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14 março 2011

INTERNET É PALCO DE GUERRA

O WikiLeaks e o seu fundador, Julian Assange, vêm sofrendo uma forte pressão internacional, principalmente por parte dos Estados Unidos, desde que começaram a divulgar um pacote de mais de 250 mil mensagens diplomáticas secretas americanas, em dezembro do ano passado.
Como parte dessa pressão, as operadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard e a empresa de pagamentos na internet PayPal bloquearam as doações ao portal.
Assange criticou duramente a ação em um comunicado divulgado na Austrália.
"Agora sabemos que Visa, Mastercard e PayPal são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo que ignorávamos". A denúncia acontece depois de as empresas citadas, assim como a Amazon, terem rompido seus vínculos com o WikiLeaks.
Assange disse que continua comprometido com a divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos, apesar da condenação de Washington e de outros países.
"Esse processo aumentou minha determinação de que as informações são verdadeiras e corretas. Faço uma chamada a todo o mundo para que proteja meu trabalho e a minha gente destes ataques ilegais e imorais", disse.
Deste modo, ativistas online lançaram a operação Payback para "vingar" o WikiLeaks de empresas e entidades que consideram como responsáveis por obstruírem operações do site.
A Mastercard, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, teve o serviço de autenticação de pagamentos online interrompido. A VISA também está sob ataque.
O grupo de hackers ativistas ‘Anonymous’, que assumiu a autoria do ataque, atingiu diversos alvos - incluindo o site dos promotores que acusam o fundador do Wikileaks, Julian Assange, de estupro.
A empresa de pagamentos PayPal, que deixou de permitir doações ao WikiLeaks, após o Departamento de Estado americano determinar que as atividades do WikiLeaks eram ilegais nos Estados Unidos, também foi atacada. Outras empresas que se afastaram do WikiLeaks, como o banco suíço PostFinance, que congelou a conta de Assange, também sofreram ataques.
O grupo também ajudou a criar sites espelhos para o WikiLeaks, após seu provedor americano retirá-lo do ar.
A Netcraft, empresa de segurança, diz que 1,6 mil computadores agiram na ação.

ANONYMOUS - OPERATION BLING - A Call To Action


Antes dos ataques, um membro do Anonymous que se intitula Coldblood disse que várias ações estavam sendo executadas. "Sites que estão se curvando à pressão governamental se tornaram alvos", disse o hacker. "Como organização, nós sempre defendemos uma sólida posição sobre censura e liberdade de expressão na internet e nos voltamos contra os que buscam destruí-la por qualquer meio."
Segundo Coldblood, o "WikiLeaks se transformou em algo maior do que o vazamento de documentos e tornou-se o palco de uma batalha do povo contra o governo".

A empresa processadora de pagamentos do Wikileaks, a Datacell, da Islândia, disse que vai mover uma ação de indenização contra Visa e Mastercard. "É difícil acreditar que empresas tão grandes como a Visa podem tomar uma decisão política", disse o presidente da empresa, Andreas Fink. Em uma declaração anterior, a DataCell defendeu o Wikileaks concluindo que "é simplesmente ridículo concluir que o site tenha feito algo criminoso".

Como consequência da guerra cibernética, o site de relacionamentos Facebook e o microblog Twitter excluíram contas de ativistas on-line que promoveram ataques. O Facebook confirmou que havia excluído a página Operation Payback, operada por ativistas. O Twitter se recusou a comentar. A campanha ressurgiu no Twitter logo depois, com o uso de outra conta.
O Wikileaks comentou que a série de ataques cibernéticos era um reflexo da opinião pública. “Essa série de ataques parece ter se originado de uma reunião virtual conhecida como Anonymous. Este grupo não é afiliado ao Wikileaks. Não há contato entre funcionários do Wikileaks e qualquer pessoas do Anonymous. O Wikileaks não recebeu qualquer informação prévia sobre as ações do Anonymous", diz o comunicado. O porta-voz do grupo, Kristinn Hrafnsson, disse no documento que "não condenamos nem aplaudimos estes ataques. Acreditamos que eles sejam um reflexo da opinião pública sobre as ações de seus alvos.”

