29 março 2011

O PRIMEIRO ROBÔ ASTRONAUTA - HUMANÓIDE, NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL


Engenheiros e cientistas da NASA e da fabricante de veículos General Motors desenvolveram, em parceria, uma nova geração de robôs humanoides capaz de trabalhar com humanos “lado a lado”, usando as mesmas ferramentas. O primeiro astronauta humanoide partiu junto com a tripulação, rumo à Estação Espacial Internacional no último vôo de um ônibus espacial da Nasa, em 24 de fevereiro deste ano.
O Robonaut 2, ou simplesmente R2, pesa 136 kg e é mais rápido que a versão original, um protótipo concebido há dez anos, e capaz de usar suas mãos para trabalhos intricados.
“O R2 pode operar com segurança ao lado de pessoas, uma necessidade tanto no espaço quanto na Terra”, diz comunicado da Nasa.
Segundo Mike Coats, diretor do Centro Espacial Johnson (um dos braços da Nasa, com sede em Houston), o R2 também poderá ir onde os riscos são muito grandes para pessoas.

VIDEO: NASA INTRODUCES ITS NEW ROBOT



Inicialmente o R2 vai trabalhar apenas no laboratório Destiny. Com aprimoramentos futuros, poderá movimentar-se por toda estação, e até fora do complexo.
A primeira parceria da Nasa com a GM foi firmada na década de 1960, para desenvolvimento dos sistemas de navegação das missões Apollo. A construção do primeiro jipe lunar também contou com a colaboração da empresa. Os “subprodutos” tecnológicos decorrentes da empreitada serão aproveitados pela indústria automotiva.

ÔNIBUS ESPACIAL DISCOVERY FOI LANÇADO RUMO À SUA ÚLTIMA MISSÃO


O lançamento do ônibus espacial Discovery para a sua última missão ocorreu após uma série de adiamentos por conta de vazamentos, problemas elétricos e rachaduras nos tanques externos. A equipe também sofreu baixas, com a substituição do especialista Tim Kopra - que se machucou após cair da bicicleta, pelo astronauta Steve Bowen. Após os reparos, a Discovery retornou ao complexo de lançamento 39A, no Centro Espacial Kennedy.

VIDEO: ROBONAUT 2 DEMONSTRATION AT KENNEDY SPACE CENTER



A missão STS-133 leva seis astronautas e um robo humanoide à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A equipe deve permanecer no espaço durante 11 dias, levando novos instrumentos ao posto orbital. Para instalá-los, duas caminhadas no espaço serão feitas pelos especialistas Steve Bowen e Alvin Drew.
Será a 35ª viagem de um ônibus espacial à ISS. O programa de ônibus espaciais da Nasa será aposentado até o final de 2011, com o vôo final da Endeavour, na missão STS-134, e da Atlantis – mesmo após ter sido anunciado o fim do uso desta nave em 2010.

A TRIPULAÇÃO


Da esquerda para a direita, os tripulantes da missão STS-133, a última da Discovery: Nicole Scott, Michael Barratt, Alvin Drew, Steve Bowen, Eric Boe e Steve Lindsey, comandante da tripulação (Foto: Nasa)

23 março 2011

ARTE UNDERGROUND

Arte Underground é um termo que procura descrever as formas de arte que estão distantes do mainstream do mundo da arte, é ilegal, tabu, não convencional, rebelde ou revolucionária. Geralmente ela desafia ou rejeita o status quo cultural de alguma forma, e pode envolver doses extremas de originalidade e experimentação, em termos de conteúdo, forma ou contexto.
Os artistas underground tendem a distanciar-se com as normas e tradições da cultura mainstream, mas as instituições, a mídia e as empresas freqüentemente tentam associar-se com os chamados movimentos de vanguarda e underground como uma maneira de apelar aos jovens, freqüentemente cansados das audiências. Algumas formas de arte que podem ser considerados underground incluem graffiti e arte de rua, punk relativo à arte e design, arte de protesto, a arte que sai dos movimentos internacionais de agachamento e comunidades intencionais e algumas formas de arte performática.
O termo arte underground pode ser considerado paradoxal no sentido de que assim que esta arte passa a ser definida ou publicizada, deixa de ser verdadeiramente underground.

