidas para evitar que sejam tombadas pela força dos ventos. Também, essas estruturas possuem o maior estômago entre as criações de Jansen, representando uma evolução.

Foto - Animaris Siamesis

Outra invenção recente é o ‘Animaris Rhinoceros’, que, apesar de ter 2 toneladas, também anda com a força do vento, ou puxada por uma pessoa, sem grande esforço. É possível instalar passageiros sentados dentro da estrutura, que pode funcionar como um meio de transporte. Jansen sonha com o ‘Animaris Mammoth’, uma versão de 12 toneladas que abrigaria várias salas em seu interior.

Foto - Animaris Rhinoceros

O objetivo do artista é fazer com que as esculturas sejam totalmente independentes e consigam ‘sobreviver’ nas praias por si só, sem ajuda alguma. Jansen quer produzir criaturas realmente ‘vivas’, reunidas em ‘manadas’ cujos integrantes competem entre si para se reproduzir. "Eu busco refazer a natureza com a idéia de que, no processo, possa revelar alguns segredos da vida", diz.
Apesar do efeito estético das esculturas, Jansen confessa que quando planeja um novo animal está mais preocupado com o seu funcionamento. Contudo, com a peça terminada, a estética da criatura impressiona, mesmo que a parte funcional não esteja perfeita.

THEO JANSEN: MY CREATIONS, A NEW FORM OF LIFE – TED



A obra de Jansen costuma ser exposta tanto em mostras de arte quanto em salões de robótica e convenções de inventores. A arte cinética já vem se tornando uma tradição entre as vanguardas do século XX. As criações de arte cinética alcançam o propósito estético quando estão em movimento ou têm partes móveis, quer através de vento, quer através de motores convencionais ou da tração humana.

VIDEO: ARTE CINÉTICA: ESCULTURA EM MOVIMENTO (em inglês)
Exposição de arte cinética ‘Escultura em Movimento’ que aconteceu no Jardim Botânico de Atlanta em 31 de outubro de 2008. Na ocasião, 16 dos mais proeminentes artistas cinéticos mostraram 25 esculturas que se movem utilizando energia eólica e solar, ondas sonoras e até mesmo a energia humana.



A primeira escultura cinética é atribuída a Marcel Duchamp, mas esta arte se afirmou a partir dos móbiles desenhados pelo americano Alexander Calder, que balançam com a força do vento. Neste sentido o holandês Theo Jansen, que se define como um escultor cinético, um artista que esculpe o ar a nossa volta, levou esta arte alguns passos adiante. Suas obras andam pelas praias holandesas onde o artista as instala.

VIDEO: ALEXANDER CALDER



Num momento em que a "vanguarda" se tornou convencional, Jansen reaviva a figura do artista-inventor. O nome paradigmático dessa categoria foi Leonardo da Vinci, cujos desenhos fixaram concepções e anteciparam projetos para o futuro como o helicóptero, o submarino, a bicicleta. Mas nenhuma dessas ideias futuristas foi colocada para funcionar.

APRESENTAÇÃO: THEO JANSEN, O GRANDE SIMULADOR (inglês)


22 maio 2012

ARQUITETURA: SOLOMON R. GUGGENHEIM MUSEUMS


Duas cidades de ambos os lados do Oceano Atlântico, e uma fundação determinada a globalizar e impactar a sociedade. Dois arquitetos, cada um criando uma obra-prima para abrigar sua coleção, e milhões de cidadãos expostos a duas das mais inovadoras e importantes obras de arte da arquitetura. Os Museu Solomon R. Guggenheim, em Nova York e Guggenheim Bilbao, na Espanha, transcendem sua finalidade comum de abrigar uma coleção de arte, e se tornam ícones culturais - obras de arte em si.


O design inovador e de ambos os edifícios continuam a inspirar uma vasta gama de emoções, desde os freqüentadores do museu, até os críticos de arte. Ainda hoje, meio século após a abertura do Museu Guggenheim em Nova York, e mais de uma década após a abertura do seu homólogo em Bilbao, estas estruturas são consideradas ousadas declarações arquitetônicas.

FRANK LLOYD WRIGHT E O MUSEU SOLOMON R. GUGGENHEIM, EM NY


Desde a sua criação em 1937, no Upper East Side, a Fundação Solomon R. Guggenheim tem sido uma instituição de destaque para a recolha, preservação e pesquisa da arte moderna e contemporânea. Em sua primeira iniciativa fundou o ‘Museu de Pintura Não-objetiva’, para exibir arte vanguardista de artistas modernos da como Kandinski e Mondrian. Em 1959, já denominado Solomon R. Guggenheim Museum, foi transferido para lugar onde se encontra atualmente (na 5 ª Avenida com a Rua 88, diante do Central Park), quando ficou pronto o edifício desenhado pelo arquiteto Frank Lloyd Wright.