LULA DEFENDE O WIKILEAKS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, engrossaram o coro dos que criticam a detenção do australiano em Londres, a pedido da Suécia. "O rapaz que estava desembaraçando a diplomacia americana foi preso e não estou vendo nenhum protesto contra a (violação da) liberdade de expressão", lamentou Lula, em discurso na reunião de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lula também defendeu que o Blog do Planalto deveria fazer “o primeiro protesto contra a liberdade de expressão na internet”.

O presidente ressaltou que Assange tem sua solidariedade, e reiterou que a responsabilidade pela divulgação dos telegramas não é do jornalista australiano. "Se ele leu, foi porque alguém escreveu. Logo, o culpado é quem escreveu", argumentou.

LULA APÓIA O WIKILEAKS


Cerca de duas horas depois, foi a vez de Putin questionar a prisão do fundador do site que tem divulgado documentos secretos dos Estados Unidos. "Se falamos de democracia, é necessário que seja total. Por que Assange foi preso? Isso é democracia?", questionou o premiê. Como Lula, Putin está na contramão de outros governos, que acusam o site de colocar em risco a segurança global. "É preciso começar olhando para nossos próprios pés. A bola está no campo de nossos colegas americanos, agora", ironizou.

ENTENDA O CASO
Em agosto de 2010, um mês depois da divulgação, pelo WikiLeaks, de 9000 documentos secretos do Exército americano sobre a Guerra do Afeganistão, a Justiça da Suécia expediu dois mandados de prisão contra Assange, um deles por estupro e o outro, por agressão sexual. A acusação da Justiça sueca é a de que, durante uma sessão de sexo consensual, seu preservativo se rompeu, tendo sido retirado – o que na Suécia é equivalente a estupro (pena de dois anos de prisão). Uma das denunciantes, Ana Ardin (a outra é Sofia Wilen), alega que Assange rompeu a camisinha de propósito. Ardin é cubana, anticastrista, e consta que trabalhou para ONGs financiadas pela CIA.
Assange estava então na Suécia para uma série de palestras, depois que o Partido Pirata local aceitou acolher vários servidores do Wikileaks, diante da perseguição das autoridades dos Estados Unidos. Enquanto a Polícia sueca procurava Assange, surgiam, na Internet, denúncias sobre uma possível conspiração contra ele. Pouco depois, a Justiça sueca anunciou a retirada da ordem de prisão.
O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, declarou que qualquer insinuação sobre uma eventual conspiração do Departamento de Defesa dos Estados Unidos contra Assange seria "absurda".
Em 1º de setembro, a justiça da Suécia reabriu o processo contra Assange. No dia 20 de novembro, as autoridades suecas pediram à Interpol que ele fosse capturado, com fins de extradição.

Em 28 de novembro, WikiLeaks voltou à carga, divulgando mais de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os documentos revelam, por exemplo, como o governo dos EUA, mais precisamente a Hillary Clinton, deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas, inclusive dados bio-métricos e cartão de crédito do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Como sempre, as informações foram repassadas a cinco grandes jornais do mundo, dentre os quais, The New York Times, Le Monde e The Guardian.

