07 agosto 2011

STEAMPUNK: AS MÁSCARAS DE TOM BANWELL


Uma estética que combina natureza e tecnologia para a criação de objetos do fantástico conquistou Tom Banwell - um artista visionário que assistiu o nascimento do movimento Steampunk, inspiração fundamental para o seu trabalho. Tom encontrou no couro o material capaz de exprimir e dar forma à sua paixão e imaginário. Fez então das máscaras e disfarces o seu principal empreendimento, que combinam muitos dos seus interesses: a história, a arte do disfarce, a mecânica e a fantasia.


Suas peças, que parecem vindas de outro mundo, são produzidas na cave de uma casa situada no sopé da Sierra Nevada (área rural da Califórnia), onde o artista vive com a mulher, Jill, e com quem projeta, corta e pinta cada componente manualmente. Banwell diz inspirar-se na Natureza, que avista pela janela do atelier, e na forma como as máscaras e capacetes conseguem transformar instantaneamente quem os coloca.


Para ele, a maleabilidade do couro cria um espaço criativo virtualmente infinito para o artista, ao mesmo tempo em que torna íntima a ligação entre a peça e o utilizador, uma vez que pode ser adaptada a cada indivíduo, assegurando um ajuste perfeito. Cada uma das peças tem um traço distinto que as torna facilmente identificáveis.

TOM BANWELL: PLAGUE DOCTOR MASK



As máscaras de gás são as suas favoritas. Tom explica: "A máscara de gás é um equipamento usado na face, cujo propósito é purificar o ar respirado. Embora fundamentalmente funcional, torna-se parte do vestuário e altera dramaticamente a aparência do utilizador. Enquanto artista steampunk, o meu desafio é imaginar como este equipamento poderia ter sido. Gosto invocar a curiosidade e o espanto. O couro trabalhado parece ter vindo do séc. XIX, mas as formas, que podem lembrar um rinoceronte ou um elefante, são pura fantasia.”

TOM BANWELL: RHINO GAS MASK



Grande parte das peças pode ser encontrada na loja online: http://www.tombanwell.etsy.com/.
O blog de Tom Banwell - http://tombanwell.blogspot.com/
possui explicações da execução das suas criações mais complexas, bem como muitas dicas e truques interessantes. Veja aqui o portfolio de Tom - http://tombanwell.daportfolio.com/

SAIBA MAIS SOBRE O MOVIMENTO

STEAMPUNK - PBS ARTS


THOUSAND-HAND GUAN YIN


Esta é uma dança impressionante, chamada de “Guan Yin das Mil Mãos”, que está fazendo sucesso em vários países.
Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização é ainda mais surpreendente porque as 21 bailarinas são surdo-mudas. Baseando-se somente nos sinais dos formadores nas quatro esquinas do cenário, estas extraordinárias bailarinas oferecem um grande espetáculo visual.

VIDEO: OS BASTIDORES E A PERFORMANCE “THOUSAND HAND GUAN YIN” NA CHINA



Sua primeira apresentação internacional foi em Atenas, na cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled Peoples Performing Art" e já viajou a mais de 40 países. A sua primeira bailarina, Tai Lihua, tem 29 anos de idade e possui um BA pelo Instituto de Belas Artes de Hubei. O vídeo foi gravado em Beijing, durante o Festival da Primavera, este ano de 2009.


26 julho 2011

MIES VAN DER ROHE: O PAVILHÃO ALEMÃO DE BARCELONA

MIES VAN DER ROHE: GERMAN PAVILLION



Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969), considerado um dos mais importantes arquitetos do século XX e mentor do modernismo, sempre buscou uma racionalidade que pudesse guiar a sua projeção dos espaços arquitetônicos. Sua concepção envolvia uma profunda depuração da forma, voltada às necessidades do lugar, segundo o preceito do minimalismo, ‘Less is more’.




