21 março 2012

CHARIOT: NOVO DISPOSITIVO PARA DEFICIENTES FÍSICOS MANTÉM USUÁRIO EM PÉ E SE MOVE POR SENSORES


A empresa de engenharia biomédica Exmovere Holdings Inc. desenvolveu e está disponibilizando um novo tipo de veículo para deficientes físicos, batizado de ‘Chariot’. O dispositivo envolve o quadril e as pernas do usuário, mantendo-o em pé e proporcionando uma mobilidade vertical que permite manter a posição de olho no mesmo nível das outras pessoas.
O produto se move com sensores de movimentação e inclinação. As mãos do usuário, braços e peito ficam livres para fazer o que desejar. É alimentado com eletricidade e segue as tendências do mercado atual, de baixa emissão de carbono. Este é o diferencial do produto, que concorre diretamente com as cadeiras de rodas convencionais e scooters para pessoas obesas e idosas, com mobilidade limitada.

VIDEO: O PROTÓTIPO CHARIOT DA EXMOVERE



O aparelho também serve como uma plataforma para o acompanhamento de sinais vitais, e integra sensores que trocam informações com ambientes como o dos hospitais, o militar, e de manipulação de material perigoso. O veículo ainda oferece gerenciamento de bateria inteligente, com carregamento indutivo; monitoramento central para a temperatura corporal, com recursos para aquecimento e resfriamento; estabilização dinâmica para terrenos acidentados, arenoso, desigual e úmido; conectividade sem fio e GPS; e sistemas de radar e sonar para condutores com deficiência visual.
O ‘Chariot’ é ponto o de partida para melhorar o desenvolvimento das pessoas que têm dificuldade de ficar em pé ou andar, e para aquelas pessoas que devem ficar muito tempo de pé ou caminhar longas distâncias.

VIDEO: CHARIOT E OS DEFICIENTES FISICOS



Os planos da Exmovere para o ‘Chariot’ são baseados em tendências e estatísticas. Nos EUA, mais de seis milhões de veteranos têm algum tipo de deficiência e 261.897 foram classificados como 100% desativados a partir de 9/30/08, segundo a Administração de Veteranos. Há 1,7 milhão de amputados – o diabetes representa a grande maioria das amputações de membros inferiores. Mais de dois por cento da população utiliza cadeira de rodas ou algum dispositivo de apoio, incluindo scooters, bengalas e andadores.
Isto significa que, nos EUA, há cerca de 7 milhões de consumidores para produtos de mobilidade para deficientes, incluindo todas as idades. Os principais canais de distribuição são o seguro médico privado, Medicaid, Medicare e programas de assistência do Estado.


Cadeiras de rodas scooters têm preço que variam entre US$ 6500 e US$ 7800. Apesar da produção do ‘Chariot’ ter um baixo volume, espera-se que o preço seja fixado na faixa entre US$ 6999 e US$ 9999, por unidade, mas a empresa acredita que com a produção em massa, este valor seja reduzido em pelo menos 50%. A Exmovere pretende vender o ‘Chariot’ através de uma rede de concessionárias autorizadas estabelecidas, primeiramente, nos Estados Unidos.
Empresa de engenharia biomédica, a Exmovere Holdings Inc. desenvolve produtos para saúde, segurança e mobilidade, sempre empregando inovação e tecnologia. Sediada nos Estados Unidos, os funcionários do empreendimento são uma combinação de cientistas e designers de diversas áreas, cujas pesquisas envolvem, na maioria dos casos, a criação de produtos com sensores biológicos para atender necessidades dos consumidores.


Em 2009, a Exmovere Holdings já havia mostrado uma série de performances do‘Chariot’ no Showbot, um evento robótico com sede no estado de Virgínia, nos EUA. As apresentações, com um ator humano no interior do veículo, se estenderam do dia 7 até o dia 10 de abril daquele ano.

VIDEO: PROMOÇÃO DO CHARIOT NO SHOWBOT EM 2009



17 março 2012

O “VERÃO DA LATA” - 1987/ 1988


Em 13 de setembro de 1987 o navio japonês "Solana Star", de bandeira panamenha, passou pelo litoral brasileiro procedente da Indonésia em direção aos Estados Unidos, traficando 22 toneladas de maconha enlatada. O carregamento teria sido feito no porto de Cingapura.
Sua tripulação ficou sabendo que policiais brasileiros e agentes do DEA (Drug Enforcement Agency) americano, iriam interceptar o carregamento.
Para evitar o flagrante, os tripulantes jogaram cerca de 20.000 latas com 1,25 quilos de maconha, a umas 100 milhas da costa, e aportaram no Rio de Janeiro, sorrateiramente, durante a noite, onde abandonaram o navio. O único que ficou foi o cozinheiro Stephen Shelkon, que foi detido pelas autoridades.

MACONHA DA LATA - 1988 O FAMOSO VERÃO DA LATA



Do total da carga, a polícia só conseguiu recuperar cerca de 2.500 latas. Durante várias semanas, milhares de latas com maconha de altíssima qualidade, embaladas a vácuo, foram arrastadas pela correnteza e levadas às praias do litoral brasileiro.
Entre Setembro de 1987 e Março de 1988, uma das diversões prediletas da juventude entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul foi ‘caçar latas’ à beira-mar. Passavam o dia em pranchas de surf e outros meios ‘patrulhando’ o litoral em busca do objeto de desejo.
O episódio ficou conhecido em todo o Brasil como o “Verão da Lata”.