WIKILEAKS LIBERA 250 MIL DOCUMENTOS DIPLOMÁTICOS


Dois dias depois, em 30 de novembro, a Interpol distribuiu em 188 países, uma notificação vermelha. O advogado de Assange, Mark Stephens, declarou ser "muito incomum" que se emita uma notificação vermelha em casos semelhantes ao do seu cliente. Stephens observou também que o promotor sueco pediu que Assange fosse detido sem acesso a advogados, a visitantes ou a outros presos.
Em 7 de dezembro de 2010, às 9h30 no horário local, Julian Assange apresentou-se à Polícia Metropolitana, em Londres. Ele negou a acusação de crimes sexuais contra duas mulheres na Suécia. Desde então fundador da organização ficou detido em uma cela de isolamento na prisão de segurança máxima de Wandsworth, onde teve a correspondência censurada. Sua mãe, Christine Assange, falou por telefone durante dez minutos com ele e recebeu uma mensagem, depois transmitida ao canal de televisão australiano Seven Network: "Faço um apelo a todo o mundo para que meu trabalho e meus seguidores sejam protegidos desses ataques ilegais e imorais", dizia um trecho da mensagem.

CHRISTINE ASSANGE TRANSMITE MENSAGEM DE JULIAN


ASSANGE VENCE A PRIMEIRA BATALHA, MAS A GUERRA ESTAVA APENAS COMEÇANDO...
Em 14 de dezembro, Julian Assange foi julgado por um tribunal de Londres, obtendo sua libertação mediante o pagamento de fiança no valor de 240 mil libras esterlinas (cerca de R$ 637 mil). Enquanto isso, Assange deveria comparecer diariamente a uma delegacia de polícia, cumprir um toque de recolher e usar um rastreador eletrônico. Ainda, o juiz determinou o confisco do passaporte dele. A decisão foi anunciada pelo juiz Howard Riddle, da corte de Westminster. A princípio, foi informado por Mark Stephens, advogado de Assange, que os representantes do ministério público da Suécia não pretendiam apelar da sentença. Todavia, posteriormente, a advogada Gemma Lindfield informou à Corte de Magistrados da cidade de Westminster que os promotores suecos desejam apelar da ordem de fiança, o que deveria ocorrer no prazo de 48 horas.

JULIAN ASSANGE NA CORTE EM 14.12.2010


No dia 16 de dezembro de 2010, Assange foi libertado pela justiça britânica, após a negação do recurso da promotoria sueca contra sua liberdade condicional. Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca provar que Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar reservado e arquivos do Departamento de Estado. Uma das supostas provas é a gravação de um chat (bate-papo) no qual Bradley afirma ter se comunicado com Assange, por meio de um sistema encriptado.
Segundo o jornal The New York Times, promotores de Washington já trabalham na construção de um caso contra Assange. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.

JULIAN ASSANGE FAZ PRIMEIRO DISCURSO APÓS PRISÃO


WIKILEAKS: DAQUI TÊM ORIGEM OS CONFRONTOS NA TUNÍSIA, NO EGITO E DEPOIS NA LIBIA. DAÍ A INDICAÇÃO PARA O NOBEL DA PAZ EM 2011
Em 2 de fevereiro deste ano, o parlamentar norueguês Snorre Valen - autor da proposta, anunciou a indicação do site WikiLeaks para ganhar o prêmio Nobel da Paz de 2011.
Para Valen, o WikiLeaks é "uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência" no século XXI.
O parlamentar optou por indicar o próprio site ao prêmio e não seu fundador, Julian Assange. Vale lembrar que o líder do projeto foi detido em dezembro, acusado de estupro por duas suecas e corre o risco de ser condenado à morte nos EUA.
Valen afirma em seu blog (http://www.snorrevalen.no/2011/02/02/why-i-have-nominated-wikileaks-for-the-nobel-peace-prize/) que “O WIKILEAKS É UM CANDIDATO NATURAL AO NOBEL DA PAZ POR “EXPOR CORRUPÇÃO, CRIMES DE GUERRA E TORTURA”, ALÉM DE TER DIVULGADO INFORMAÇÕES QUE AJUDARAM A DERRUBAR UMA DITADURA DE 24 ANOS NA TUNÍSIA”.