Depois da Primeira Guerra Mundial, se afastou dos estilos tradicionais em busca de uma nova arquitetura para a era industrial, influênciado pelo Expressionismo, o Suprematismo, o Construtivismo russo (construções escultóricas e eficientes, usando materiais industriais modernos) e o Grupo holandês De Stijl.

MIES VAN DER ROHE: GERMAN PAVILION



Em 1921, Mies projetou um impressionante arranha-céu de vidro e metal, seguindo-se uma série de projetos pioneiros que culminariam, em 1927, num dos seus mais famosos edifícios: o pavilhão alemão para a Feira Mundial de 1929 em Barcelona.




O Pavilhão Barcelona é considerado um marco importante na história da arquitetura moderna, sendo conhecido pela sua geometria depurada, e pelo uso inovador e extravagante de materiais tradicionais como o mármore ou novos materiais industrializados como o aço e o vidro.

GERMAN PAVILLION: RECONSTRUÇÃO



A edificação foi demolida no final da Feira Mundial de 1929, mas devido à importância que teve para a história da arquitetura e na própria biografia do arquiteto, a Fundação Mies van der Rohe encomendou sua reconstrução, no mesmo local, durante a década de 1980.




O pavilhão é uma composição suprematista-elementista, apesar das associações clássicas de seu traçado regular de oito colunas e do uso liberal dos materiais tradicionais. A estrutura é assentada sobre um grande pódio ao longo de um espelho d'água e conta com oito pilares de aço - cujo desenho em cruz grega tornou-se célebre na arquitetura moderna -, que sustentam a cobertura plana do edifício. A regularidade da estrutura e a solidez de sua base em travertino são reflexos da tradição de Schinkelschüler evocada por Mies.




No geral o edifício caracteriza-se pela presença de planos perpendiculares que constróem o espaço tridimensional, a partir de uma configuração volumétrica de formas depuradas, considerada simples e refinada. Como elementos de vedação, verifica-se o uso de cortinas de vidro delimitando os espaços internos e externos, e divisórias baixas de alvenaria no interior.




Alguns deslocamentos no volume do pavilhão foram criados a partir de leituras ilusórias de superfície, como o uso de biombos de vidro verde junto aos planos revestidos por mármore polido verde de Tinian, que refletem as barras verticais cromadas. O contraste do ônix polido, e a parede que contorna o terraço principal com sua piscina refletora, são os termos de textura e cor encontrados no projeto.

DOCUMENTÁRIO COMPLETO: BARCELONA CHAIR



Como forma de promover o desenho integral do espaço, seguindo a intenção do projeto, Mies desenhou a ‘Cadeira Barcelona’ (uma das cinco peças neoschinkelescas desenhadas pelo arquiteto nos anos 1929-30), considerada um marco no desenvolvimento do design moderno. A cadeira é produzida e comercializada até hoje. Duas dessas cadeiras foram utilizadas como assento para os monarcas espanhóis durante visita à exposição.




DESMATERIALIZAÇÃO DA ARQUITETURA

A aplicação da procura da essência na arquitetura tem como conseqüência sua desmaterialização. A arquitetura de Mies tornou-se somente estrutura e membrana externa ou, como ele mesmo dizia, uma arquitetura de “pele e osso”. A perfeição técnica dos detalhes viria apenas a apoiar este sentimento de vazio do espaço, que segundo Mies, deveria ser preenchido pela vida.




Os projetos de Mies são, às vezes, completamente ideais, somente espaço, como seus arranha-céus de vidro de 1922 ou a residência Farnsworth, nos EUA, de 1950. Em outros, matéria e espaço interagem em um jogo constante, como na residência Tugendhat de 1931, patrimônio histórico da humanidade, na cidade tcheca de Brno.
Mies estava no auge de sua carreira na Alemanha, quando foi convidado para projetar o pavilhão alemão para a Feira Mundial de Barcelona em 1929, hoje ícone da modernidade.

GERMAN PAVILLION: PROMENADE



Link externo: - http://www.miesbcn.com/