27 setembro 2009

ARTISTA EXPLORA A PRÓPRIA CABEÇA


O artista plástico e fotógrafo holandês Levi Van Veluw, nascido em 1985, desenvolveu uma série de auto-retratos onde utiliza a própria cabeça como suporte para suas criações. O seu trabalho propõe a transformação com materiais diversos, para formar um novo “objeto” inusitado. Para isso, o artista explora cores, formas e texturas, através de elementos como a luz, grama, galhos de árvore, folhas de madeira, carpete, pedras, cabelo e outros materiais do cotidiano. Ele constrói 'esculturas', faz desenhos sobre si, e em seguida fotografa. Seu trabalho envolve muita paciência e nenhuma manipulação digital.


O impacto visual destas séries trouxe-lhe o reconhecimento profissional pela Europa, China e Estados Unidos. O resultado plástico é sofisticado, principalmente pelo caráter escultural do projeto. Elementos mínimos que, combinados na série, significam muito. Mesmo assim, o trabalho de Van Veluw alinha-o ao de artistas como Vik Muniz, no qual os predicados do escultor completam-se na fotografia.


Sua obra mereceu vários prêmios de arte, inclusive o de melhor fotógrafo de Belas Artes de 2007 no International Photo Awards, dos Estados Unidos. Neste ano, as fotos foram exibidas na Ronmandos Gallery, em Roterdã, na Holanda e na mostra Art Brussels, em Bruxelas, na Bélgica.

Confira no vídeo




Link externo: http://www.levivanveluw.nl/

TOMOGRAFIA MOSTRA ÍCONES DO CONSUMO


O artista e estudante de medicina de Manhattan, Satre Stuelke, de 44 anos, está usando um aparelho de tomografia computadorizada para examinar as entranhas de ícones culturais como o Big Mac, a Barbie e o iPhone.
Ex-professor de arte da Escola de Artes Visuais de Nova York e estudante do terceiro ano de medicina, desde 2007 Stuelke já examinou dúzias de objetos num scanner de TC de propriedade do Centro de Imagens Biomédicas do Weill Cornell Medical College. Quando um objeto é escaneado, a máquina produz de 200 a 500 pedaços de imagens e o artista atribui diferentes cores a áreas de densidades distintas.
Diferente de um médico, ele não está buscando patologias, mas seu trabalho permite que o público diagnostique objetos culturais, encontrando detalhes surpreendentes dentro deles. Isso é inevitável, diz ele, graças à associação entre os scanners de tomografia computadorizada e a medicina. O objetivo é fazer que as pessoas pensem em como as coisas são construídas.
Stuelke, diz que a ideia é também "plantar uma semente de criatividade científica nas mentes de todos inclinados a participar" do projeto que começou em 2007, onde o artista encoraja o público a enviar suas obras de "arte radiológica" para avaliação, ou objetos para serem "examinados".
A crítica pode questionar se o trabalho de Stuelke oferece algo além de imagens exuberantes e tecnológicas de encher os olhos, e ele não necessariamente rejeita essa interpretação. "Algumas são apenas bonitas", disse.
Stuelke se inspirou na obra de Robert Heineken, um fotógrafo conhecido em parte por criar imagens inusitadas de comidas.

Veja aqui o 3D do Big Mac



Link externo: http://www.radiologyart.com/

05 setembro 2009

NICHOLAS WINTON: O SCHINDLER BRITÂNICO


Sir Nicholas Winton (1909), um britânico que ajudou a salvar 669 crianças durante a Segunda Guerra Mundial, foi homenageado ontem (04/ 09) em Londres.
Hoje com 100 anos, o ex-corretor da Bolsa de Valores organizou o resgate, por meio ferroviário, conduzindo as crianças, a maioria judias, da antiga Tchecoslováquia para a Grã-Bretanha. Ele é conhecido como Schindler britânico, em referência ao empresário alemão que salvou centenas de judeus dando-lhes trabalho em sua fábrica. Ontem, um trem procedente de Praga chegou à estação londrina de Liverpool Street, onde ocorreu uma encenação e o reencontro de sobreviventes.
Por ter antepassados judeus, Winton não foi agraciado no quadro de Justos entre as Nações.

Veja a comovente matéria exibida no programa Fantástico em 23/12/2007.