DOCUMENTÁRIO: O MUSEU GUGGENHEIM



Naquela época, a intenção de Guggenheim (1861-1949), filho de imigrantes suíços de origem judaica que se estabeleceram nos EUA por volta de 1850, era preservar seu vasto acervo particular, mas não sabia quem eleger como arquiteto para o museu, então pediu ajuda à baronesa Hilla von Rebay. Eles procuravam um arquiteto que pudesse dar-lhes uma nova forma de abrigar e mostrar arte, que criasse um espaço digno e reflexivo para as peças da coleção.


Frank Lloyd Wright, Salomon R. Guggenheim e Hilla von Rebay em 1945

Rebay escolheu Wright porque era o arquiteto mais famoso do momento, reconhecido pela sua visão de futuro, e pela capacidade de satisfazer o custo da obra mantendo a criatividade nos projetos. No verão de 1943, o arquiteto recebeu uma carta da baronesa, que era artista e curadora, pedindo ajuda na concepção de um museu para abrigar a coleção de pinturas ‘non-objective’ do empresário e colecionador Solomon R. Guggenheim.


O Museu Solomon R. Guggenheim é um marco histórico nacional e um ícone cultural - uma obra de arte por direito próprio, que proporciona a experiência das grandes obras de arte. Em outros museus, é tudo sobre a arte, mas nele a história é o edifício também.
O audacioso projeto foi último trabalho importante e a primeira construção de Wright na cidade de Nova York. Demorou mais de quinze anos e 700 esboços para a concepção do edifício. Infelizmente nem Solomon Guggenheim, nem Wright viveram para vê-lo aberto - dez anos após a morte do fundador e seis meses depois da morte do arquiteto, o Museu Guggenheim abriu suas portas e recebeu os visitantes pela primeira vez. As formas pouco convencionais da obra provocaram muitas críticas.


A ideia central por trás do projeto é a de um espaço da galeria em espiral. Isto foi conseguido em pouco mais de seis lances de rampas e paredes inclinadas. A espiral cria uma verticalização forte que flui suavemente para cima até chegar ao topo, que Wright deixou aberto para abrigar uma claraboia acima do átrio, oferecendo a principal fonte de luz em toda a galeria.


A fim de reforçar o efeito da iluminação Wright projetou a espiral de tal forma que mesmo os andares inferiores captam a iluminação da claraboia, enquanto a iluminação focal é embutida em tetos e paredes. Wright esperava que isso criasse um espaço mais intimista e pessoal para o espectador. A ideia de movimento e fluidez foi primordial na concepção do arquiteto. "Uma cadeira de rodas pode ir para cima e para baixo. Não para em nenhum lugar...”.

DOCUMENTÁRIO: PEGGY GUGGENHEIM (em italiano)



Enquanto Solomon adquiria suas peças nos EUA, sua sobrinha Peggy fazia o mesmo na Europa, buscando muitas das obras que hoje estão expostas no museu. Em 1980, Peggy deu o primeiro impulso para a manutenção do acervo da família fundando o museu ‘Peggy Guggenheim Collection’, em Veneza, cuja coleção foi avaliada em mais de US$ 40 milhões.


De 1983 a 1992 o Museu Guggenheim de NY fez uma ampliação com uma torre retangular mais alta que a espiral original, que gerou uma forte controvérsia.
Um anexo de nove andares e quase 20 mil metros quadrados foi erguido por Charles Gwathney e Robert Siegel atrás do edifício original. A ampliação custou aos cofres da fundação do museu cerca de U$ 60 milhões e dois anos de portas fechadas ao público.

VIDEO: CONHEÇA OS MUSEUS DO SoHo



A revitalização do Guggenheim deu-se em várias direções. Ainda no mesmo ano, foi construída uma sucursal da instituição no SOHO, um dos bairros mais badalados de Manhattan. Após uma reforma confiada à prancheta do japonês Arata Isozaki, os seis andares de um prédio antigo de tijolo aparente, típico da região, se transformaram no amplo cenário das mais contemporâneas mostras e expressões artísticas.

FRANK GEHRY E O MUSEU GUGGENHEIM BILBAO, NA ESPANHA

Outro braço da fundação cultural foi inaugurado em Bilbao, no país basco. Em vidro, pedra e titânio, foi construído um prédio com 22 mil metros quadrados, dos quais 10 mil metros destinados às exposições, um quinto da área útil do museu do Louvre, o maior do mundo. Escolhido por concurso, o projeto do norte-americano Frank Gehry concilia ousadia com funcionalidade.


