23 agosto 2008

PÃES EM FORMA DE CABEÇA E OUTRAS PARTES DO CORPO, "ENSANGÜENTADAS"

Um escultor tailandês resolveu unir suas duas paixões: o budismo e a escultura.

A idéia era mostrar ao mundo que não devemos confiar na aparência das coisas, mas em seu conteúdo. Para isso, ele usou os conhecimentos de sua família, com longa tradição na panificação.
Desde 2006, Kittiwat Unarrom usa a massa para fazer os pães. O realismo das peças é incrível: além de ter um domínio impressionante da anatomia humana, Unarrom usa cores vermelhas para sombrear suas peças.
Os pães, totalmente comestíveis, ficam numa loja em Ratchaburi e são embalados em bandejas de isopor e plástico. Para dar mais dramaticidade à sua instalação artística, Unarrom pendura braços e cabeças (de pão, é claro) em ganchos de açougue. A manteiga é vendida à parte.


UNABOMBER NO NEWSEUM - MUSEU DO JORNALISMO


O matemático anarquista Ted Kaczynski, conhecido como Unabomber, que desde 1978 enviou 16 cartas explosivas a professores, cientistas e astronautas, não gostou de saber que sua cabana de Montana, onde foi capturado, virou uma peça de exposição no Newseum – museu do jornalismo. Em uma carta escrita para uma corte de apelações americana, Kaczynski alega ser contra ao empréstimo do FBI de sua cabana como parte de uma exibição dos primeiros 100 anos da agência.
Kaczynski, que está preso no Colorado, disse ter tomado conhecimento da exposição quando viu um anúncio no Washington Post. "O anúncio dizia que a cabana é da galeria do FBI, portanto o governo é responsável pela sua exibição pública", disparou.


A exposição "G-Men and Journalists: Top News Stories of the FBI´s First Century" (Agentes e Jornalistas: os principais casos do primeiro século do FBI, tradução livre), foi aberta em junho e permanece no museu por um ano. Organizadores não têm intenção em mudá-la. "A cabana é um dos 200 artefatos que nos foram oferecidos pelo FBI. O Unabomber é um caso interessante da relação combativa, algumas vezes cooperativa, da imprensa com o FBI", afirmou Susan Bennett, vice-presidente de marketing e vice-diretora do museu.

VÍDEO: THE UNABOMBER'S CABIN



Na mostra, o FBI detalha como usou 500 agentes ao longo de 17 anos para prender o Unabomber. Suas bombas caseiras mataram três pessoas e feriram 23 de 1978 a 1995. Ele foi preso em 1996 e condenado a prisão perpétua. Em 1995, ficou famoso ao conseguir que seu manifesto, intitulado "A sociedade industrial e o seu futuro", fosse impresso no Washington Post e no New York Times, com o aval das autoridades.
Estão expostas 200 peças que vão desde a cabana onde vivia recluso o terrorista Unabomber até a cadeira elétrica na qual foi executado o seqüestrador do bebê Lindbergh, que refere-se ao seqüestro e conseqüente assassinato do filho do pioneiro da aviação americana, Charles Augustus Lindbergh. Bruno Richard Hauptmann foi preso, acusado pelo crime, e executado em 1936.

VÍDEO: INSIDE THE UNABOMBER'S CABIN



O novo edifício do museu, em Washington, custou US$ 435 milhões, com direito a 15 anfiteatros, 14 galerias, dois estúdios de televisão e quiosques interativos.
A entrada para o museu custa US$ 20, sendo um dos mais caros na capital americana. Grupos escolares dos arredores de Washington ganharão visitas gratuitas no primeiro ano do Newseum, patrocinadas pelo jornal Washington Post.


Veja aqui um documentário completo sobre Theodore John Kaczynski (1942) - o Unabomber, condenado a prisão perpétua por uma série de atentados à bomba contra pessoas que ele considerava como sendo os "arquitetos da Nova Ordem Mundial".
Matemático brilhante, Kaczynski abandonou sua carreira na Universidade de Berkeley e afastou-se de seu círculo social para viver como um eremita numa cabana isolada no meio da floresta. Conseguiu que o seu manifesto, intitulado "A sociedade industrial e o seu futuro", fosse impresso. Nele, o Unabomber denuncia o desenvolvimento da sociedade industrial como sendo uma ameaça à liberdade humana e advoga que a ação direta contra ela é necessária.

DOCUMENTÁRIO NatGeo: THE HUNT FOR THE UNABOMBER



07 agosto 2008

MACONHA É O 'MAIOR PRODUTO AGRÍCOLA' DOS EUA


Nem o milho nem o trigo: em valor comercial, o principal cultivo dos Estados Unidos é, hoje, a maconha.

Segundo levantamento feito por Jon Gettman, PhD em Política Pública da George Mason University, na Virgínia do Norte, e líder da Coalizão para Reclassificação da Cannabis, a produção do cultivo de maconha no país é estimada em US$ 36 bilhões anuais e os USA estão deixando de ser um consumidor da droga para se converter em um importante produtor.

VIDEO: veja o documentário completo da CNBC sobre a milionária indústria da maconha implantada nos EUA - ‘MARIJUANA INC, INSIDE AMERICA'S POT INDUSTRY’.



Apenas na Califórnia, o principal Estado produtor de maconha, o número de plantas de maconha destruídas passou de 313.776 em 2001 para 1.675.681 no ano passado. O relatório anual antinarcórticos do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos cultivavam 10 mil toneladas de maconha em 2005.


Conhecido estudioso e ativista a favor da reforma das leis antidrogas, Gettman utiliza o argumento econômico na principal campanha da Coalizão para Reclassificação da Cannabis, um grupo defensor do uso terapêutico da maconha.
Assim como alguns justificam a existência de cultivos de coca nos países andinos por sua importância para as tradições locais, na Califórnia não falta quem diga que a maconha é parte da cultura da região, especialmente desde os anos 60.

VIDEO: CANNABIS MEDICINAL – NATGEO (dublado)



Depois de um referendo em 1996, as autoridades californianas legalizaram o consumo e o cultivo da erva em pequenas quantidades para fins terapêuticos. Mas um porta-voz da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) disse que não poderia confirmar a escala da colheita nacional de maconha. Estima-se que apenas 10% dela sirva a propósitos medicinais.


Como ocorre em países andinos, como Colômbia, Peru e Bolívia, um dos maiores focos do crescimento ilícito na Califórnia tem lugar em parques e reservas naturais, onde o isolamento físico e o caráter de espaço público dificultam a perseguição dos responsáveis.
As autoridades da Califórnia não empregam fumigação aérea contra as plantações, por considerá-las nocivas às condições ambientais nesses parques naturais.

VIDEO: A HISTÓRIA DA MACONHA (dublado)