30 julho 2008

CINEMA SURREALISTA: LUIS BUÑUEL


Luis Buñuel foi um mestre do cinema surrealista. Nascido em 22 de fevereiro de 1900, estudou História em Madri, onde conheceu Federico García Lorca, Salvador Dalí e Rafael Alberti, que orientaram sua vida em direção à arte, razão pela qual se transferiu para Paris, onde começou a trabalhar no cinema.

Na foto: Salvador Dali, Jose Moreno Villa, Luis Buñuel, Federico Garcia Lorca, Jose Antonio

Seu primeiro filme, "Um Cão Andaluz" (Un chien andalou), foi um manifesto surrealista à altura de André Breton e, apesar de seus evidentes erros técnicos, continua sendo, na atualidade, a ostentação da imaginação e originalidade. Desse filme, procedem as duas impactantes e perturbadoras cenas que mostram, claramente, a influência do surrealismo no início de sua carreira como cineasta: a do olho cortado por uma lâmina, procedente de um sonho do próprio Buñuel, e a das formigas, saída da capacidade onírica de Dalí.
Junto com "A Idade do Ouro" (L'age d'or), são os dois exemplos mais claros do surrealismo no cinema. Filmes cujo "radicalismo estético se transformou na garantia de seu prestígio cultural", segundo o jornal "The New York Times".

FILME COMPLETO LEGENDADO: A IDADE DO OURO (L'age d'or) – 1930



Seus filmes sempre estiveram carregados de uma forte crítica social, uma denúncia da situação de grupos marginalizados, como ocorreu com "Os Esquecidos", obra-prima que obteve o prêmio de melhor direção e o da crítica internacional no Festival de Cannes de 1951, um filme rodado em 1950 no México, país para o qual o cineasta foi após a Guerra civil espanhola e depois de viver em Paris e nos Estados Unidos, de onde teve que sair ao ser acusado de ser comunista por Dalí. No México, rodou alguns de seus filmes mais significativos, como "Nazarín" (1959) – palma de Ouro em Cannes.

FILME COMPLETO LEGENDADO: TERRA SEM PÃO (1932)



Com "Viridiana", filmado numa volta temporária à Espanha, uma dura crítica à falsa caridade, também ganhou a palma de Ouro de Cannes, em 1962, e gerou um grande escândalo quando o jornal do Vaticano "L'Osservatore Romano" o chamou de blasfêmia e sacrilégio, o que fez com que a censura espanhola proibisse a obra.
Após sua fase mexicana, Buñuel retornou à França, onde rodaria os filmes que lhe trouxeram mais prestígio e com os quais alcançou uma enorme sutileza em suas críticas sociais, além de uma maior liberdade criadora devido aos mais e melhores meios técnicos.

TRAILER (legendas em inglês): O FANTASMA DA LIBERDADE (1974)



Com "A Bela da Tarde" (1966) conquistou o Leão de Ouro de Veneza. A trilogia formada por "A Via Láctea" (1968), "O Discreto Charme da Burguesia" (1972) – que ganhou um Oscar de melhor filme estrangeiro –, e "O Fantasma da Liberdade" (1974) é provavelmente o ápice de sua carreira.
“Não acho que tenha feito algo por dinheiro. O que não faço por um dólar não faço nem por um milhão", reconheceu Buñuel.

UM CÃO ANDALUZ

Em “Um cão andaluz”, sua ideologia, sua motivação psíquica e o uso sistemático da imagem poética como arma para derrubar conhecimentos existentes, correspondem às características de toda obra autenticamente surrealista. O filme não tem a intenção de atrair ou agradar ao espectador; ao contrário, ataca-o até onde ele pertence a uma sociedade com a qual o surrealismo está em guerra.

FILME COMPLETO: UM CÃO ANDALUZ (1928)



Historicamente, este filme representa uma violenta reação contra o que se chamou naquela época ‘cinéma d'avant-garde’, gênero que era dirigido exclusivamente no sentido da sensibilidade artística e do raciocínio do espectador, com seu jogo de luz e sombra, seus efeitos fotográficos, sua preocupação com a montagem rítmica e a pesquisa técnica e, às vezes, no sentido de exibir um estado de espírito perfeitamente convencional e barato.
Buñuel, o produtor-diretor do filme, escreveu o roteiro em colaboração com Salvador Dali.

