20 março 2009

'O CAPITAL' DE KARL MARX SERÁ TEMA DE MUSICAL NA CHINA


A principal obra do pensamento do filósofo alemão Karl Marx, O Capital, vai ser transformada em musical na China, com estréia prevista para o ano que vem.
O estudo político-econômico sobre o capitalismo deverá se transformar em uma colorida narrativa ambientada em uma empresa onde os operários estão insatisfeitos com as condições de trabalho.
O show contará com números de dança nos moldes dos musicais da Broadway e de shows de Las Vegas.
O diretor da montagem, He Nian, entretanto, ressaltou em entrevista ao jornal Wen Hui Bao que a mensagem será séria e a adaptação primará por fidelidade à ideologia marxista.
"O estilo da apresentação não é o que importa, mas sim que as teorias de Marx não sejam distorcidas", disse.
Para tanto, os produtores contrataram como consultor o professor de economia Zhang Jun, que leciona na Universidade Fudan de Xangai.
Zhang Jun vai revisar o roteiro para garantir fidelidade às ideias marxistas.
O Ministério de Propaganda, responsável pela censura cultural, ainda não se manifestou sobre a montagem. Mas Yang Shaolin, gerente do Centro de Artes Dramáticas de Xangai, disse ao jornal britânico The Guardian que hoje em dia é possível conduzir uma montagem moderna de O Capital com "personagens, elementos dramáticos e significado educacional" graças ao momento de explosão criativa que a China vive.

POSTAGEM COMPLEMENTAR DE 2011 - VEJA O RESULTADO E OS COMENTÁRIOS


Chinas communist identity crisis por superalbertofilho

09 março 2009

INTERNET: BURACO NEGRO, COMO A WEB DEVORA A HISTÓRIA

Existe uma visão idealizada da Web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano, e no sentido da amplitude daquilo que se pode descobrir com uma busca aleatória no Google, isso é verdade.
Mas apesar de toda essa abertura, a Web provou ser um receptáculo ineficiente para a preservação histórica, e boa parte do tesouro que ela abriga fica perdido em um labirinto de páginas de Web alteradas, links quebrados e sites eliminados.



O diretor da British Library recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de "criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores".
Preservar a História na Web é difícil até mesmo para o Google, cuja missão declarada é a de "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil".
À medida que proporção cada vez maior de nossa memória coletiva ganha abrigo online, cresce o perigo de que percamos o conteúdo e contexto de eventos acontecidos até mesmo há poucos dias, quanto mais há semanas, meses ou décadas.


Tente recuperar links de escândalos antigos ou imagens inconvenientes na Web, por exemplo Enron, Parmalat ou outros nomes corporativos que entraram em colapso. A maior parte deles desapareceu, apesar dos esforços de sites como a Wikipedia ou Smoking Gun ou combinação de forças da blogosfera para a preservação da história.
Onde foi parar o senso de revolta coletiva global com a pilhagem do Museu Nacional do Iraque durante a invasão dos Estados Unidos ao país em 2003? Apesar de ser difícil de medir, o mundo pode sofrer a perda de um museu cheio de artefatos todos os dias, dependendo de como a Web armazena nossas memórias culturais.


O modo como a World Wide Web evoluiu ao longo dos últimos tornou possível deixar obscuro ou mesmo apagar fatos inconvenientes. Isso não era a intenção do inventor da Web, Tim Berners-Lee, cujo objetivo era fazer com que cada endereço apontasse para uma página de dados. Em vez disso, os projetistas da Web acharam conveniente criar endereços dinâmicos que podem tornar impossível encontrar informações em uma segunda visita a um mesmo site.
Por isso, salve e mantenha cópias de tudo que deseja recordar, ou encare o risco de perder essas informações talvez já no próximo momento em que atualizar uma página.
Vivemos em uma época em que a capacidade de registrar e preservar o que fazemos em nossas vidas nunca foi tão grande. Mas usar a Web para preservar essas memórias torna mais e mais provável que as gerações futuras vejam os primeiros anos da Internet como décadas perdidas.



PESQUISADORES DESCOBREM PEIXE PSICODÉLICO COM PÉS


Ictiologistas – como são chamados os cientistas que estudam os peixes – descobriram uma nova e estranha espécie nos mares da ilha Ambon, na Indonésia.



O peixe, de um amarelo chamativo, movimenta-se no fundo do mar como uma bola: ao tocar o fundo do oceano, expele água de suas barbatanas em formato de perna e consegue ir de um lado para outro. As suas listras brancas provavelmente o ajudam a se esconder no meio dos corais.


Outra particularidade desse novo peixe é que seus dois olhos são voltados para frente, na mesma face, como o dos humanos.
A nova espécie foi batizada de psicodélica e faz parte do gênero dos antennariidae, que agrupa os chamados “peixe-sapo”. As fotos da descoberta foram divulgadas por David Hall no site seaphotos.com.