WIKILEAKS É INDICADO AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ


AQUI COMEÇA A FARSA DO PEDIDO DE EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE A MANDO DO GOVERNO NORTE-AMERICANO
Em 24 de fevereiro de 2011, o juiz britânico Howard Riddle aprovou a extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para a Suécia. O país quer interrogá-lo no âmbito de acusações de que ele teria violentado e agredido sexualmente duas mulheres, embora não tenha sido formalmente acusado. Advogados de Assange argumentavam que ele não obteria um julgamento justo na Suécia.
No entanto, o australiano de 39 anos nega as acusações, embora admita ter mantido relações sexuais com as duas mulheres. Segundo ele, o caso é motivado politicamente pelo vazamento de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana e documentos secretos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão.

COMEÇA A FARSA DO PEDIDO DE EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE


JULIAN ASSANGE SPEACH


Seus advogados argumentaram que o mandado de prisão foi emitido para puni-lo por suas opiniões políticas, e enviá-lo à Suécia seria um passo para que ele seja transferido aos Estados Unidos.
'Existe um risco real de que, se ele for extraditado à Suécia, os EUA buscarão sua extradição e/ou rendição ilegal aos EUA, onde haveria o risco real de ele ser detido na Baía de Guantánamo ou em qualquer outro lugar...', disse o documento.
'De fato, se o sr. Assange for entregue aos EUA...há um risco verdadeiro de que ele poderá estar sujeito à pena de morte', afirmou.
O governo norte-americano está examinando se acusações criminais podem ser feitas contra Assange pela publicação de documentos diplomáticos que revelaram informações sensíveis como aquelas indicando que o rei saudita Abdullah pediu repetidas vezes aos Estados Unidos que atacasse o programa nuclear do Irã.
* Com informações da EFE e France Presse

A DECLARAÇÃO JUDICIAL SOBRE A EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE


WIKILEAKS - Cai o porta-voz de Hillary
No dia 14 de março de 2011, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley, pediu demissão do cargo depois de ter criticado o Pentágono pelo tratamento dispensado ao soldado Bradley Manning, suspeito de ter repassado ao site dedicado a vazamento de informações WikiLeaks milhares de telegramas diplomáticos e militares dos EUA. Crowley qualificou a atitude do Pentágono como "ridícula" e "contraproducente". O Pentágono vem sendo acusado de tratar Manning de forma desumana na prisão.

PJ CROWLEY ‘DESISTE’ DEPOIS DE COMENTAR TRATAMENTO DISPENSADO AO SOLDADO BRADLEY MANNING


20 abril 2012

JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, ENTREVISTA O LÍDER DO HEZBOLLAH EM ESTRÉIA NA TV RUSSA


O fundador do Wikileaks, Julian Assange, entrevistou Hassan Nasrallah, o líder do movimento xiita libanês Hezbollah, no primeiro de uma série de programas a serem exibidos pelo canal russo em língua inglesa RT – Russia Today.
Assange gravou, durante os dois últimos meses, 12 episódios de 26 minutos do programa "The World Tomorrow" na Inglaterra, onde vive praticamente recluso há 500 dias à espera de uma decisão sobre sua extradição à Suécia, país que quer interrogá-lo por supostos crimes sexuais.
O programa, que terá uma periodicidade semanal, será divulgado na RT a partir de terça-feira (24) às 10H00 GMT (07H00 de Brasília). As entrevistas também estarão disponíveis na internet.

VIDEO: RT PROMOVE ENTREVISTA COM O LÍDER DO HEZBOLLAH



A RT - rede multilíngue lançada pela Rússia em 2005, em inglês, espanhol e árabe - anunciou a sua colaboração com Assange, numa aliança explosiva para enfrentar a imprensa ocidental. A emissora, financiada pelo Estado russo, prometeu novas entrevistas polêmicas.
A chefe de redação da RT, Margarita Simonian, já tinha advertido que a primeira das doze personalidades entrevistadas pelo programa criaria muita polêmica. "Muitos ficarão extremamente descontentes", disse, no Twitter, antes do início do programa.

