30 junho 2011

PHILIP JOHNSON: GLASS HOUSE


Philip Cortelyou Johnson (1906-2005), arquiteto norte-americano, foi um dos pais da arquitetura moderna e um dos principais arquitetos do século XX.
A Glass House é considerada sua principal obra. Construida em 1949, foi desenvolvida para si próprio como tese de mestrado quando foi aluno do célebre Marcel Breuer em Harvard.


É um dos mais bonitos exemplos do modernismo americano, ainda que nada funcional. O próprio arquiteto se referia a ela como ‘o diário de um arquiteto excêntrico’. Passava longe da cabeça de Johnson qualquer preocupação com a sustentabilidade na arquitetura.


Suas paredes externas são de vidro, a cozinha é aberta e não há divisórias internas. O espaço interior é dividido por armários baixos de nogueira e um cilindro de tijolos que abriga as instalações sanitárias e onde fica incrustada a lareira. O cilindro e o piso de tijolo estão polidos com uma tonalidade púrpura.

PHILIP JOHNSON’S GLASS HOUSE



Suas fachadas são compostas simetricamente o que acentua o conflito com o interior assimétrico perfeitamente visível através dos painéis de vidro. A estrutura é de aço na cor cinza-escuro. Estão incluídas na paisagem esculturas e uma casa de hóspedes.


O conceito básico para a Casa de Vidro de Johnson foi obtido de Mies van der Rohe (1886-1969) que estava concebendo a Casa Farnsworth em Illinois (EUA) durante o mesmo período. Parte da mobília da Casa de Vidro também é de Mies van der Rohe.
Modernista relutante, Frank Lloyd Wright, ao visitar a casa teria dito, com uma certa dose de sarcasmo: ’Aqui estou eu Philip. Já estou dentro de casa ou continuo no jardim? Devo tirar meu chapéu ou mantê-lo na cabeça?’

PHILIP JOHNSON: DIARY OF AN ECCENTRIC ARCHITECT



Ao longo de sua vida Johnson fez da casa laboratório para uma série de seguidos experimentos em forma, materiais e idéias, construindo acréscimos de vários anexos, como a casa de hóspedes toda de tijolos - Brick House, o Pavilhão do Lago, Galeria de Pinturas, a Galeria de Esculturas, a Casa Fantasma, e outras instalações. Desde a sua construção Johnson viveu sempre nela, o que lhe denomina Casa Johnson
Em 1986 a casa foi doada para o National Trust. Atualmente a Glass house é considerada um patrimonio historico, e está disponível para visitações.
A Casa também foi o local da morte de Johnson em Janeiro de 2005.

THE BRICK HOUSE AT THE PHILIP JOHNSON GLASS HOUSE



O RETORNO DE FRANK STELLA À GLASS HOUSE

Na primavera de 2009, o artista Frank Stella retornou à The Glass House de Philip Johnson, em New Canaan, Ct. Este curta-metragem segue Stella em suas recordações sobre Johnson, seu próprio trabalho, e a arquitetura na Casa de Vidro.

FRANK STELLA: RETURN TO THE GLASS HOUSE



Link externo: http://philipjohnsonglasshouse.org/

26 junho 2011

READY-MADE: Marcel Duchamp (1887 - 1968)


O ‘Ready Made’ nomeia a principal estratégia de fazer artístico do artista Marcel Duchamp. O termo designa a utilização de objetos industrializados no âmbito da arte, desprezando noções comuns à arte histórica como estilo ou manufatura do objeto de arte, e referindo sua produção primariamente à idéia. Consiste em um ou mais artigos de uso cotidiano, produzidos em massa, selecionados sem critérios estéticos e expostos como obras de arte em espaços especializados (museus e galerias).

VIDEO: MARCEL DUCHAMP À PROPOS DU "READY-MADE" (em francês)



Ao longo de seu trabalho, Duchamp termina por qualificar a produção de ready mades, e chama os ready mades compostos de mais de um objeto, de ready mades retificados, ajudados, corrigidos e recíprocos, de acordo com o modo pelo qual sua forma sofre interferência do artista. Seu primeiro ‘ready’made’, de 1912, foi uma roda de bicicleta montada sobre um banquinho.
Posteriormente, expôs um escorredor de garrafas e, em 1917, um urinol invertido, assinado por R. Mutt, a que dá o título de "Fonte".
Outro de seus célebres ready-mades retificados é aquele em que toma uma reprodução da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci (1452 - 1519), e acrescenta à imagem um bigode, um cavanhaque e letras que permitem, quando lidas em francês, a formação de uma frase obscena L.H.O.O.Q., 1919.

VIDEO: MARCEL DUCHAMP E O ESPÍRITO DO DADA (ativar legenda PT-BR)



Se se considera que a característica essencial do Dadaísmo é a atitude antiarte, os ready-mades de Duchamp constituem a manifestação cabal que caracteriza este espírito. Ao transformar qualquer objeto em obra de arte, o artista realiza uma crítica radical ao sistema da arte. Objetos utilitários sem nenhum valor estético em si são retirados de seus contextos originais e elevados à condição de obra de arte simplesmente ao ganhar uma assinatura e um espaço em exposições.
Mas é a partir da década de 1960, com os chamados neodadaistas (como Rauschemberg) e os artistas conceituais (como Joseph Kosuth), que Duchamp e sua obra são resgatados do limite do movimento dada para se tornar uma influência sobre toda a arte contemporânea, rivalizando assim com Picasso no papel de maior artista do século XX.

DOCUMENTÁRIO COMPLETO: MARCEL DUCHAMP - XADREZ (ativar legenda PT-BR, EN)


20 junho 2011

OASIS CULTURAL EM ABU DHABI


A Saadiyat Island em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, vai se tornar um distrito cultural com uma arquitetura orgânica, pós-moderna e de vanguarda, concebido por uma classe mundial de arquitetos que inclui, Jean Nouvel, Zaha Hadid, Frank Gehry, e Tadao Ando. As edificações incluem o futurista Louvre de Abu Dabi, o Abu Dhabi Performing Arts Center, Abu Dhabi Guggenheim Museum e o Museu Marítimo.