29 novembro 2009

IBM SIMULA CÉREBRO DE UM GATO


Em um comunicado à imprensa, cientistas da IBM anunciaram a realização de uma simulação computadorizada equivalente ao cérebro de um gato. Elaborado em parceria com a Universidade de Stanford e o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, o simulador representa um progresso significativo na chamada computação cognitiva.


A equipe construiu um simulador cortical que incorpora uma série de inovações em computação, memória e comunicação, assim como sofisticados detalhes biológicos obtidos por meio da neurofisiologia e da neuroanatomia. O programa simula um cérebro com um bilhão de neurônios, capazes de processar 10 trilhões de sinapses (troca de informações entre os neurônios) individuais. Segundo os pesquisadores, seu objetivo é criar um programa de computador capaz de simular e emular as habilidades do cérebro para a sensação, percepção, ação, interação e cognição.
“Conforme os mundos físico e digital continuam a se misturar e a computação se incorpora à nossa vida diária, é imprescindível que criemos um sistema de computação mais inteligente que possa nos ajudar a entender a grande quantidade de informações disponíveis, de forma muito parecida com o nosso cérebro, que é capaz de interpretar rapidamente e agir frente a problemas complexos,” disse Josephine Cheng, diretora de pesquisas da IBM, no comunicado.
Além da simulação cortical em grande escala, a equipe revelou o desenvolvimento de um novo algoritmo, chamado BlueMatter, que sintetiza os dados neurológicos e que já está sendo utilizado para a próxima etapa da pesquisa, que prevê alcançar resultados semelhantes na simulação do cérebro humano.
Utilizando técnicas de captura de imagens por ressonância magnética, os cientistas estão medindo e mapeando as conexões entre todas as localizações corticais e subcorticais no cérebro humano. A intenção é criar uma espécie de esquema elétrico do cérebro, já que
a grande maioria das sinapses é elétrica.

Veja o vídeo onde o gerente de Computação Cognitiva da IBM, Dharmendra Modha, dá mais detalhes sobre o projeto.



IBM: computador do futuro com base em idéias do... por superalbertofilho

GINÁSTICA PARA O CÉREBRO


O estilo de vida atual tem comprometido cada vez mais a memória. Tarefas, pressões e informações em excesso podem causar um ‘bloqueio’ no sistema nervoso. Os lapsos esporádicos muitas vezes evoluem para um estresse crônico, que altera o equilíbrio químico e diminui a capacidade de memorização. E para desenvolver a capacidade de armazenar dados, só aprendendo. Os métodos para estimular o intelecto e reter conhecimentos adquiridos podem incluir desde as tradicionais palavras cruzadas até o estudo de um idioma.
Diversas maneiras de aguçar a mente estão presentes nas tarefas do cotidiano, como fazer compras semanalmente em um supermercado diferente, e fazer um novo caminho para ir ao trabalho. Outra ótima opção na “musculação” da mente é não ficar sem estudar ou aprender algo novo por muito tempo: uma pós-graduação ou um curso.
Para Ana Alvarez, doutora em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autora de cinco livros sobre o assunto, viver novas experiências é excelente para a memória. Para ela, o cérebro fica em estado de encantamento quando a pessoa se esforça e aprende algo que deseja.

VIDEO: ESTIMULE A MEMÓRIA E O CÉREBRO



Também a tecnologia tem contribuído para a memória das pessoas, através dos ‘gadgets’ para auxiliar na assimilação de novas informações. Hoje, a agenda e as anotações feitas nos dispositivos eletrônicos portáteis, estão sincronizadas e se atualizam automaticamente, em estações de trabalho no escritório no laptop. Os recursos tecnológicos permitem que se programe e atenda aos compromissos sem grandes preocupações.
Ainda, revisar mentalmente as idéias é outro exercício recomendado. Quando se pratica esportes, principalmente a natação, a mente fica mais clara para assimilar conceitos, registrar compromissos e conquistar forças para superar obstáculos, assim como para recuperar o fôlego no dia a dia corporativo.

