21 abril 2011

O HOTEL-CASSINO MARINA BAY SANDS E O SANDS SKYPARK

VIDEO: MARINA BAY SANDS EXPERIENCE



Foi inaugurado em Cingapura, em junho de 2010, o impressionante hotel-cassino Marina Bay Sands da cadeia de hotéis Sands de Las Vegas, o primeiro cassino do país. Na construção do complexo foram investidos cerca 4 bilhões de libras esterlinas e entrou para o ranking como a construção de cassino mais cara do mundo.

DOCUMENTÁRIO: SINGAPORE MEGA-STRUCTURE - SINGAPORE'S VEGAS



O empreendimento criou milhares de postos de trabalho diretos, mas também incrementou o setor de entretenimento. Neste sentido, as contas públicas da cidade-estado vêm sendo largamente impactadas pelo aumento na receita.


O complexo do ‘Marina Bay Sands’, localizado na região sul de Cingapura, é composto por três torres com 55 andares cada e 2.500 acomodações; um centro de convenções com cerca de 120 mil m² - dividido em três grandes volumes futuristas; um shopping center (The Shoppes Mall); 2 teatros/auditórios; um Museu de Arte e Ciência - no formato de uma flor de lótus; seis restaurantes de chefs conceituados; um enorme cassino com dois pavilhões suspensos para 1.000 mesas de jogo, além de 1.400 máquinas de caça-níquel; e um parque na cobertura – o Sands Skypark. Tudo sobre a orla da baía artificial, construída especialmente para a criação do distrito de Marina Bay. O projeto leva a assinatura do arquiteto israelense Moshe Safdie e foi desenvolvido a pedido do governo do país.


O ponto alto do hotel-cassino Marina Bay Sands é a sua cobertura, o Sands Skypark, com 340 metros de comprimento e capacidade para 3.900 pessoas. Localizada no 55º andar, as três torres são interligadas por um magnífico terraço a céu aberto em seu topo, compondo um espaço de lazer onde os hóspedes podem usufruir de um paisagismo com 2550 tipos de árvores, banheiras com hidromassagem, uma enorme piscina de borda infinita, além de nightclub e 2 restaurantes com chefs célebres como Waku Ghin e Guy Savoy. Um observatório público 360° permite admirar toda a beleza e modernidade de Cingapura por todos os ângulos.


Com 150 metros de comprimento (três vezes o tamanho de uma piscina olímpica) e localizada a 200 metros do solo, a piscina se expande pela cobertura das três torres do hotel que possui o formato de um barco - um verdadeiro desafio da engenharia. A sua plataforma é mais comprida do que a Torre Eiffel deitada.
VIDEO: MARINA BAY SANDS EM AGOSTO DE 2010



Ela é uma piscina “infinity” (sem borda), que dá a ilusão de terminar no horizonte, mas na verdade se derrama em uma grande ”bacia” onde a água é bombeada de volta. O segredo para que a piscina possa sustentar o enorme volume de 1.440 m³ de água é que sua estrutura é toda feita em aço inoxidável.

VIDEO: O MAKING-OF DO MARINA BAY SANDS



LINK EXTERNO: http://www.marinabaysands.com/


O DISTRITO DE MARINA BAY


Na década de 70, a cidade de Cingapura iniciou sua política de planejamento urbano. O local que o antigo mapa indicava como sendo a Bacia Telok Ayer foi inundado pelo rio Cingapura, dando origem à Marina Bay - uma ampla baía.


No processo de transposição, que removeu a Bacia Telok Ayer do mapa, o Rio de Cingapura passou à fluir para a baía, em vez de ir diretamente para o mar. Uma barragem foi concluída em 2008 para fazer da Marina Bay um reservatório de água potável.

VIDEO: O DISTRITO DE MARINA BAY



Localizada próxima à área Central, na região sul da cidade, o termo Marina Bay tem sido largamente anexado à evolução nas proximidades da baía. Hoje o Distrito de Marina Bay representa uma área, para um empreendimento amplo, que prevê a construção de todo um bairro, sofisticado, em frente ao distrito financeiro. É um destino de entretenimento 24 horas por dia / 7 dias por semana, além de ser uma área residencial de alto padrão em Cingapura.

INSIDE Singapore | May 2013 with Jamie Yeo


ARQUITETURA ALTERNATIVA EM HONG KONG


O arquiteto Gary Chang desafiou as leis da física e conseguiu colocar 24 cômodos distintos em um conjugado mínimo em Hong Kong, na China – cidade famosa pela superpopulação. O milagre se dá pelo uso de paredes móveis e prateleiras retráteis. Coube até uma banheira de hidromassagem.






15 abril 2011

ARTE & BIOTECNOLOGIA: ORLAN


As artes plásticas contemporâneas comportam, muitas vezes, uma mise-en-scène do artista e de sua própria imagem. Entre os inúmeros artistas que participam desse movimento, está a francesa Orlan, tanto original quanto desconcertante, ela usa freqüentemente seu próprio corpo como um suporte, ou como uma superfície de transformação e de criação.


É certo que muitos outros artistas lançaram mão do travestismo de si mesmos em suas criações artísticas, mas Orlan radicaliza essa metamorfose, levando-a até sua carne e submete, de algum modo, sua pele ao mesmo tratamento que se dá às roupas. Tudo acontece como se seu processo criador consistisse na transformação de seu próprio corpo num "corpo estranho".

VIDEO: NARCISSISM IS IMPORTANT - ORLAN



Nessa perspectiva, o percurso artístico de Orlan, inteiramente composto de auto-retratos, aparece tanto como um lugar de auto-reconhecimento (retrato de si), quanto como uma verdadeira "obra de alteridade" (retrato de um outro), pois por esse reconhecimento passa a maior estranheza, às vezes até mesmo o medo e o terror. O medo que se pode experimentar diante da abertura do corpo de Orlan nos remete à confrontação com a imagem do cadáver, que se impõe tanto como aquilo que está "mais distante de mim" como quanto ao que está "mais perto de mim".


O paradigma da melancolia vai então permitir a aproximação das múltiplas identificações ao morto e ao vivo, ao estranho e ao familiar, mas também o questionamento da própria psicanálise, seus legados e suas aberturas. O trabalho de Orlan apresenta-se, portanto, como uma estranha ressonância com a cura analítica quando ela se abre, da mesma forma, a um auto-reconhecimento pela confrontação com o que se tem de mais estranho.

Andréa Linhares. Psicanalista, professora na Universidade Paris VII – Denis Diderot.

VIDEO: DOCUMENTÁRIO COMPLETO - "ORLAN" - CARNAL ART (2001)



SK-INTERFACES, “The Harlequin's Coat”

Em 2008 uma exposição que reuniu esculturas feitas com pele humana despertou interesse e polêmica em uma galeria na cidade de Liverpool, na Inglaterra.


Ao todo, 15 artistas internacionais participaram da exposição, no Centro cultural FACT. A mostra Sk-interfaces incluiu um casaco feito com tecido cultivado em laboratório que mescla células humanas e de várias outras espécies. A obra, intitulada The Harlequin's Coat, é da artista ORLAN, conhecida por ter alterado cirurgicamente seu próprio rosto buscando faces associadas a culturas não-ocidentais.


A exposição abordou algumas das questões mais polêmicas da atualidade, fundindo ciência, tecnologia e arte. "O que antes era entendido como uma superfície que representa o limite do eu, entre o dentro e o fora, hoje pode ser visto como uma fronteira instável", diz Jens Hauser, curador da exposição.

VIDEO: THE HARLEQUIN’S COAT