06 junho 2008

MORRE YVES SAINT-LAURENT

Morreu em 1º de junho, aos 71 anos, o estilista francês Yves Saint-Laurent, responsável por grandes mudanças na moda, quando desenhou roupas que refletiram as mudanças no papel da mulher, na sociedade, durante o século passado, como uma maior liberdade sexual e mais força no mercado de trabalho. Ele havia se aposentado da alta costura em 2002.


RIP Yves Saint Laurent por superalbertofilho

Nascido em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia, em uma família rica, inspirado sempre pela beleza e pelo estilo da mãe, Yves Saint-Laurent, o criador da saharienne (jaqueta tipo safári) e do fraque para a mulher, manifestou cedo seu talento. Aos 18 anos, ele ganhou um concurso de design de moda e chamou a atenção de Christian Dior. Três anos depois, Dior morria e Laurent assumia seu lugar.
“Eu encontrei meu estilo por meio das mulheres”, disse Saint-Laurent certa vez. “É daí que vem a força e a vitalidade, porque eu desenho (pensando) no corpo de uma mulher.”
A editora da revista Vogue britânica, Alexandra Shulman, disse que o estilista ajudou a democratizar a moda. “Antes, aquelas pessoas (os estilistas) tinha pequenos ateliês para pessoas ricas. Saint-Laurent trouxe isso para o povo.”
Saint Laurent lutava há um ano contra um tumor no cérebro. O funeral do estilista foi na quinta-feira (05/06), na Igreja de Saint-Roch, segundo informou seu amigo e co-fundador da firma YSL, Pierre Bergé. O estilista foi incinerado e suas cinzas colocadas em uma sepultura nos jardins Majorelle em Marrakech (Marrocos), vizinho à residência que Saint Laurent e Bergé compraram em 1980.

VIDEO: RETROSPECTIVA MOSTRA A OBRA DE YSL


YSL (Expo Petit Palais) por superalbertofilho

MUSEU JAPONÊS RECEBEU EXPOSIÇÃO SOBRE COCÔ

O museu literário da cidade japonesa de Himeji recebeu uma exposição sobre um tema curioso: fezes. No evento, foram expostos dejetos de diversas espécies de animais, além de fotos de diversos bichos durante a "produção".

As crianças - que compuseram a maioria dos visitantes - eram convidadas a manipular os diversos tipos de cocô. Houve uma sessão apenas para mamíferos africanos, que incluia uma coleção de fezes de zebras, elefantes, girafas e hipopótamos.
O museu ofereceu ainda uma seleção de livros sobre fezes. Havia literatura sobre a importância das fezes, como elas são formadas e até ilustrações e fotos sobre diversos animais que se alimentam do cocô alheio. Um dos destaques foi um folheto feito a partir de cocô de elefante.

Agora, se você acha isso uma novidade, veja o que ocorreu em 1961, na cena artística do outro lado do mundo.

PIERO MANZONI E A 'MERDA DE ARTISTA'

Piero Manzoni foi um artista italiano célebre por suas obras conceituais, em resposta direta ao trabalho de Yves Klein. Suas obras chegam a ser vendidas por mais 1 milhão de libras.
É celebre sua obra 'Merda de Artista', um manifesto anti-pop-art, um ataque direto ao mercantilismo da arte e às galerias, que foi aos limites do surrealismo e da arte dadá. Em maio de 1961 Manzoni defecou em 90 pequenas latas, a merda italiana, genuína do artista. Depois selou-as como mandam as regras da indústria alimentar, numerou-as e assinou-as como mandam as regras do mercado de arte e vendeu-as por peso, pelo preço da grama de ouro. As latas, além de numeradas e assinadas, têm três faces com inscrições que dizem sucessivamente : “Merda D`Artista”; “Merde D`Artiste” e “Artists Shit”. A autenticidade do produto é garantida pela inscrição: "Merda d’artista, numerata, firmata e conservata al naturale".
Nos anos seguintes ele as distribuiu em várias coleções de arte por todo o mundo e angariou diversos prêmios. Hoje as latas de Merda do Manzoni são um ícone da arte conceitual, da qual ele é considerado um percursor.
Muitas latas explodiram, resultado de corrosão e de gases em expansão. Manzoni morreu de infarto do miocárdio em seu ateliê em Milão, em 1963.

Veja o vídeo:

CINEMA BRASILEIRO EM PARIS

O Festival de cinema brasileiro em Paris completou 10 anos com uma programação que incluiu 45 filmes inéditos na França, 50% a mais do que no ano passado.

A mostra contou com maior número de salas nos três cinemas parisienses dedicados ao evento. A expectativa dos organizadores foi atrair 10 mil espectadores. No total, 30 diretores, atores e produtores estiveram presentes durante as projeções.
Para esta décima edição os organizadores decidiram exibir, além da produção recente, uma retrospectiva de grandes clássicos do cinema brasileiro, como Terra em Transe, de Glauber Rocha e Os Inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade. Também filmes realizados para a TV foram incluídos na programação.
Oito longas disputaram o prêmio de melhor filme – o que aumenta as chances da produção entrar no circuito comercial na França – e, além desta, outras duas premiações foram entregues pelo júri: melhor ator e melhor atriz. Houve ainda o prêmio concedido pelo público.
O evento incluiu ainda exposições de fotos e pinturas e um show de música brasileira.