26 maio 2008

CINEMA SURREALISTA: MAN RAY


Fotógrafo e pintor norte-americano (1890-1976), Emanuel Rabinovitch – Man Ray- nasceu na Filadélfia, e ainda na infância se mudou para Nova York. Estudou arquitetura, engenharia e artes plásticas, e se iniciou na pintura ainda jovem. Foi um dos principais nomes do movimento de vanguarda da década de 20, responsável por inovações artísticas na fotografia.

PHOTOGRAPHER MAN RAY - A FILM BY JEAN-PAUL FARGIER 1998



Em 1915 conheceu o pintor francês Marcel Duchamp, com quem fundou o grupo dadá nova-iorquino. Em 1921 mudou-se para Paris e entrou em contato com o movimento surrealista na pintura.


Passou a trabalhar como fotógrafo para financiar a pintura e, com a nova atividade, desenvolveu a sua arte, a radiografia, ou fotograma - imagens abstratas, obtidas sem o auxílio da câmera, mas com a exposição à luz de objetos previamente arrumados sobre o papel fotográfico.


Realizou um cinema experimental, surrealista, nos idos das décadas de 20 e 30, como seus contemporâneos Luis Buñuel, Paul Wegener, Robert Wiene e Murnau. Neste período floresceu o cinema expressionista alemão que tem em Fritz Lang e Murnau seus maiores exemplos.


Parisian Surrealists Tristan Tzara, Paul Eluard, Andre Breton, Hans Arp, Salvador Dali, Yves Tanguy, Max Ernst, Rene Crevel, and Man Ray, (Paris, 1933)

Para a sua produção, Man Ray contava com o auxílio de uma técnica chamada solarização, pela qual invertia parcialmente os tons da fotografia. Além de “O Retorno à Razão” - Le Retour à la raison (Estados Unidos, 1923), “Emak Bakia” (Paris, 1926) e “A Estrela do Mar” - L’Etoile de mer (Paris, 1928), o artista fez mais 10 curtas entre 1923 e 1940.

LE RETOUR A LA RAISON (MAN RAY, 1923)



L'ETOILE DE MER (MAN RAY, 1928)



EMAK BAKIA

Em seu filme mais conhecido - Emak Bakia (‘deixe-me em paz’ em basco), um curta de 20 minutos, Man Ray promove uma total non-sense artística, quebrando violentamente com os padrões estabelecidos do cinema convencional.



No filme, Ray se utiliza de imagens surrealistas e de elementos do dadaísmo; não revela nenhum significado fixo ou ideia base e informa que o cinema e a fotografia ainda têm muito a mostrar.
Segundo um relato da época, durante a exibição de Emak Bakia, um homem levantou e gritou que o filme estava lhe dando dor de cabeça. Outro se levantou enfurecido e mandou que o primeiro se calasse, então começaram a brigar até que a polícia chegasse ao local.


A primeira apresentação do filme aconteceu num festival dadaísta que o poeta e ensaísta romeno Tristan Tzara organizou.

MAN RAY: HOME MOVIES




ARTISTA SE MUDA PARA "NINHO" GIGANTE NA HOLANDA


O artista holandês Benjamin Verdonck passou os últimos dias vivendo em um ninho construído num edifício em Roterdã. Verdonck levou até um ovo gigante para a calçada próxima ao novo 'habitat'. A instalação "The Great Swallow" foi uma das obras mais comentadas do festival de arte realizado na cidade.
Nos vídeos abaixo é possível ver o artista imitando o movimentos de pássaros.









O VERDADEIRO LUXO


Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô. Vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 1000 dólares.A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.



Para o The Washington Post, a conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. A boa notícia é que pela primeira vez na história temos a chance de definir o que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes. Não é mais um luxo o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser.O luxo se relativizou, cada indivíduo o percebe a seu modo. "Ele ganhou um conceito mais flexível, que se desvincula do valor das cifras dos produtos e se aproxima das experiências subjetivas, um luxo emocional", afirma o psicanalista Jorge Forbes.