VIDEO: ‘THE WORLD TOMORROW’ - ENTREVISTA COMPLETA COM HASSAN NASRALLAH



A entrevista com Hassan Nasrallah, considerado terrorista pelos Estados Unidos e Israel, foi uma oportunidade para ele reafirmar o seu apoio ao regime sírio, que reprime há mais de um ano um movimento de contestação, e de acusar a oposição de se negar ao diálogo. Esta posição aproxima-se muito de Moscou, que bloqueou as resoluções da ONU e que denuncia o apoio do ocidente aos opositores.
"Em termos de marketing, de relações públicas, é um belo golpe" para RT e Assange, afirma Anna Katchakaeva, especialista em mídia, à rádio russa Svoboda, financiada pelo Congresso dos Estados Unidos. "A emissora tem chamado à atenção e obrigou os meios de comunicação internacionais a falarem dela".


Para Maria Lipman, do centro Carnegie em Moscou, o programa de Assange dá visibilidade ao canal e serve aos interesses russos."Assange odeia os Estados Unidos, este é o seu credo, como é o do líder do Hezbollah. A posição oficial russa face aos americanos é dupla: por um lado existem relações que são estimuladas (...) por outro, há uma propaganda anti-americana desenfreada", diz.
Mas, para além da manobra, Lipman duvida que esta estratégia compense a longo prazo. "Se o objetivo é competir com BBC, Al-Jazeera, CNN, não está na direção certa. O uso do escândalo não é adequado para as ambições de atingir um público internacional amplo", considera.


Assange admitiu que esperava enfrentar críticas por emitir seu programa em um canal em inglês financiado pelo Kremlin e que promove abertamente a visão de Moscou sobre os assuntos internacionais. "Acho que é uma espécie de ataque bastante trivial", afirmou nos comentários publicados pelo site da RT.
O fundador do Wikileaks também afirmou que a força do programa reside em seu "tom franco e irreverente". "Meu trabalho com o WikiLeaks não facilitou minha vida", disse no comunicado, "mas nos forneceu uma plataforma para divulgar ideias para mudar o mundo".


Assange garante que não poderia trabalhar para uma empresa de mídia ocidental, já que o seu alvo principal são os Estados Unidos.
"Estamos em confronto com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (...) precisávamos de uma parceira de mídia que tivesse a capacidade de falar", ressaltou.
O fundador do Wikileaks também acusou a imprensa americana de ser "incapaz de criticar o abuso do poder militar americano" e a BBC de ser "hostil".
Em dezembro de 2010 Assange recebeu o apoio do primeiro-ministro Vladimir Putin e de outros líderes como o Presidente Lula, do Brasil.

VIDEO:JULIAN ASSANGE RECEBE O APOIO DO PRESIDENTE LULA



03 novembro 2011

INTERNET: TRIBUNAL CONDENA FUNDADOR DO WIKILEAKS


Um juiz britânico da Alta Corte de Londres confirmou nesta quarta-feira (02) a extradição, para a Suécia, do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, após uma batalha jurídica de 11 meses.

VÍDEO: TRIBUNAL BRITÂNICO CONFIRMA EXTRADIÇÃO DE ASSANGE


Tribunal britânico confirma extradição de Julien... por superalbertofilho

O tribunal rejeitou o argumento da defesa de que os atos, qualificados como estupro na Suécia, eram considerados um ato consensual na Grã-Bretanha.
Durante uma audiência de dois dias, ocorrida em julho deste ano, a defesa questionou a proporcionalidade do pedido de extradição, já que não foram apresentadas acusações formais contra ele, na Suécia, pelos quatro supostos crimes de agressão sexual denunciados por duas mulheres durante o período que Assange passou no país em agosto de 2010.