21 março 2011

URBEX


A exploração urbana, ou urbex, é o hobby de visitar locais abandonados, como fábricas, túneis, catacumbas, linhas de trem e metrô, teatros, cinemas ou cidades.
Alguns desses ‘exploradores urbanos’ resolveram unir a adrenalina de se aventurar por esses lugares à arte da fotografia. O resultado são imagens impressionantes, que mostram que também há beleza na desordem e na decadência.


Para chegar aos lugares mais interessantes, os exploradores, muitas vezes, tem que desrespeitar algumas regras, a não ser uma: "não tirar nada que não sejam fotografias e não deixar nada além de pegadas".


A prática da exploração urbana pode ser considerada arriscada.
"Urbex também significa entrar sem autorização em propriedades alheias e há riscos inerentes, como a presença de seguranças, cachorros, sensores de movimentos, prisões...", diz o fotógrafo Scott Haefner.


"Outros riscos estão relacionadas à estrutura dos edifícios, à exposição a produtos químicos ou outras substâncias."

VIDEO: PRE-METRO | ANTWERP, BELGIUM an underground project




CHERNOBYL

Quando se fala de exploração urbana, uma referência inevitável é a cidade de Pripyat, na Ucrânia, abandonada depois de um acidente nuclear no início da madrugada de 26 de abril de 1986.


Uma explosão no reator 4 da usina de Chernobyl provocou o mais grave acidente nuclear da história, liberando uma quantidade de radiação 400 vezes maior do que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima. Milhares de moradores abandonam suas casas, deixando para trás uma cidade inteira em ruínas, um cenário congelado no tempo à disposição dos fotógrafos aventureiros.

VIDEO: CHERNOBYL E PRIPYAT - CIDADE FANTASMA



Embora se calcule que Pripyat levará quase mil anos para voltar a ser um local seguro, a cidade se transformou na Meca dos exploradores urbanos, que percorrem o mundo atrás de fábricas, vilarejos, parques de diversão, laboratórios, prédios e qualquer outra construção abandonada pelo homem.
Para Dave Baker, fundador do site Talk Urbex, "É o lugar mais emocionante. Caminhar pelas mesmas ruas e ver tudo como era quando ocorreu o incidente. É difícil imaginar a emoção que se pode sentir".

http://www.talkurbex.com/


URBEX NO BRASIL


Em novembro de 2010, o Urbex Brasil foi criado por Clecio Antão, que teve o primeiro contato com a exploração urbana em 2007, ao visitar um vilarejo de Ararapira, no litoral norte do Paraná. Conhecida como Cidade-Fantasma, Ararapira começou a ser abandonada por seus moradores em meados do século XX, depois da construção de um canal que corrói as margens e engole as casas lentamente. Na época, Clecio só caminhou pelas ruas de terra e observou as construções abandonadas. Mas como costuma ocorrer aos integrantes da ‘tribo’, foi assaltado por uma espécie de encantamento.

VIDEO: URBEX NO BRASIL



Para adaptar o urbex à realidade brasileira, Clecio não pratica a “infiltração” e costuma pedir autorização antes de entrar. “Em muitos países da Europa, invadir locais abandonados não é considerado crime. No Brasil, além de ser ilegal, temos sérios problemas de violência”.
Além de Ararapira, para onde voltou em 2010 para fotografar, Clecio já explorou Paranapiacaba e seu cemitério de trens, a estação Luiz Carlos, em Guararema, e os prédios abandonados da Vila Maria Zélia, uma das primeiras vilas operárias paulistas, localizada no bairro do Belenzinho.

http://www.urbex.com.br/


DOCUMENTÁRIOS:

EXPLORATION - THE RUINS OF NEW YORK




CRACK THE SURFACE - URBAN EXPLORATION DOCUMENTARY

EPISÓDIO 1



EPISÓDIO 2