29 julho 2008

NOVA LEI PODE PROIBIR ‘EMOS’ NA RÚSSIA

Uma nova lei pode proibir emos na Rússia. As regras, que ainda estão sendo formuladas, podem banir sites dedicados ao gênero e até o modo de se vestir nas escolas e em prédios do governo. Aparentemente, essas medidas estão sendo tomadas por medo de que “modismos adolescentes perigosos” induzam à depressão e ao suicídio. Os defensores do projeto de lei alegam que a cultura emo é negativa, encoraja o comportamento anti-social e glamouriza o suicídio. Segundo o jornal inglês “The Guardian”, os emos foram descritos como “adolescentes que se vestem de preto, usam piercings e franjas que cobrem metade do rosto”. Jovens russos fizeram diversos protestos em Krasnoyarsk, na Sibéria, onde algumas leis já estão em vigor, manifestantes carregaram faixas com frases do tipo: “Um estado totalitário encoraja a estupidez”. Dmitry Gilevich, da banda emo MAIO, aproveitou a oportunidade para frisar que “expressar emoções não é proibido por lei.” Uma onda de críticas ao gênero atinge os emos no Reino Unido desde o início do ano. Fãs da banda My Chemical Romance protestaram em frente aos escritórios do jornal “The Daily Mail” devido a uma reportagem que vinculava o suicídio de jovens à cultura emo.

CHINA PROÍBE SHOWS DE ARTISTAS 'AMEAÇADORES'
O governo da China informou nesta quinta-feira (17/ 07) que apresentações de artistas de outros países que participaram de eventos que "ameaçam a soberania nacional" serão proibidas no país.
O Ministério da Cultura chinês afirmou que qualquer artista que "tenha estimulado o ódio étnico" durante apresentações também será proibido de se apresentar.
"Qualquer grupo artístico ou indivíduo que já tenha se envolvido em atividades que ameaçam nossa soberania nacional não terá a entrada permitida", informou o ministério em sua página na internet.
A proibição foi estendida a artistas que "ameaçam a unidade nacional", "defendem a obscenidade ou o feudalismo e a superstição" ou "violam a política religiosa ou normas culturais", acrescenta a declaração.
O último anúncio do Ministério da Cultura foi divulgado depois da proibição de festivais de música pop e do endurecimento das regras para eventos ao ar livre nos meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.
O governo chinês teme que protestos constrangedores sejam organizados durante a Olimpíada.
O ministério informou que até o bis no final de concertos precisa de aprovação antecipada.
O anúncio do Ministério da Cultura ocorre meses depois de a cantora Bjork ter gritado "Tibete, Tibete" durante um concerto em Xangai, em março, depois de cantar a música Declare Independence.
O Ministério da Cultura afirmou que a manifestação da cantora "desrespeitou a lei chinesa e magoou os chineses".
A independência tibetana é considerada um assunto tabu na China, que governa o território desde 1951.
Mas existem casos mais antigos, como a popstar taiwanesa Chang Hui-Mei, que foi proibida de tocar da China durante um ano depois de ter cantado o hino de Taiwan durante uma cerimônia de posse do presidente da ilha em 2000.
A China considera Taiwan como parte de seu território.

EMPRESAS DE EMERGENTES AVANÇAM EM RANKING DA 'FORTUNE'

Os países emergentes avançaram no tradicional ranking anual Global 500, elaborado pela revista americana Fortune e que classifica as 500 maiores empresas do mundo.
Os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) tiveram um desempenho significativo, em parte por causa do influxo financeiro vindo da extração de petróleo e de metais.
No entanto, a China teve um desempenho sem precedentes, com 29 empresas no ranking, o que representa quase a mesma quantidade de empresas da Itália, Espanha e Austrália juntas.
O Brasil foi representado por cinco empresas: Petrobras (63º), Bradesco (204º), CVRD (235º), Itaúsa – Investimentos Itaú (273º) e Banco do Brasil (282º).
"Há menos de dez anos, Índia, México e Rússia tiveram apenas uma empresa na Global 500. A lista deste ano inclui sete empresas do subcontinente e cinco do México e da Rússia", diz a repórter da Fortune, Jenny Mero.
O avanço dos países em desenvolvimento aconteceu em paralelo à queda do número de empresas americanas que aparecem no ranking. Neste ano, apenas 153 empresas dos Estados Unidos entraram para a lista – o menor número em mais de uma década.
Apesar disso, os EUA continuam sendo o país com mais nomes na classificação da Fortune e dono dos primeiro e segundo lugares– a empresa Wal-Mart, no topo da lista, seguida pela Exxon Mobil.
"A lista mostra o menor número de empresas dos EUA em mais de uma década e confirma a proeminência crescente dos mercados emergentes", disse Mero.
No total, as receitas das empresas totalizaram U$23.6 trilhões (R$ 38 tri).
O ranking Global 500 de 2008 está disponível online e será publicado na edição impressa da revista em 21 de julho.
Veja a lista completa aqui - http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune500/2008/full_list/