Com base em muitas das mesmas idéias defendidas por Wright para o museu de Nova York (movimento e fluidez), o Museu Guggenheim Bilbao, desenhado pelo arquiteto canadense naturalizado norte-americano Frank O. Gehry, se contorce descontroladamente ao longo da margem industrial do Rio Nervión, no antigo porto da cidade de Bilbao, região basca da Espanha.
O museu foi encomendado pela cidade como parte de um esforço para revitalizar Bilbao, atrair mais pessoas e o comércio. As autoridades da cidade foram até o diretor da Fundação Guggenheim, Thomas Krens, e propuseram colocar um novo museu no centro de Bibao.


A primeira idéia da Fundação Guggenheim para a implantação do museu consistia na adaptação de um antigo armazém de vinho, conhecido como o Alhondiga - com 28 000 m2, construído no princípio do século -, mas logo ficou evidente que as restrições físicas da arquitetura dos prédios originais nunca iriam permitir uma transição suave para um museu moderno. Fez-se necessário, então, a compra de um terreno industrial junto ao rio e a ponte de La Seve.


O Comitê Executivo da Fundação Guggenheim conferiu à Krens, a tarefa de escolher três arquitetos que concorreriam pela honra de desenhar o novo museu. Em 1992 foi aberto concurso de arquitetura com três equipes: uma européia, a vienense Coop Himmelblau, uma americana, coordenada por Frank Gehry e uma asiática, liderada pelo japonês Arata Isozaki.

DOCUMENTÁRIO: A ARQUITETURA DE FRANK O GARY - O BILBAO GUGGENHEIM MUSEUM



A intenção fundamental da Fundação era que o edifício transmitisse uma forte identidade icônica para atrair, pelas suas qualidades arquitetônicas, um público específico, tal como se verificava com o museu nova-iorquino, desenhado por Frank Lloyd Wright. A partir deste pressuposto, o júri escolheu a proposta de Frank Gehry, caracterizada pela forma escultórica, por materiais de revestimento brilhantes e pela integração orgânica com a paisagem.

DOCUMENTÁRIO: OS ESBOÇOS DE FRANK GEHRY



O Para ser aceito pela comissão de design Gehry teve de incorporar elementos já existentes na cidade, de tal forma que o novo Guggenheim pudesse refletir e ampliar o esplendor do espaço industrial da cidade. Nesta obra de Gehry, o Guggenheim culmina uma série de pesquisas formais no sentido de criar uma linguagem escultórica, fragmentária e curvilínea. Estas formas distorcidas recordam as formas de concha do teatro da Ópera de Sydney, de Jorn Utzon, e o projeto do próprio Gehry para o Museu Frederich R. Weisman em Mineápolis.




Gehry se inspirou em muitos de seus desenhos antigos e na melhoria de todas as inovações que ele havia feito ao longo dos anos, incluindo as linhas curvas, ao invés de simples ângulos de 90 graus, e o conceito de um grupo de formas, em que um único prédio foi desconstruído em muitos pedaços pequenos e, em seguida, ligado com um elemento unificador.


No caso do Guggenheim Bilbao, este elemento consistiu em um átrio de vidro com 50 metros de altura, de onde elevadores de vidro e passagens de metal levam a 19 salas de exibição - incluindo a maior galeria do mundo, com 130 metros de comprimento e 30 metros de largura -, e o revestimento de titânio que cobre todo o museu.


As placas de titânio, com apenas 1 / 3 de milímetro de espessura, acrescentam a sensação de que o prédio está em constante movimento, uma vez que tem jogo suficiente para se mover com o vento. Ao mesmo tempo, o museu parece acompanhar as mudanças da natureza com os reflexos da luz sobre o titânio, que o transformam em tons de cinza nos dias fechados, em dourados no por do sol ou em azuis que refletem o dia claro e o rio. Para um escritor espanhol, o brilho e a luz do titânio fazem dele um "meteorito".
Os admiradores comparam o museu a um barco com as velas enfunadas e a uma nave espacial de Alfa Centauro - destacando a aparência futurística do museu.


Os trabalhos de arte exibidos no museu de Bilbao vêm do Museu Solomon R. Guggenheim de Nova York e do governo basco. As peças variam do abstrato expressionista ao cubista e geométrico, e incluem muitos nomes famosos da arte do século 20: Kandinsky, Picasso, Pollock, De Kooning.

DEPOIMENTOS: CONSTRUINDO UM SONHO

PARTE 1


PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4


As galerias do andar térreo abrigam trabalhos artesanais e instalações de larga escala, e algumas peças foram feitas especialmente para caber em suas salas de exibição, entre elas a Serpente, de Richard Serra, que quando enquadradas são ‘site specifics’ que interagem com o museu até no seu processo de elaboração. Para viabilizar a construção em Bilbao, na década de 90, Gehry criou um escritório de cálculos estruturais que, a partir de um programa para projetos aeronáuticos, desenvolveu um software específico para arquitetura. Serra, por sua vez, teve suporte deste mesmo escritório de engenharia. Posteriormente, a obra foi executada em aço numa fundição que mantém convênio com o artista. Mesmo assim, o museu em si continua sendo a atração principal.