DOCUMENTÁRIO COMPLETO: Verão da Lata - Ano de ouro da maconha no litoral paulista e carioca HISTORY CHANNEL



Muitos revenderam a mercadoria ilegalmente, e ganharam dinheiro com isso. Nos pontos de venda da droga, a pergunta era: "Esse é da lata?". A maioria, porém, apenas fumou uma erva de elevado teor de THC, prensada com mel e glicose.
A expressão "da lata" passou a designar ‘alta qualidade’, e foram escritos livros, compostas músicas e feitos filmes sobre o episódio.
O termo foi celebrado em música pela cantora Fernanda Abreu, e a banda do baixista ex-parceiro da Legião Urbana, Renato Rocha, chegou a ser batizada como “Solana Star”. O Verão da Lata acabou virando filme - com o diretor João Falcão - e livro ("O Verão da Lata", de Oscar Cesarotto, editora Iluminuras, 2005).

CLIPE: FERNANDA ABREU - 'VENENO DA LATA' (1995)



O navio foi confiscado em 1987 permanecendo ancorado por dois anos. Em junho de 1989 foi levado a leilão e arrematado por NCz$ 470.000,00 (Cruzados Novos), convertidos para o Conselho de Federal de Entorpecentes. Adquirido inicialmente pelo empresário Henri Bueno para tornar-se um cassino flutuante - apostando na reabertura do jogo no Brasil (assunto em discussão na época) -, acabou sendo reformado como um atuneiro e batizado “Tunamar”.
A embarcação acabou afundando em sua viagem inaugural (de Niterói com destino ao litoral de Santa Catarina), em 11 de outubro de 1994, devido às más condições do tempo. Eram 31 tripulantes. Nove ficaram presos, afundando junto com o navio. Outros dois morreram afogados.

TELEDOMINGO: O CASO DO NAVIO SOLANA STAR, QUE JOGOU AO MAR 20 MIL LATAS DE MACONHA



O navio está hoje a uma profundidade de 65 metros, praticamente intacto. É possível entrar na embarcação, mas não há acesso a todos os lugares porque vários corredores estão bloqueados por cabos, redes de pesca e móveis. Por causa da curiosidade gerada pela história, o Solana Star transformou-se num ponto para mergulhadores experientes que pagam 400 reais para visitar o maior protagonista do verão de 1988 que já existiu.

CURTA-METRAGEM: “LATA” – O VERÃO DA LATA (legendado em inglês)

08 março 2012

HOTEL SUBMERSO: POSEIDON UNDERSEA RESORT


Nas ilhas Fiji, localizado no Pacífico Sul, a cerca de três mil quilômetros a Leste da Austrália, foi construído um hotel sete estrelas. Com o custo de mais de US$ 500 milhões, o Poseidon Undersea Resort tem parte de suas instalações no fundo de uma “lagoa” marítima (cercada por um atol de coral que forma uma baía quase fechada), numa área com 20km2 a nordeste de Fiji. É o primeiro resort subaquático do mundo e único lugar onde é possível passar a noite a 12 metros de profundidade, no luxo.

VIDEO: CONSTRUINDO SOB AS ÁGUAS EM FIJI



A idéia é do engenheiro L. Bruce Jones, que há 20 anos trabalha com tecnologia para submarinos e é presidente da empresa U.S. Submarines. O projeto venceu diversas dificuldades técnicas, como a fabricação dos vidros acrílicos panorâmicos que recobrem as células individuais, e o sistema de limpeza. Mesmo a escolha da localização foi um problema, resolvido com a escolha de um atol de coral nas ilhas Fiji.


O complexo submerso é composto de 20 suítes medindo 10 metros por 5,1 metros, e uma suíte principal – a Nautilus Suite – com cerca de 1.000 metros quadrados. As acomodações, construídas como módulos pré-fabricados - no formato de cápsulas individuais -, foram dispostas de ambos os lados ao longo de um corredor que une dois núcleos de serviços, onde se situam os elevadores panorâmicos que conduzem à superfície.


Um dos núcleos possui biblioteca, sala de conferência, capela e SPA; no outro se encontram a recepção e um restaurante rotativo, espetacular, que gira 360 graus a cada 40 minutos.


Todas as áreas comuns da estrutura submersa do hotel são transparentes, assim com a parede externa das suítes. A estrutura em acrílico - com 4 polegadas (100 mm) - nas acomodações proporciona uma vista espetacular, de 270º, que permite contemplar a imensa beleza da paisagem marinha - tubarões, arraias, tartarugas, golfinhos e grandes cardumes podem ser vistos ali.


O projeto do resort tem plena vantagem com a utilização do acrílico que tem a capacidade de maximizar a visualização, mantendo a solidez estrutural. O material é forte e totalmente transparente. Cada suíte tem um fator de segurança 6:1.


O Poseidon oferece passeios em submarinos, palestras e outras atividades para os seus hóspedes, além de uma variedade de atividades em terra, como golf. O serviço no Undersea Resort Poseidon inclui seis restaurantes, sete bares, loja de mergulho, centro de desportos aquáticos e boutique de varejo.

VIDEO: 1,200 SQUARE FEET UNDER THE SEA



Apesar alto valor das diárias, o hotel está lotado desde sua abertura. As reservas no resort custam, geralmente, US $ 30.000 por casal, por semana, incluindo quatro noites na superfície - em bangalôs em frente às belas praias da ilha, e duas noites nas suítes submersas.