22 julho 2010

CAÇA ILEGAL


A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante quatro argentinos, um paraguaio e três brasileiros que caçavam na região de Sinop, no Mato Grosso. Outros sete suspeitos também foram detidos. A quadrilha atuava nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná e sua principal atividade era o abate de animais de grande porte, principalmente onças-pintadas, pardas e pretas.
As investigações tiveram início no ano passado, depois de relatos do encontro de carcaças de onças em algumas fazendas na região pantaneira e do sumiço de felinos que estavam em monitoramento pelo Ibama. Os criminosos estavam acompanhados do filho do “Caçador de Onça” – o mais famoso caçador desses felinos no Brasil –, que se diz regenerado e convertido ao trabalho pela preservação da espécie.
As investigações apontaram que o conhecido caçador e seu filho se aproveitavam do programa desenvolvido pelo IBAMA, de monitoramento por coleiras, para acobertar a caça clandestina e predatória. De acordo com a polícia, os caçadores chegam ao Pantanal por meio de aviões particulares, que pousam em fazendas da região equipados com modernas armas de caça. Nas fazendas usam cães, normalmente cedidos por caçadores da região ou por fazendeiros que têm interesse em proteger o gado.
Há evidências de que alguns “troféus” seriam levados até para o exterior, uma vez que a PF descobriu a freqüente participação de um taxidermista (empalhador de animais) de Curitiba (PR). Ainda, as caçadas eram organizadas por outro profissional do Paraná, que mora em Cascavel. Pelos chamados “safáris”, os clientes pagavam por animal abatido e, por um valor maior, tinham direito a pele, cabeça ou a todo o animal, que era empalhado em Curitiba.

POLICIA INVESTIGA SAFARIS NO MATO GROSSO DO SUL

FOTOS DIÁRIAS MOSTRAM DÉCADA DE TRANSFORMAÇÃO

O artista novaiorquino Jonathan Keller criou um mosaico com fotos de seu rosto tiradas diariamente por 12 anos. O projeto começou depois de ele comprar uma câmera digital relativamente cara, em 1998, e ser questionado pela namorada, em tom sarcástico, se a usaria todo dia.
Keller pensou em algo que pudesse fotografar todos os dias e concluiu que o objeto seria seu próprio rosto - assim nasceu o projeto The Adaptation to My Generation.
Quase 4 mil fotos depois, o artista tem um arquivo completo de sua aparência diária desde 1998 - com exceção de oito meses que passou na Antártica e na Nova Zelândia, em que estava sem sua câmera.
Depois, em seu site, ele compilou as milhares das fotos em um vídeo.
Ele pretende continuar o projeto até o fim da vida e ressalta que as mudanças ficarão ainda mais aparentes quando tiverem se passado 20 a 30 anos ou mais.
"Agora estou olhando para o fim. É uma proposta mórbida, mas é algo que precisa ser encarado", afirma.
Apesar de ser uma tarefa diária, o projeto não toma muito tempo - Keller leva um minuto por dia para tirar a foto e meia hora a cada 10 ou 12 dias para incluir imagens da no seu site.

EMPRESA QUER EXPORTAR ÁGUA DO ALASCA PARA A ÍNDIA


Com o crescimento acelerado da população e uma classe média em ascensão que consome indiscriminadamente os recursos naturais, a Índia está entre os países mais carentes de água do mundo.
Para a S2C Global Systems, uma empresa de gestão de abastecimento baseada no Texas, a solução é exportar água do Alasca para a Índia. A companhia anunciou que dentro de oito meses deve dar início à distribuição por navio.
Sitka, uma cidade do Alasca, vai vender água de um reservatório ao custo de um centavo de dólar o litro. Vão ser exportados cerca de 11 bilhões de litros do recurso todos os anos. Se der certo, será a primeira exportação de água do mundo em grandes volumes.
Por mais de duas décadas, as empresas têm tentado, sem sucesso, abrir o mercado de exportação em massa. As tentativas anteriores foram frustradas. Primeiro porque a logística é complicada. Segundo porque há preocupações em torno da soberania sobre os recursos naturais.
Mais eficiente que exportar água de um local para outro é economizar água nos processos produtivos.

VEJA O FILME: ‘CONSELHO DA AGENDA GLOBAL PARA A SEGURANÇA DA ÁGUA’, REALIZADO PELO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL (WORLD ECONOMIC FORUM)