DOCUMENTÁRIO: RICHARD SERRA NO GUGGENHEIM BILBAO



O mundialmente famoso arquiteto Philip Johnson chamou o Museu Guggenheim em Bilbao de "o prédio mais incrível da atualidade". Ele é "um milagre", disse o "The New York Times". Com certeza poucos prédios na história foram tão elogiados ou mudaram tanto uma cidade como o museu de Frank Gehry na margem industrial do rio de Bilbao.
Os trabalhos de construção foram iniciados em 22 de Outubro de 1993, e o museu foi inaugurado em 19 de Outubro de 1997. O edifício implanta-se num terreno de 32 700 m2 e tem 28 000 m2 de área construída. Para além dos espaços expositivos contém um auditório, biblioteca, oficinas, livraria e loja, restaurante e cafeteria.
O museu, por sua estrutura e arquitetura exuberantes, transformou-se desde sua inauguração em um grande atrativo turístico europeu.

DOCUMENTÁRIO: CONEXÕES DA ENGENHARIA - GUGGENHEIM BILBAO

15 maio 2012

CONQUEST KNIGHT XV: VEÍCULO DE LUXO MAIS CARO DO MUNDO É UM BLINDADO CIVIL


O Conquest Knight XV é um veículo blindado que, ao contrário a maioria dos veículos que são adaptados pós-venda, é blindado na fábrica - a partir do zero - usando materiais de primeira qualidade.
Fabricado artesanalmente pela marca canadense ‘Conquest’, o utilitário de luxo dispõe de equipamentos incomuns para quem deseja uma proteção extrema - em caso de um ataque ou de guerra.


Com a sua dimensão distinta, características extraordinárias de segurança e interior ultra-luxuoso, o Knight XV proporciona uma das experiências mais originais em veículo privado no mercado de SUVs. Foi uma das atrações do filme "Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio".


Destinado a autoridades, empresários e celebridades, o veículo foi desenvolvido para garantir o maior conforto e segurança possíveis. A mecânica do blindado utiliza a plataforma do Ford F-550 e um motor Ford V10 de 6,8 litros - bicombustível, com 405 cavalos. Esta configuração garante alguma agilidade ao movimentar as seis toneladas de peso em quase 7 metros de comprimento. O SUV ainda conta com tração integral, caixa manual de cinco velocidades e um tanque para 263 litros de combustível.

VIDEO: CONQUEST KNIGHT XV ON ‘WORLD'S MOST EXPENSIVE RIDES’



Baseado nos conceitos e desenhos dos veículos militares norte-americanos, como o Gurkha, o Knight XV oferece, na sua configuração civil, blindagem com vidros de 64 mm de espessura, capazes de suportar tiros de metralhadora, além de materiais como kevlar, aço de alta resistência e alumínio balístico. Os pneus são especiais, podendo suportar tiros e continuar operando por alguns quilômetros.


Outros recursos de segurança incluem câmeras térmicas na frente e atrás, e um sistema de circulação interna de oxigênio contra gases nocivos. Existe ainda a possibilidade de o veículo ser equipado com um gerador para cortina de fumaça, entre as inúmeras opções de upgrade para a segurança, assim como para o interior e o exterior do veículo.

VÍDEO: CONQUEST KNIGHT XV ON DISCOVERY CHANNEL



Os Testes de penetração balística na blindagem - transparências e compostos - estão de acordo com o controle de qualidade do H.P. White Ballistic Laboratory Inc.. Os disparos são realizados a uma distância de 5 metros, e toda a munição utilizada é previamente pesada na fábrica. Depois bala é acionada eletronicamente para garantir o cumprimento das normas requeridas. Após resultados satisfatórios, é emitido um certificado de qualidade para cada parte testada. Todo o material blindado do veículo é gravado e rastreável pela empresa.


No interior, luxo e sofisticação contrastam com o exterior de aparência belicosa, incluindo revestimentos em couro, muito espaço, estofamento de qualidade e uma central de entretenimento com monitores de LED nos encostos de cabeça, leitor de DVD Alpine, TV e Xbox 360.


Os custos de produção do carro são tão altos, que apenas 100 unidades serão produzidas. São cerca de 4.000 horas de trabalho artesanal, com a precisão e atenção aos detalhes que se pode esperar de um veículo deste calibre. Caso a resposta do mercado seja boa, a Conquest estuda produzi-lo em série. O preço da versão regular gira em torno de R$ 1.150 milhão.


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