12 janeiro 2012

MERCEDES-BENZ CLASSIC CENTER: RESTAURAÇÃO E COMÉRCIO DE CLÁSSICOS DA MARCA


Já se passaram mais de 120 anos desde que Gottlieb Daimler e Karl Benz inventaram o automóvel e criaram as empresas que deram origem à Mercedes-Benz. E neste caso, a história é um ativo que gera fluxo em caixa e promove ganhos simbólicos que reforçam a imagem e o valor da marca.

VIDEO: HISTORY OF AUTOMAKER MERCEDES BENZ



Deste modo, a Daimler AG criou duas instituições para preservarem a tradição do próprio nome: o ‘Museu Mercedes-Benz' e o ‘Mercedes-Benz Classic Center' - um centro de atendimento para venda de peças e carros antigos restaurados pela marca. Neste sentido Stuttgart, na Alemanha, é o porto de escala para os proprietários e potenciais compradores de automóveis clássicos da empresa em todo o mundo.
O museu fatura algo em torno de € 5 milhões por ano só com ingressos. Mas o maior lucro acontece com a venda de peças para os carros antigos: cerca de € 10 milhões por ano.

MERCEDES-BENZ CLASSIC CENTER


O departamento corporativo de veículos históricos da marca, o ‘Mercedes-Benz Classic Center’, oferece serviços para as marcas Benz, Daimler, Mercedes e Mercedes-Benz.
O Centro cuida de toda a frota histórica da empresa, composta atualmente por 700 raridades: 160 no museu, 80 em exposições ao redor do mundo e o restante dos carros na reserva - desde protótipos que nunca entraram em produção até alguns modelos mais recentes que, um dia, serão clássicos.
O espaço também recebe os clássicos de clientes do mundo todo - incluindo reis e sultões - respeitando os exigentes padrões de qualidade da marca. Cada carro conta sua própria história, e é isto que torna o restauro de carros antigos tão excitante para os funcionários do ‘Mercedes-Benz Classic Center’.

VÍDEO: MERCEDES-BENZ CLASSIC CENTER



Na oficina trabalham 25 técnicos e artesãos que podem levar um ano para restaurar um veículo. Equipamentos de alta tecnologia e a especialização, assim como os recursos técnicos e o estoque de peças da Daimler AG, são a garantia de qualidade e originalidade. São mais de 50.000 peças de reposição, originais, armazenadas no Centro, e que podem ser adquiridas em qualquer concessionária Mercedes-Benz no mundo todo.
O centro também compra, restaura e vende modelos clássicos da marca. Seus especialistas oferecem consultoria competente e exaustiva à todos os potenciais compradores de Mercedes-Benz clássicos. Antes de serem oferecidos para venda no showroom, cada carro é verificado cuidadosamente na oficina do Classic Center.

VÍDEO: MERCEDES-BENZ CLASSIC CENTER – O PATRIMÔNIO



Todo esse valor histórico em torno da marca permitiu que, em algumas concessionárias na Alemanha, existam áreas dedicadas aos chamados “Young Classics” - carros à venda com cerca de 20 anos de idade, em perfeito estado de conservação, e valores em torno de € 25 mil.
O centro ainda oferece, além da extensa gama de modelos de carros, uma loja com acessórios, literatura e relógios, bem como a oportunidade de comemorar no cenário intemporal e elegante dos carros clássicos.

MERCEDES-BENZ MUSEUM


O Mercedes-Benz Classic Center também cuida das exposições para novo Museu Mercedes-Benz em Stuttgart, na Alemanha que, desde a sua inauguração, em 2006, já recebeu mais de 3,5 milhões de visitantes nos seus 16,5 mil metros quadrados.
O Museu conta com 1500 objetos expostos que mostram 120 anos da história da marca, incluíndo 160 veículos clássicos - desde o Benz Patent Wagen, o triciclo motorizado de 1886, que deu início à história do automóvel.

