26 julho 2009

DIANTE DOS OLHOS, O PODER DE DESTRUIÇÃO DO HOMEM

Via Rafael Pereira em http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/

Desmatamento, ocupação de cidades, crescimento das favelas… São coisas que a gente sabe que acontece, mas é tudo tão gradual que só percebemos quando o estrago já foi feito. O site da revista Wired Science postou alguns vídeos onde é possível acompanhar ações como essas, com imagens sobrepostas dos satélites da Nasa. É impressionante e desolador.
Abaixo, alguns exemplos:

O desmatamento em Rondônia
O estado do norte do Brasil é em boa parte ocupado pela floresta amazônica. O homem, como se pode ver no vídeo, está tentando inverter essa proporção.



Urbanização de Dubai
A cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos nasceu praticamente do nada na costa sul do Golfo Pérsico, construída com o dinheiro do petróleo. Uma das obras mais impressionantes foi a dos arquipélagos artificiais em formato de palmeira, feitos com pedra e areia. Por lá, estão resorts para receber endinheirados do mundo inteiro.



A morte do Mar de Aral
O Mar de Aral, no centro da Ásia, era o quarto maior lago do mundo na década de 60. Localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, ele sofreu com seguidos projetos de irrigação usando sua água. Hoje, o que restou dele é dividido em três pequenos lagos com alta concentração de sal.



AINDA...
A cada quatro anos, o Rio de Janeiro ganha em favelas o equivalente ao bairro de Ipanema. Em 2004, elas ocupavam uma área de 42,2 milhões de metros quadrados. Em 2008, a área passou para 45,9 milhões, ou 4 mil campos de futebol. O crescimento de 3,7 milhões de metros quadrados equivale à área de Ipanema – ou mais de duas vezes a Rocinha. Mantido o ritmo de crescimento atual, a área ocupada pelas favelas do Rio dobrará em 34 anos. Em 2043, a cidade poderá ter perdido um quarto de sua área verde, uma vez que a cada ano as favelas engolem 1% das reservas de vegetação da cidade.

HOJE E AMANHÃ
A foto abaixo mostra a Favela do Vidigal, em São Conrado. Abaixo dela, uma simulação de como poderá ser em 2043

Via - Nelito Fernandes com Rafael Pereira e Wálter Nunes para a Revista Época

15 julho 2009

ALBERTO KORDA E A VOCAÇÃO DO SISTEMA DE CRIAR MITOS E FATURAR EM CIMA DELES


O cubano Alberto Korda ficou conhecido no mundo inteiro por ser fotógrafo oficial da revolução cubana e por fazer a foto "Guerrilero Heróico", que mostra um homem de boina e farda, parecendo ser um novo Cristo. Seu nome era Che Guevera.


A foto teria como destino um livro de história, se não fossem dois episódios, um seguido de outro. Che morreu abatido na selva boliviana, em 1967, doente e faminto, depois de tentar conquistar o país numa ação equivocada. Então, um editor italiano de tendência esquerdista recortou a foto e estampou em camisetas, como forma de protesto ao imperialismo. A decisão tomada às vésperas das agitações de 1968 transformou Che Guevara em ícone acima das ideologias, num mito fashion e pop. Ele entrou na ordem do dia e não saiu mais. A foto de Che serviu de inspiração para artistas como Andy Warhol e se tornou uma das mais reproduzidas de todos os tempos.

VEJA O DISCURSO REVOLUCIONÁRIO DE CHE



Ernesto Che Guevara era argentino, formado em medicina e quando jovem cruzou a América do Sul numa motocicleta Norton 500 chamada "La Poderosa". Adulto, conheceu no México o advogado cubano Fidel Castro. Os dois combinaram de derrubar o ditador cubano Fulgêncio Bastista, um mulato tirânico, corrupto, repressor, apoiado pelos Estados Unidos e que estava no poder desde 1933. Em 1959, mandaram Fulgêncio se aposentar na Ilha da Madeira e fizeram uma série de mudanças em Cuba.


Depois da morte de Che, jovens do mundo inteiro não se cansaram de ostentar a foto que Korda fez, em protestos, camisetas, nas paredes de seus quartos e salas dos diretórios acadêmicos. Isto garantiu a sobrevivência do mito. A foto e a frase – “Hay que endurecer, pero sin perder la ternura” - resistem ao tempo. A história do Che da foto sugere um mito pop, talvez turbinado por esta vocação do sistema de criar mitos e faturar em cima deles, mesmo revolucionários.

Assista aqui, em duas partes, o documentário cubano ‘sencillamente Korda’, do diretor Roberto Chile

Alberto Korda - parte 1

Alberto Korda - parte 1 por superalbertofilho

Alberto Korda - parte 2

Alberto Korda - parte 2 por superalbertofilho

07 julho 2009

CARIOCA VENDE BICICLETAS DE BAMBU NA DINAMARCA


O desenhista industrial carioca Flavio Deslandes vende biclicletas biodegradáveis, com armação de bambus, na Dinamarca. Ele desenvolveu o produto numa parceria com uma empresa de bicicletas de lá, a BioMega. As bicicletas, que tem hastes de bambu no lugar dos tubos de alumínio convencionais, são feitas artesanalmente. Custam a partir de 3800 euros e vinte delas já foram vendidas para os ciclistas dinamarqueses.


Flavio começou a pesquisar os bambus em 1995, quando estudava na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pedalando pelas ciclovias da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias do Rio, ele teve a idéia de adaptar os bambus e fazer uma bicicleta com quadro biodegradável. Desde então, foram anos de pesquisa para descobrir as melhores técnicas para cortar e tratar os bambus que manda trazer do interior do Rio.

Flavio Deslandes no TEDxSP em 2009



Segundo Flávio, o bambu tem características próprias, combina flexibilidade e rigidez. Com isso, a bicicleta oferece mais conforto porque a estrutura de bambu funciona como um sistema de amortecedor, que absorve as vibrações do terreno e isso é natural do material. O desafio é como lidar com a deterioração do material. A bicicleta fica do lado de fora, exposta à chuva e ao sol, mas por conta dos produtos químicos usdos para tratar o material natural, a durabilidade da bicicleta de bambu é a mesma que uma de alumínio ou carbono.


Agora, a pesquisa de Flavio é para projetar uma bicicleta com toda a estrutura de bambu. Hoje, ele ainda usa metal nas juntas e seu plano é substituir também estas peças por materiais orgânicos biodegradáveis.

Links externos: http://www.biomega.dk/biomega.aspx e http://www.flaviodeslandes.com/