07 setembro 2008

HOTÉIS CONTEMPORÂNEOS

'AVIÃO-HOTEL' SERÁ INAUGURADO DENTRO DE JUMBO


Batizado de Jumbo Hostel , o avião já está posicionado na entrada do aeroporto internacional de Arlanda, em Estocolmo.
O Boeing 747-200, construído em 1976, estava parado desde 2002. Ao ouvir falar do Jumbo abandonado, o empresário sueco Oscar Diös, dono de uma rede de pequenos hotéis, não hesitou em arrematar o jato para expandir o seu negócio.

O avião terá 25 quartos, com cerca de seis metros quadrados de área e altura de três metros, equipados com telas de TV planas, incluindo uma suíte de luxo localizada no cockpit do jato e acomodará 85 pessoas, com três camas em cada quarto.
Todo o avião oferece acesso sem fio à internet. Banheiros e chuveiros estão situados nos corredores. Na parte superior do avião, é possível ter suítes com dependências privadas.

VIDEO: JUMBO HOSTEL IN SWEDEN



O preço de um quarto com três camas custará US$ 150, mas também será possível fazer reservas individuais para uma cama (como no sistema dos albergues para a juventude), por cerca de US$ 50.
A suíte localizada no cockpit do avião deverá custar em torno de US$ 300. E para interessados, será possível também reservar toda a parte superior do Jumbo – a antiga primeira classe - por cerca de US$ 500. Quem quiser, poderá reservar até todo o avião para festas particulares.
Para ser transformado em hotel, o Jumbo passou por uma ampla reforma, mas alguns itens originais, como no cockpit, foram preservados.
O próximo passo do empresário será identificar novas oportunidades para a criacão de uma cadeia Jumbo Hostel de aviões-hotel.

VEJA COMO FICOU




LONDRES INAUGURA HOTEL FEITO DE CONTÊINERES

O prédio, localizado no bairro de Uxbridge, ao leste de Londres, conta com 120 quartos e foi montado em 20 dias com 86 contêineres.
A técnica de construção modular foi desenvolvida por uma empresa britânica, mas cada contêiner foi preparado e importado da China.


As peças de aço são equipadas com todas as divisões e instalações hidráulicas e elétricas - inclusive com banheiros - antes de serem importados para o Reino Unido.
O prédio foi montado com dois tamanhos de contêineres – um para os quartos de casal, que mede 5x3 metros e outro para quartos triplos, com medida de 3,5x6 metros.
Segundo Greg Dawson, porta-voz da Travelodge, empresa hoteleira que realizou o projeto, esse tipo de construção modular é vantajoso para a indústria de turismo, por conta desta economia, o preço das acomodações também fica mais em conta, o que ajuda a atrair os hóspedes.


Além desta obra já finalizada, a empresa está construindo outro hotel, com 307 quartos, na região próxima do aeroporto internacional de Heathrow, em Londres.
As obras começaram em janeiro e deverão ser finalizadas até dezembro.
A empresa Verbus Systems, que idealizou a técnica, já está estudando a utilização dos prédios construídos a partir de contêineres em outras áreas, como a moradia social.

VIDEO: THE TRAVELODGE CONTAINER HOTEL - UXBRIDGE, UK






'LÍNGUA' DOS ROLLING STONES É VENDIDA POR R$ 151 MIL

A obra original do famoso logotipo da banda inglesa Rolling Stones foi comprada pelo Victoria and Albert Museum (V&A), em Londres.
A peça, criada em 1970 pelo estudante de artes John Pasche, foi vendida por £51,3 mil (R$151 mil). Desde a sua concepção, a imagem se tornou um símbolo da banda e foi usada pela primeira vez como ilustração no álbum Sticky Fingers, de 1971.
Para Victoria Broackes, chefe de exposições do V&A, o uso do desenho da boca com a língua de fora pelos Stones é um dos primeiros exemplos de bandas que optaram por usar logomarcas.
"Pode-se dizer que é um dos logos de rock mais famosas do mundo", afirmou.
Pasche estudava na Royal College of Art, em Londres, quando o líder da banda, Mick Jagger, decepcionado com o design pobre das logomarcas sugeridas pela gravadora Decca, começou a procurar por um artista de arte que pudesse ajudar a criar a marca da banda.
O cantor visitou a exposição de formatura de Pesche e optou pelo artista para criar o ícone pop usado até hoje pela banda. Na época, o artista recebeu £50 (R$147) pelo trabalho.
Depois da criação da marca dos Rolling Stones, Pesche continuou trabalhando com a banda, produzindo pôsteres para as turnês durante as décadas de 70 e 80.
O artista trabalhou ainda com outros músicos famosos como Paul McCartney e a também banda inglesa The Who. Anos mais tarde ele se tornou o diretor de arte das empresas United Artists, Chrysalis Records e do centro de entretenimento Sount Bank Centre, em Londres.