VÍDEO: A DECLARAÇÃO (COMPLETA) DE JULIAN ASSANGE APÓS A CONDENAÇÃO


Fala de Assange após condenação (completo) por superalbertofilho

Julian planeja apelar para o recurso no prazo de 10 dias, mas segundo a promotoria, para obter autorização para uma nova apelação é necessário que ela seja baseada em um ponto jurídico de interesse geral - um aspecto que vai além do caso jurídico de Assange.
Sua equipe de defesa argumenta que sua extradição para a Suécia pode resultar em uma segunda extradição, para os Estados Unidos, onde o crime de divulgação dos documentos confidenciais pelo Wikileaks pode resultar em pena de morte.

SAIBA MAIS SOBRE O CASO CLICANDO AQUI

VIDEO: GLENN GREENWALD COMENTA O CASO DA EXTRADIÇÃO DE JULIAN ASSANGE


Glenn Greenwald comenta a estradição de Assange por superalbertofilho

O site Democracy Now! Entrevistou o advogado de direito constitucional e blogueiro legalizado, Glenn Greenwald, sobre o caso Assange, as alegações de tortura cometida pelo exército dos EUA contra o denunciante Bradley Manning, e sobre uma trama, recentemente divulgada por três empresas de inteligência privada ao WikiLeaks, de que os seus apoiantes, incluindo Greenwald - que tem defendido publicamente a organização, também seriam alvos de ataque.

VIDEOS: JULIAN ASSANGE FALA AO RUSSIAN TODAY
O homem por trás do Wikileaks afirma que as revelações divulgadas pelo seu site são apenas a ponta do iceberg. Em uma entrevista exclusiva com o Russian Today, Julian Assange afirma que é apenas uma questão de tempo antes que as informações mais prejudiciais se tornem conhecidas.

ASSANGE FALA COM EXCLUSIVIDADE AO RT - parte 1


Assange fala com exclusividade ao RT - parte 1 por superalbertofilho

ASSANGE FALA COM EXCLUSIVIDADE AO RT - parte 2


Assange fala com exclusividade ao RT - parte 2 por superalbertofilho

03 setembro 2011

INTERNET: Wikileaks vaza mais de 250 mil documentos


O Wikileaks disponibilizou ontem (02/ 09/2011), 251.287 documentos diplomáticos do Departamento de Estado norte-americano, a maioria deles sem edição, com nomes das fontes. A ação vinha sendo reportada pela mídia desde que foram disponibilizados os primeiros 134.000 documentos.

EUA DENUNCIAM PERIGO DA NOVA PUBLICAÇÃO DE DOCUMENTOS VAZADOS PELO WIKILEAKS



A medida foi alvo de críticas de grandes jornais que no passado colaboraram com a organização. Autoridades norte-americanas advertiram que a divulgação dos documentos poderia ameaçar pessoas vulneráveis como integrantes da oposição e ativistas de direitos humanos de vários países.

No Twitter, o grupo sugeriu que não teve escolha a não ser publicar todo o material porque cópias dos documentos já estavam circulando na rede após uma violação de segurança. O Wikileaks responsabiliza o Guardian pelo problema, que rejeita a acusação.

DOCUMENTÁRIO: WIKIREBELS - LEG PT



Num sinal de distanciamento entre o Wikileaks e as empresas tradicionais de mídia, a organização disse que vai recorrer cada vez mais à colaboração de usuários da internet para peneirar seus documentos vazados – uma nova tática do grupo, que contava com importantes parceiros para organizar e promover seus vazamentos de informações sigilosas.

26 fevereiro 2013

YOKO ONO COMPLETA 80 ANOS ENTRE A ARTE E O ATIVISMO, E GANHA RETROSPECTIVA NA EUROPA


Yoko Ono completou 80 anos no dia 18 de fevereiro, mas sua energia, seu trabalho artístico e seu ativismo não diminuíram. Ela passou a maior parte da vida rompendo paradigmas, seja no underground nova-iorquino dos anos 1960, ou como a namorada de John Lennon, culpada pelo fim dos Beatles. Nos últimos meses Yoko esteve centrada na luta contra o "fracking" - discutida técnica de extração de hidrocarbonetos - e na defesa de Julian Assange, fundador do Wikileaks.


