26 junho 2010

VOYERISMO NA TATE MODERN


Uma exposição na galeria Tate Modern em Londres mostra como os avanços da tecnologia mudaram a forma de satisfazemos nossa curiosidade pela vida secreta dos outros.
‘Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera’ é o nome da exposição, que apresenta 250 fotos ou vídeos com imagens de momentos capturados sem que seus sujeitos soubessem. As imagens datam do fim do século 19 - quando os "voyeurs" tiravam fotos com câmeras escondidas em livros, guarda-chuvas e sapatos - aos dias atuais.
Entre as obras estão várias fotos tiradas por artistas como Brassaï, Guy Bourdin, Henri Cartier-Bresson, Walker Evans, Robert Frank, Nan Goldin, Dorothea Lange, Lee Miller, Thomas Ruff, Paul Strand, Weegee, and Garry Winogrand.
A mostra Exposed: Voyeurism, Surveillance and the Camera fica em cartaz na Tate Modern, em Londres, até o dia 3 de outubro.
A exposição trata de temas como a guerra civil americana, plataformas de petróleo em chamas na primeira guerra do Golfo, uma execução na China em 1860, a câmara de execução de uma moderna penitenciária no Mississippi, entre outras imagens de sexo, morte e inocentes flagrantes de pessoas famosas.
Os organizadores também revelam como a tecnologia tem facilitado captar e distribuir imagens consideradas proibidas.

VIDEOS:

EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON INVASIVE LOOKING




EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON VOYEURISM AND DESIRE




EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON CELEBRITY




EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON VIOLENCE




EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON SURVEILLANCE




EXPOSED AT TATE MODERN: SANDRA PHILLIPS ON THE UNSEEN PHOTOGRAPHER



ROBERT MAPPLETHORPE


Uma exposição do polêmico fotógrafo americano Robert Mapplethorpe (1946-1989), “Eros and Order”, reúne mais de 130 fotos de suas séries mais famosas, como as flores, nudez, imagens homoeróticas e sadomasoquistas, retratos de artistas, celebridades e auto-retratos. A exposição está aberta até 02 de agosto no Museu de Arte Latino-Americana. É a segunda vez que se realiza uma retrospectiva do fotógrafo na Argentina, desta vez com trabalhos produzidos entre 1975 e 1988.


As fotografias de Robert Mapplethorpe que estão expostas no Malba suportam múltiplas reflexões. A primeira tem a ver com a capacidade de dizer algo sobre um dos artistas mais discutidos do século XX onde as imagens são, juntamente com Andy Warhol, parte de um imaginário que prevalece a partir da segunda metade do século passado. Pop é a outra questão no DNA. A comparação com Warhol é a título de exemplo e não para dizer que os artistas são equivalentes, mas parte da estrutura do mesmo "sentimento".

NOTA TELENOCHE: ROBERT MAPPLETHORPE



UMA BREVE BIOGRAFIA


Robert Mapplethorpe nasceu em 1946, na cidade de Nova York. O terceiro de seis filhos, se lembrava de uma infância segura em Long Island, que ele resumiu dizendo: "Eu venho do subúrbio americano, de um ambiente muito seguro. Era um bom lugar para se estar, na medida em que era um bom lugar para se sair”.
Frequentou o Pratt Institute no Brooklyn, onde produziu arte em uma variedade de mídias. Ele não tinha clicado nenhuma de suas próprias fotos ainda, mas fazia arte se apropriando de imagens fotográficas de outras fontes, incluindo páginas arrancadas de revistas e livros. Este interesse precoce reflete a importância da imagem fotográfica na cultura e na arte desse tempo, incluindo o trabalho de artistas como Andy Warhol, que Mapplethorpe admirava plenamente.


Robert tirou suas primeiras fotografias, logo em seguida, usando uma câmera Polaroid. Ele não se considerava um fotógrafo, mas quis trabalhar com suas próprias imagens em vez de fotos de revistas. Certa vez ele disse: "Eu nunca gostei de fotografia. Não por causa da fotografia. Eu gosto do objeto. Eu gosto da fotografia quando você a segura nas mãos”.
Suas primeiras Polaroids foram auto-retratos, mas a primeira série de retratos aconteceu com a sua amiga íntima, a cantora, artista e poeta Patti Smith. Esses primeiros trabalhos fotográficos foram mostrados em exposições coletivas ou apresentados de forma elaborada, enquadrados em molduras pintadas que davam acabamento na a própria fotografia.


A mudança para a fotografia como único meio de expressão aconteceu gradualmente, durante os meados dos anos setenta. Ele adquiriu uma câmera do tipo usada pela grande imprensa e começou a fotografar de um amplo círculo de amigos e conhecidos. Eram artistas, compositores, socialites, estrelas de cinema pornográfico e membros do underground S & M (sado-masoquista). Algumas dessas fotografias eram chocantes pelo seu conteúdo, mas requintado em sua maestria técnica.


No início dos anos 1980, as fotografias de Mapplethorpe começaram a mudar em direção à um refinamento do sujeito e uma ênfase na beleza formal clássica. Neste período, ele se concentrou nas estátuas de nus masculinos e femininos, flores e retratos formais de artistas e celebridades. A partir daí, durante a década de 1980 ocorre o auge da sua carreira - de uma hora para outra Mapplethorpe era citado em todos os lugares. Seus clientes incluíam famosos de Hollywood e membros da nobreza europeia.
Expoente da pop art, retratou em suas fotos seus contemporâneos, como Andy Warhol, David Hockney e Patti Smith, com quem teve uma relação conturbada, pois ambos eram bissexuais.


Em 1988 Mapplethorpe disse à ARTnews: "Eu não gosto dessa palavra em particular ‘chocante’. Eu estou olhando para o inesperado. Estou à procura de coisas que eu nunca tinha visto antes ... Eu estava em posição de tomar essas imagens, e senti a obrigação de fazê-las.
Mapplethorpe produziu uma obra consistente que primou pelo equilíbrio e perfeição, e isto o colocou no topo do ranking de artistas do século XX. Em 1987 ele criou a Fundação Robert Mapplethorpe para promover a fotografia, dar suporte aos museus que mostram fotografia de arte, e para incentivar a pesquisa científica médica, financiando projetos na luta contra a AIDS e HIV.

25 junho 2010

ABU DHABI TEM O PRÉDIO MAIS INCLINADO DO MUNDO


O Capital Gate Tower, uma torre de 160 metros, está situado na entrada do The Capital Center, o novo distrito comercial multimilionário de Abu Dhabi. Com uma inclinação de 18 graus (cinco vezes mais que a da Torre de Pisa) em direção ao oeste e uma saliência de 30 metros, o Livro Guinness de Recordes reconheceu o prédio como o mais inclinado do mundo.


Com um grande evento internacional prestes a ocorrer na cidade, a Cúpula Mundial sobre a Energia do Futuro, em 2010, os funcionários trabalham contra o relógio para poder terminá-lo e mostrar o edifício pioneiro para o mundo.



Para a realização desta obra da engenharia, que ultrapassa os limites da tecnologia para a construção de arranha-céus, foram necessárias inovações pioneiras como o núcleo de concreto super reforçado e um exoesqueleto especial revestido de vidro. Tudo feito em um prazo de 24 meses.


No vídeo abaixo, veja como os engenheiros e arquitetos superaram desafios como o da força da gravidade e dos prazos de finalização de cada etapa para transformar uma idéia em uma realidade impressionante.

DOCUMENTÁRIO NatGeo: OBRAS INCRÍVEIS - A TORRE INCLINADA DE ABU DHABI