CONHEÇA OS FATORES QUE INFLUENCIAM NA CONDIÇÃO CEREBRAL
Atitude mental positiva:
Evitar pensamentos negativos e preocupações ajuda na memorização. A tristeza desequilibra os neurotransmissores cerebrais e gera dificuldades até para resgatar dados já arquivados
Noites bem dormidas:
O repouso funciona como um coletor de lixo, quando é possível editar as idéias. A pessoa retém o que aprendeu, depura as informações e joga fora o que não serve. Esquecer também é fundamental para lembrar melhor.
Alimentação saudável:
Alimentos ricos em gorduras e vitamina B ajudam a manter o equilíbrio de aminoácidos necessários para a formação e a estabilidade dos neurotransmissores, os componentes químicos que mantêm conectadas as células do sistema nervoso.
A gordura saturada pode ser encontrada nos peixes, na soja, nas castanhas e nas nozes. A gordura insaturada, mais saudável, está presente no azeite de oliva extra virgem e no óleo de canola. Essas gorduras melhoram a aprendizagem e o intercâmbio de informações no cérebro.
As vitaminas do complexo B fazem parte da composição de frutas, legumes e cereais integrais. Uma refeição que inclua salmão, verduras, arroz integral e molho de nozes, além de um copo de suco de frutas, é um poderoso combustível para a mente.

VIDEO: DEZ DICAS PARA REFORÇAR A MEMÓRIA



23 novembro 2009

O dia em que os objetos falarem. RFID - Identificação por Radiofreqüência.

Ainda pouco visível e entendida, a conexão entre bilhões de computadores, equipamentos e produtos pela web está se tornando uma realidade que vai transformar nossas vidas e criar a base para a revolução da internet das coisas.
Esse conceito começou a ser desenhado há quase dez anos nos laboratórios do MIT (Massachusetts Institute of Technology). A idéia inicial era criar uma nova geração de códigos de barras, mas ela evoluiu para algo bem mais complexo: a proposta de ligar através de um chip de Identificação por Radiofreqüência (RFID) todas as coisas à internet – de sofisticados equipamentos até o pote de maionese – para que esses objetos pudessem se comunicar entre si e gerar informações a serem usadas nas mais diferentes funções.
A americana Carol Kasyjanski se tornou, no mês de agosto, a primeira pessoa nos Estados Unidos a ter implantado um marca-passo com conexão sem fio à rede mundial de computadores. Tanto o funcionamento do coração como o do equipamento são monitorados remotamente pelos médicos do hospital St. Francis, de Nova York. Diariamente, é feita uma checagem automática pelo servidor do hospital, para averiguar se há algum problema. O computador é capaz de avaliar se há algo de preocupante, e o médico só é avisado se a máquina detectar algum risco.

A visão mais conhecida dessa nova rede é a casa inteligente, na qual a geladeira consegue avisar seu dono se o iogurte está vencido e fazer o pedido do produto novo no supermercado. Embora exista tecnologia para fazer isso, a realidade é que esse admirável mundo novo está sendo criado em setores menos visíveis como logística, controle, depósitos e segurança. De redes de supermercado a montadoras de automóveis, diferentes indústrias usam soluções de RFID - Identificação por Radiofreqüência - que permitem gerenciar melhor seus processos.

Apesar de importantes, essas primeiras aplicações não representam o potencial imaginado pelos cientistas. “A fase em que estamos hoje ainda é o embrião do que teremos”, disse a Edson Porto da Época NEGÓCIOS o americano Tim Zimmerman, analista em serviços de comunicação do Instituto Gartner, especializado em TI. Hoje, por mais sofisticados que sejam os sistemas, eles estão isolados. A maioria não se comunica entre si nem com o ambiente em volta.

Veja o vídeo



link: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI96986-16368,00-O+DIA+EM+QUE+OS+OBJETOS+FALAREM.html