01 setembro 2008

FROTA AMERICANA ESTÁ NA BACIA DE SANTOS


O jornal argentino El Clarín noticiou, no dia 14 de agosto, que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na bacia de Santos, onde a Petrobrás descobriu o que pode ser a maior jazida de petróleo da história.
O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. A imprensa brasileira noticiou quase nada sobre o assunto.



A IV frota americana, que está na bacia de Santos, é a mesma que bombardeou os navios mercantes brasileiros no nordeste, na década de 40, acusando a Alemanha pelo feito, a fim de que o presidente Getúlio Vargas aderisse à II guerra mundial. Ela também esteve presente aqui na década de 60, durante o golpe de 64, dando apoio logístico e militar.
Pelo histórico dessa armada, pode ser uma ameaça de guerra ao país, pelo petróleo.

Veja a reportagem no link: http://www.clarin.com/diario/2008/07/14/elmundo/i-01714630.htm

BRASIL PRECISA SE PREPARAR PARA ENFRENTAR AMEAÇA E INTIMIDAÇÃO
Ana Cecilia Americano - (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4. Rio de Janeiro, 7 de Agosto de 2008

A reativação da IV Frota da Marinha norte-americana, que voltou a atuar na costa da América Latina, em tempos de paz, é um assunto que Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) está acompanhando de perto. O ministro declarou durante o seminário "Instituições para a Inovação", realizado no Rio de Janeiro, que esse e outros fatos reforçam a importância de o País contar com o que chamou de "escudo de defesa".
"Precisamos dele não apenas contra as agressões, mas também contra intimidações", acrescentou. Para Unger, se o Brasil quiser desbravar um caminho próprio, não pode estar sujeito a qualquer das duas situações. "Vivemos num mundo em que a intimidação ameaça tripudiar sobre a cordura", disse. Nesse contexto, a recomendação do ministro é o Brasil se armar.
Unger informou que a SAE está num estágio avançado da formulação de uma estratégia nacional de defesa. Segundo ele, o objetivo estratégico será a negação do mar brasileiro a qualquer força inimiga que tente abordar o Brasil por via marítima. "Se for necessário, no futuro, manteremos a capacidade focada de projeção de poder, numa trajetória para afirmar o controle sobre o Atlântico Sul", acrescentou. "Determos o controle não quer dizer que desrespeitaremos qualquer norma internacional", ressaltou, "mas (a possibilidade) de exercermos uma ascendência sobre a nossa área, quando necessário."Segundo o ministro, há uma determinação no governo de desenvolver na Marinha uma força de submarinos e, ainda, criar capacidade de monitoração da superfície tanto da terra, como do mar, a partir do espaço.


Três vertentes

Unger explicou que a SAE já estuda a Defesa Nacional há mais de um ano. E que sua orientação tem sido a de reorientar as discussões sobre as Forças Armadas para que possam desempenhar suas responsabilidades em situações de paz ou de guerra. "Nunca tivemos no Brasil uma grande discussão nacional e civil a respeito da Defesa e agora estamos tentando tê-la", explicou. Segundo ele, o debate tem sido orientado por três vertentes. O primeiro diz respeito à reconstituição das Forças Armadas para que possam desempenhar o seu papel. O segundo trata da reorganização da indústria bélica nacional, tanto de origem estatal, como privada. "Não podemos dispor apenas de tecnologia estrangeira nessa área", argumentou o ministro. Por fim, o terceiro eixo explora qual deve ser o futuro do serviço militar obrigatório. Para Unger, o papel das Forças Armadas é serem "a própria Nação em armas". Esse conceito se contrapõe à idéia de Forças Armadas formadas por parte da Nação, paga por terceiros para defendê-los.