24 abril 2009

LABORATÓRIO BRITÂNICO CRIA APARELHO PARA INTIMIDADE À DISTÂNCIA

O aparelho, que promete comunicar a intimidade entre casais, batizado de Mutsugoto, permite ao casal desenhar com fachos de luz sobre os corpos ou camas dos parceiros à distância.
O site do laboratório Distance Lab já está recebendo inscrições de casais interessados em participar da experiência. Para poder participar, o casal deve estar vivendo a pelo menos 250 quilômetros de distância.

"Mutsugoto foi inspirado nos problemas que as pessoas têm em relacionamentos a longa distância. Meios de comunicação como o celular e o e-mail são muito genéricos e impedem qualquer senso de intimidade", explicou o norte-americano Stefan Agamanolis, executivo-chefe e diretor de pesquisas da Distance Lab, a empresa escocesa que desenvolveu a tecnologia. O conceito foi elaborado a partir de uma proposta da japonesa Tomoko Hayashi, uma artista visionária que explora o uso do tato e dos meios digitais para ampliar a intimidade e o contato humano.Deitados em suas camas a centenas de quilômetros de distância uns dos outros, os parceiros usam anéis ativados pelo toque e que são captados por uma câmera instalada acima deles.

Deitados em suas camas a centenas de quilômetros de distância uns dos outros, os parceiros usam anéis ativados pelo toque e que são captados por uma câmera instalada acima deles.
Um sistema computadorizado identifica o movimento do anel quando um dos parceiros o passa sobre o próprio corpo ou sobre sua cama.
Simultaneamente, esses movimentos são transmitidos e projetados em fachos de luz sobre o corpo do parceiro. As linhas mudam de cor quando se encontram.
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O laboratório se especializou em desenvolver projetos tendo como tema a distância.
Entre os demais projetos em desenvolvimento, está um jogo, o ‘Remote Impact’, no qual as pessoas podem lutar com outras pessoas que estão do outro lado do mundo.
A imagem dos lutadores é projetada em um colchão especial capaz de registrar a intensidade da força.



Link externo - http://www.distancelab.org/

ROBÔS ESTRELAM PEÇAS DE TEATRO NO JAPÃO E NA SUÍÇA

O robô humanóide Wakamaru estrelou em novembro de 2008, no Japão, a primeira peça teatral em que um robô atua ao lado de um humano.
Produzido pela japonesa Mitsubishi Heavy Industry, o robô interpretou o personagem Momoko na peça escrita e dirigida pelo dramaturgo Oriza Hirata, dividindo o palco com a atriz Minako Inoue.
O espetáculo de 20 minutos foi apresentado na Universidade de Osaka exclusivamente para a imprensa, com a possibilidade de entrar em cartaz em 2009.

NA SUÍÇA
Neste ano, três robôs estão se preparando para estrear em uma peça de teatro na Suíça. Os robôs dividirão o palco com os atores Laurence Iseli e Branch Worsham no musical Robots.
Os robôs foram desenvolvidos pela BlueBotics em parceria com o Instituto Federal de Tecnologia em Lausanne e são capazes de interagir com os atores e com o cenário.
O musical conta a história de um homem auto-exilado que vive com três robôs e recebe a visita de uma mulher, que representa sua última ligação com o mundo exterior.
A peça estréia no dia 1o de maio e fica em cartaz até 17 de maio, no Teatro Barnabe em Servion, perto de Lausanne, na Suíça.

UNESCO LANÇA BIBLIOTECA MUNDIAL DIGITAL

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou na internet a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.
Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco. A biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.
Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.
Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.



O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.
"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.
Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.
O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Link externo – Biblioteca Digital da UNESCO
http://www.wdl.org/pt/