24 abril 2009

UNESCO LANÇA BIBLIOTECA MUNDIAL DIGITAL

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou na internet a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.
Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco. A biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.
Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.
Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.



O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.
"As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas", explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.
Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.
O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Link externo – Biblioteca Digital da UNESCO
http://www.wdl.org/pt/

2ª CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE RACISMO


Mais de 100 países na conferência global da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o racismo concordaram com uma declaração que pede que o mundo combata a intolerância. A decisão, tomada sob consenso, aconteceu depois de o encontro ter sido agitado com a acusação, em discurso, pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, de que Israel é um país "racista".
Esse discurso provocou uma retirada dos países da União Européia do encontro. A República Tcheca se juntou aos EUA e a diversas outras nações no boicote à conferência. O presidente da conferência, Amos Wako, saudou o que considerou uma “decisão capital”.



A aprovação precoce do texto, negociado ao longo de vários meses em reuniões preparatórias em Genebra, ocorreu devido ao temor de que países abandonassem a conferência por causa das declarações do presidente iraniano. "A aprovação da declaração final é nossa resposta ao discurso anti-semita de Ahmadinejad", declarou a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay.


O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, alertou que a decisão dos EUA de boicotar o encontro pode ser um erro e prejudicar os esforços de aproximação do Irã. Os EUA temiam que a conferência da ONU pudesse se transformar num palco para comentários anti-semitas do presidente iraniano e de autoridades árabes.
Questionado sobre a decisão dos EUA, tomada no momento em que o governo Obama se diz aberto a negociações sobre o programa nuclear do Irã, Kouchner disse que é "mais do que paradoxo. Pode realmente ser um erro".

O governo brasileiro manteve o apoio à conferência, mas considera que as declarações de Ahmadinejad contra Israel "prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário” para a discussão internacional sobre o racismo. Segundo o Itamaraty, o Brasil aproveitará a visita de Ahmadinejad ao país, prevista para 6 de maio, para "reiterar ao governo iraniano suas opiniões sobre esses temas”.

DECEPÇÃO INTERNACIONAL

A ausência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na conferência sobre racismo causou, para alguns, a primeira decepção internacional de seu mandato. Entidades do movimento negro em Chicago, no Congresso norte-americano e na África criticaram duramente a decisão de Obama, que optou por não enviar uma delegação a Genebra diante da linguagem anti-Israel no acordo que servirá de base para a conferência.
O Departamento de Estado norte-americano explicou que o boicote se baseou em dois fatores. Além da referência a 2001, de classificar o sionismo como uma forma de racismo e, portanto, a Israel, Washington alega que o texto faz referência à proteção de religiões que acabariam sendo limitações à liberdade de expressão. A decisão foi tomada depois de uma avalanche de visitas dos grupos de lobby pró-Israel à Casa Branca. O Comitê Israel-Americano de Relações Públicas saudou a decisão.

REAÇÕES NO MUNDO

O movimento negro não gostou do comportamento de Obama. É lamentável, disse a deputada Barbara Lee, líder da bancada negra no Congresso norte-americano. Juliette de Rivero, representante da entidade Human Rights Watch, também atacou a decisão da Casa Branca. Estamos decepcionados com o compromisso de Obama de defender os direitos humanos no cenário internacional, disse. Malaak Shabazz, a filha do ativista Malcolm X, também deixou clara sua decepção: É uma tristeza que o primeiro presidente negro norte-americano não envie uma delegação à conferência sobre racismo. Quase chorei ao saber da notícia.
Para o movimento negro mundial, o boicote de Obama é uma grande decepção e terá repercussão em sua imagem, mesmo ele sendo o primeiro presidente negro da história norte-americana, afirmou o senegalês Doudou Diene, ex-relator da ONU para o combate ao racismo. Organizações da sociedade civil e redes da América Latina também criticaram o boicote e a redução dos debates às questões árabes e israelenses. Condenamos estas atitudes, que para nós também são expressões modernas de racismo, uma vez que excluem do debate temas como reparação para a população afrodescendente, combate à discriminação contra as mulheres e respeito à orientação sexual, afirmou a coordenadora da Rede de Mulheres Afro-latino-americanas, Caribenha e da Diáspora, Dorothea Wilson.

REAÇÃO JUDAICA

Em Auschwitz, na Polônia, quando foram feitas homenagens às vítimas do Holocausto, o vice-primeiro-ministro de Israel, Silvan Shalom, comparou o atual regime iraniano com a Alemanha do ditador nazista Adolf Hitler (1889-1945). "O que o Irã trata de fazer atualmente é o que Hitler fez com o povo judeu há 65 anos", disse Shalom. "Após 64 anos, ainda temos de lidar com o preconceito, com o ódio, com os que tentam fazer de tudo para destruir o Estado judeu, o Estado de Israel", declarou Shalom aos participantes da Marcha dos Vivos, um evento anual para lembrar os 6 milhões de judeus que foram mortos durante o Holocausto, na 2ª Guerra Mundial. As autoridades israelenses prometeram que não haverá um segundo massacre.

15 abril 2009

BELO HORIZONTE EM 1949


‘Development of Brazil's Planned City’ é um documentário muito interessante que mostra e descreve Belo Horizonte em 1949. São 17 minutos de pura emoção e a produção, da agencia americana Office of the Coordinator of Inter-American Affairs (OCIAA), em inglês, mostra diversos locais do centro urbano como a Av. Afonso Pena, Praça da Liberdade, os colégios Arnaldo, Santo Agostinho e Marconi, além das cidades de Itabira e Ouro Preto.


Belo Horizonte em 1949 por superalbertofilho