22 julho 2010

FOTOS DIÁRIAS MOSTRAM DÉCADA DE TRANSFORMAÇÃO

O artista novaiorquino Jonathan Keller criou um mosaico com fotos de seu rosto tiradas diariamente por 12 anos. O projeto começou depois de ele comprar uma câmera digital relativamente cara, em 1998, e ser questionado pela namorada, em tom sarcástico, se a usaria todo dia.
Keller pensou em algo que pudesse fotografar todos os dias e concluiu que o objeto seria seu próprio rosto - assim nasceu o projeto The Adaptation to My Generation.
Quase 4 mil fotos depois, o artista tem um arquivo completo de sua aparência diária desde 1998 - com exceção de oito meses que passou na Antártica e na Nova Zelândia, em que estava sem sua câmera.
Depois, em seu site, ele compilou as milhares das fotos em um vídeo.
Ele pretende continuar o projeto até o fim da vida e ressalta que as mudanças ficarão ainda mais aparentes quando tiverem se passado 20 a 30 anos ou mais.
"Agora estou olhando para o fim. É uma proposta mórbida, mas é algo que precisa ser encarado", afirma.
Apesar de ser uma tarefa diária, o projeto não toma muito tempo - Keller leva um minuto por dia para tirar a foto e meia hora a cada 10 ou 12 dias para incluir imagens da no seu site.

EMPRESA QUER EXPORTAR ÁGUA DO ALASCA PARA A ÍNDIA


Com o crescimento acelerado da população e uma classe média em ascensão que consome indiscriminadamente os recursos naturais, a Índia está entre os países mais carentes de água do mundo.
Para a S2C Global Systems, uma empresa de gestão de abastecimento baseada no Texas, a solução é exportar água do Alasca para a Índia. A companhia anunciou que dentro de oito meses deve dar início à distribuição por navio.
Sitka, uma cidade do Alasca, vai vender água de um reservatório ao custo de um centavo de dólar o litro. Vão ser exportados cerca de 11 bilhões de litros do recurso todos os anos. Se der certo, será a primeira exportação de água do mundo em grandes volumes.
Por mais de duas décadas, as empresas têm tentado, sem sucesso, abrir o mercado de exportação em massa. As tentativas anteriores foram frustradas. Primeiro porque a logística é complicada. Segundo porque há preocupações em torno da soberania sobre os recursos naturais.
Mais eficiente que exportar água de um local para outro é economizar água nos processos produtivos.

VEJA O FILME: ‘CONSELHO DA AGENDA GLOBAL PARA A SEGURANÇA DA ÁGUA’, REALIZADO PELO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL (WORLD ECONOMIC FORUM)

TEMPESTADES DERRUBARAM MEIO BILHÃO DE ÁRVORES NA AMAZÔNIA EM 2005


Um aglomerado de tempestades que atingiu a floresta amazônica em 2005 derrubou cerca de 500 milhões de árvores, segundo um estudo publicado em 12 de Julho no jornal da União Americana de Geofísica. Com a destruição, a Amazônia deixou de acumular 23% da média anual de carbono.
A linha de instabilidade se propagou do Sudoeste ao Nordeste da Amazônia num sentido único. “O aglomerado de tempestades tinha cerca de 1.000 km de comprimento e varreu a floresta durante dois dias”, afirma Carlos Raupp, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da UNESP e um dos co-autores do estudo.
É a primeira vez que os pesquisadores calcularam quantas árvores uma única tempestade pode matar, segundo Jeffrey Chambers, da Universidade de Tulane, um dos autores do artigo.
Os cientistas usaram uma combinação de imagens de satélite Landsat com estudos de campo para estimar os prejuízos da tempestade. Tomaram como base a região de Manaus. Só ali, a tempestade derrubou entre 300 e 500 mil árvores, o equivalente a 30% do desmatamento registrado em 2005 naquela área.
Com base nesses dados, os cientistas extrapolaram os resultados para toda a bacia amazônica. As perdas são maiores do que as esperadas pelos autores. E o futuro pode ser ainda mais sombrio. Com o aquecimento do planeta, tempestades como esta devem se tornar mais freqüentes. A Amazônia ficará ainda mais vulnerável.


Tempestade na Amazônia derrubou 500 milhões de... por superalbertofilho