27 setembro 2009

GRUPO TEATRAL ENCENA PEÇA DENTRO DE TÁXI

Uma companhia de teatro encenou uma peça dentro de um táxi - o tradicional táxi preto britânico - na capital da Irlanda do Norte, Belfast. A produção, intitulada Two Roads West, toma a forma de um passeio pela cidade. O motorista do táxi e uma das passageiras são atores, e cinco pessoas - os demais passageiros - assistem à peça de cada vez. Os atores fizeram três espetáculos por dia, com ingressos custando cerca de R$ 26.
A peça foi escrita por um ex-militante do IRA (Exército Republicano Irlandês), o escritor Lawrence McKeown.
Durante cerca de uma hora, o motorista Bill (Vincent Higgins) interagia com a passageira Rosie (Carol Moore) - de volta à cidade natal após 40 anos de ausência -, percorrendo as duas ruas principais da região oeste de Belfast situadas nos lados católico e protestante, e separadas por uma barreira chamada de “linha da paz”, que foram palco de momentos sangrentos na história da região. A interação entre o público e os atores, em um espaço tão pequeno, não era incentivada, mas às vezes não podia ser evitada.Segundo Paula McFetridge, diretora da peça nascida no oeste de Belfast, a peça “pode ajudar a derrubar as barreiras que dividem a comunidade". Ainda, a diretora tem planos de levar a peça a outras cidades da Irlanda do Norte e talvez para outros países marcados por conflitos.
Two Roads West , uma produção da companhia de teatro Kabosh, fez parte do West Belfast Festival (Féile '09, em gaélico). Este não foi um empreendimento lucrativo e recebeu financiamento da prefeitura da cidade.

Link externo: http://www.kabosh.net/

ARTISTA EXPLORA A PRÓPRIA CABEÇA


O artista plástico e fotógrafo holandês Levi Van Veluw, nascido em 1985, desenvolveu uma série de auto-retratos onde utiliza a própria cabeça como suporte para suas criações. O seu trabalho propõe a transformação com materiais diversos, para formar um novo “objeto” inusitado. Para isso, o artista explora cores, formas e texturas, através de elementos como a luz, grama, galhos de árvore, folhas de madeira, carpete, pedras, cabelo e outros materiais do cotidiano. Ele constrói 'esculturas', faz desenhos sobre si, e em seguida fotografa. Seu trabalho envolve muita paciência e nenhuma manipulação digital.


O impacto visual destas séries trouxe-lhe o reconhecimento profissional pela Europa, China e Estados Unidos. O resultado plástico é sofisticado, principalmente pelo caráter escultural do projeto. Elementos mínimos que, combinados na série, significam muito. Mesmo assim, o trabalho de Van Veluw alinha-o ao de artistas como Vik Muniz, no qual os predicados do escultor completam-se na fotografia.


Sua obra mereceu vários prêmios de arte, inclusive o de melhor fotógrafo de Belas Artes de 2007 no International Photo Awards, dos Estados Unidos. Neste ano, as fotos foram exibidas na Ronmandos Gallery, em Roterdã, na Holanda e na mostra Art Brussels, em Bruxelas, na Bélgica.

Confira no vídeo




Link externo: http://www.levivanveluw.nl/

TOMOGRAFIA MOSTRA ÍCONES DO CONSUMO


O artista e estudante de medicina de Manhattan, Satre Stuelke, de 44 anos, está usando um aparelho de tomografia computadorizada para examinar as entranhas de ícones culturais como o Big Mac, a Barbie e o iPhone.
Ex-professor de arte da Escola de Artes Visuais de Nova York e estudante do terceiro ano de medicina, desde 2007 Stuelke já examinou dúzias de objetos num scanner de TC de propriedade do Centro de Imagens Biomédicas do Weill Cornell Medical College. Quando um objeto é escaneado, a máquina produz de 200 a 500 pedaços de imagens e o artista atribui diferentes cores a áreas de densidades distintas.
Diferente de um médico, ele não está buscando patologias, mas seu trabalho permite que o público diagnostique objetos culturais, encontrando detalhes surpreendentes dentro deles. Isso é inevitável, diz ele, graças à associação entre os scanners de tomografia computadorizada e a medicina. O objetivo é fazer que as pessoas pensem em como as coisas são construídas.
Stuelke, diz que a ideia é também "plantar uma semente de criatividade científica nas mentes de todos inclinados a participar" do projeto que começou em 2007, onde o artista encoraja o público a enviar suas obras de "arte radiológica" para avaliação, ou objetos para serem "examinados".
A crítica pode questionar se o trabalho de Stuelke oferece algo além de imagens exuberantes e tecnológicas de encher os olhos, e ele não necessariamente rejeita essa interpretação. "Algumas são apenas bonitas", disse.
Stuelke se inspirou na obra de Robert Heineken, um fotógrafo conhecido em parte por criar imagens inusitadas de comidas.

Veja aqui o 3D do Big Mac



Link externo: http://www.radiologyart.com/