BENZ PATENT WAGEN 1886



Logo na entrada do edifício - uma obra-prima da arquitetura contemporânea em forma de espiral - um elevador leva os visitantes até ao nível superior do Museu, de onde duas rampas em forma de espiral descem pelos nove andares até retornar ao ponto de partida. O primeiro percurso relata a história da marca em ordem cronológica, e o segundo percurso mostra a enorme exposição de veículos da marca ao longo dos tempos. Além da história, o espaço também especula sobre o futuro do automóvel, com novas tecnologias e conceitos.
O museu ainda oferece uma loja com produtos da marca, uma arena externa, aberta, para eventos, e restaurantes internacionais, inclusive para jantares de gala.

VÍDEO: MERCEDES-BENZ MUSEUM





MOTORDAY COM RUBEM DUAILIBI (em Português)


MERCEDES CLASSIC CENTER BENZ 1886



MERCEDES BENZ 300 SL AT MB CLASSIC CENTER




MERCEDES BENZ CLASSIC CENTER COLLECTION


09 janeiro 2012

ENXERGUE SUPER: ACREDITE NO CONHECIMENTO


Há mais de 10 anos um vídeo, narrado pelo jornalista Pedro Bial, ficou famoso ao dar um conselho para uma vida melhor: use filtro solar (veja o vídeo no final da postagem). Mas a equipe da Revista Superinteressante (http://super.abril.com.br/ ) resolveu atualizar o conselho, e agora sugere: ouça o conhecimento científico.
No ano passado, a publicação lançou a campanha “Enxergue Super”, e propôs que as pessoas enxerguem o mundo com um olhar diferente do olhar comum, traduzindo a essência da revista e do site.

VIDEO: “ESQUEÇA O FILTRO SOLAR E ACREDITE NO CONHECIMENTO”



A primeira etapa da campanha foi o lançamento do curta-metragem “Esqueça o filtro solar e acredite no conhecimento”, que traz dicas para uma vida baseada na ciência, com 12 conselhos científicos para uma melhorar a qualidade de vida. Toda a campanha é baseada nesses 12 conselhos. Ao final da campanha, será lançada uma versão extra do vídeo com novos conselhos.
Segundo Edson Bottura, gerente do Núcleo Jovem da Abril, a campanha busca mostrar como a Superinteressante ajuda seus leitores a entender o mundo em que vivemos, separando a verdade do mito, o importante do irrelevante, o novo do velho.

Veja a ficha técnica do curta clicando aqui - http://www.publiabril.com.br/noticias/729

VIDEO: “FILTRO SOLAR” NA VOZ DE PEDRO BIAL

07 janeiro 2012

ARQUITETURA: "ORNAMENTO E CRIME", O MANIFESTO DE ADOLF LOOS


Adolf Loos (1870 – 1933) foi um notável arquiteto de Brno, na República Checa. Introduziu um novo conceito em sua obra - o “Raumplan”, que desenvolve a planta em diferentes cotas. Através das variações de altura das divisões, bem como das proporções adotadas e das mudanças de materiais, é estabelecida uma hierarquia entre os diversos espaços; criam-se zonas dentro da casa, definindo também graus de intimidade de cada divisão.
Precursor da ‘nova objetividade’, polemizou com os modernistas que formavam a denominada Secessão de Viena e que representavam um ponto de vista antagônico ao do racionalismo arquitetônico.



Em 1897, Loos deu início a uma série de artigos no ‘Neue Freie Presse’, de Viena, onde estabeleceu a sua reputação internacional. O arquiteto analisou uma vasta gama de males sociais, identificados como os fatores que motivam a luta por uma transformação da vida cotidiana, cada vez mais focados no excesso de decoração ‘tradicional vienense’ e nos produtos mais recentes da Secessão de Viena, e da Werkstätte Wiener.
Em 1898, Loos publicou um ensaio que marcou o início de uma longa oposição teórica ao popular movimento ‘art nouveau’. Suas teorias culminaram em um curto ensaio intitulado "Ornamento e Crime", publicado em 1908.

Raiffeisenbank, 1909

Para ele, a falta de ornamento na arquitetura era um sinal de força espiritual e considerava o ornamento penal por causa da economia do trabalho e do desperdício de materiais da civilização industrial moderna. Ele argumentou que, como ornamento já não era mais uma importante manifestação da cultura, o trabalhador dedicado à sua produção não poderia ter, pago, um preço justo pelo seu trabalho. O ensaio se tornou um manifesto teórico e um documento-chave na literatura modernista e foi amplamente divulgado no exterior.

Villa Müller 1926

Loos foi recebido com entusiasmo pela vanguarda francesa. "Ornamento e Crime" foi traduzido em 1920 para a 'Esprit Nouveau', uma publicação editada por Le Corbusier, Dermee Paul e Ozenfant. Ele se apresentou regularmente no ‘Festival d'Automne’ e foi o primeiro estrangeiro a ser eleito para o júri. Construiu algumas das suas obras mais significativas durante este período - A Casa Tzara em Paris (1926-1927), Moller Villa, em Viena (1928), Villa Muller (1930), Villa Winternitz em Praga (1931-1932) e o Khuner Country House, em Payerbach, na Áustria inferior. Monolítico na natureza, estas obras contrastavam fortemente com a arquitetura de vidro que dominou o estilo racionalista da década de 1920.
Para visualizar ou fazer o dowload do manifesto “Ornamento e Crime” – clique aqui



Sua arquitetura é funcional tem em conta as qualidades dos novos materiais ("Teoria do revestimento"). Para Loos, a arquitetura é diferente das artes aplicadas, é a mãe de todas elas, e só inclui estas últimas aos cemitérios e monumentos comemorativos. O resto das tipologías arquitetônicas deverão ser funcionais, eliminando o ornamento. Ele mesmo financiou uma revista - “Dás Andere” (“O Outro”), onde expunha suas ideias.


Em 1912 fundou uma escola de arquitetura, que não chegou a ser oficializada, mas onde ensinou alguns arquitetos importantes, como Neutra e Schindler. Durante alguns anos foi também professor da universidade parisiense da Sorbonne.

Casa de Josephine Baker, 1927

Em 1930, em seu sexagésimo aniversário, Adolf Loos foi oficialmente reconhecido como um mestre da arquitetura e agraciado com uma renda anual, honorífica, pelo presidente da República da Checoslováquia. Seus ensaios foram coletados e publicados no ano seguinte. Adolf Loos morreu em 23 de agosto de 1933 e foi enterrado sob uma lápide simples de seu próprio projeto. Sua contribuição mais significativa para a arquitetura continua seu discurso literário.




‘AUSSTELLUNG - DIE MACHT DES ORNAMENTS’

Em 2009 a cidade de Viena apresentou a exposição ‘Ausstellung - Die Macht des Ornaments’, no Orangerie - Unteres Belvedere.
Banido em 1908 por Adolf Loos e seu famoso ensaio “Ornamento e Crime", na última década a arte do ornamento foi re-estabelecida em formas geométricas, elementos florais, abstratos e caligráfico de sistemas de classificação, que servem como uma linguagem subversiva do questionamento da religião, da tradição e da identidade cultural.

VÍDEO: ‘AUSSTELLUNG - DIE MACHT DES ORNAMENTS’



A exposição no Orangerie desenha uma linha temporal de Viena, que percorre desde a virada do século até o presente, apresentado obras de Gustav Klimt, Josef Hoffmann e Otto Carl Czeschka assim como obras de artistas contemporâneos da Áustria e da Alemanha (Adriana Czernin, Hahnenkamp, Brigitte Kowanz, Raimund Plested, Esther Stocker, Jörn Stoya), dos EUA e Grã-Bretanha (Sarah Morris, Philip Taaffe), Índia (Sakshi Gupta, Raqib Shaw, Hema Upadhyay), Paquistão (Aisha Khalid, Imran Qureshi, Rashid Rana), Líbano (Mona Hatoum) e Irã (Parastou Forouhar, Shirin Neshat, Monir Shahroudy Farmanfarmaian).