Yoko Ono nasceu na cidade de Tóquio no ano de 1933, em uma família aristocrática. Seu pai, um banqueiro milionário, trabalhava nos Estados Unidos quando ela nasceu, e dois anos depois, toda a família se juntou a ele.


Mais tarde, quando retornaram ao Japão, ela teve oportunidade de estudar em Gakushin, uma das escolas mais exclusivas do país. Yoko já falava inglês e entendia de pintura e música clássica. Sua personalidade liberal acabou chamando a atenção e ela sofreu bullying na escola. Aos 20 anos, foi a primeira mulher a estudar filosofia no Japão. Então veio a Segunda Guerra Mundial e a família passou por dificuldades.


Foi esse comportamento introvertido que marcou a obra de Yoko Ono. Em 1952, ela se mudou para Nova Iorque, onde florescia a ‘Pop Art’. Então frequentou a faculdade de música Sarah Lawrence, onde conheceu importantes músicos de vanguarda, que posteriormente seriam inspiração para o surgimento do grupo Fluxus, entre eles John Cage. Foi lá que ela começou a se destacar como artista.


Yoko Ono e John Cage

Em 1956 se casou com Toshi Ichiyanagi, com quem dividiu um loft em Manhattan, que se tornou laboratório para as suas performances e as experiências sonoras de John Cage.
Entre o fim da década de 1950 e 1960, Yoko realizou obras de conceituais que oscilavam entre a introspecção poética e a sátira provocadora.

Entre elas destacam-se:
- “Painting To See The Skies” (Pintando para ver os céus), de 1961, uma folha de papel que continha sucintas instruções, em japonês, de como transformar uma tela convencional em uma espécie de óculos para observação do céu.
- Uma apresentação no Carnegie Recital Hall, onde utilizou microfones para registrar o ruído de descargas de privadas (performance repudiada pelos críticos de arte).
- "Lightining Piece", de 1955, performance na qual convidou os espectadores a observarem a consumação de um palito de fósforo pelo fogo.
Essa última a inspiraria, mais tarde, em produzir obras e performances que instigassem o observador a se relacionar esteticamente com fenômenos corriqueiros e banalizados pela rotina.

VIDEO: ‘LIGHTING PIECE’ (1955)



Em 1961, após um desentendimento com seu marido, voltou ao Japão. A má repercurssão dos seus trabalhos e a crise conjugal causaram uma depressão profunda e pouco tempo depois ela foi internada. Removida do hospital pelo amigo Anthony Cox por causa de doses anormais de medicamentos, Yoko casou-se com ele e teve uma filha, Kyoko Chan Cox, em 1963. Novos problemas conjugais fizeram com o que o casal se distanciasse e Yoko retornou para os Estados Unidos no mesmo ano.

FLUXUS

Na América descobriu que seu amigo Georce Maciunas, baseado nas idéias que havia desenvolvido junto com John Cage e ela própria, liderava um novo grupo vanguardista denominado Fluxus (do latim flux, significa modificação, escoamento, catarse). As propostas do grupo eram politizadas e de cunho libertário, se aproximando muito dos ideais já sugeridos pelo Dadaísmo e o Construtivismo russo. A partir de então ela se uniu ao grupo.


O Grupo Fluxus marcou as artes das décadas de 1960 e 1970, opondo-se aos valores burgueses, às galerias e ao individualismo. Seu conceito designava uma grande quantidade de atividades artísticas, nas mais diversas áreas. Valorizando a criação coletiva, seus artistas integravam diferentes linguagens como música, cinema e dança, se manifestando principalmente através de performances, happenings, instalações, entre outros suportes inovadores para a época.

Entre seus representantes, além de George Maciunas, John Cage e Yoko, o grupo contava com artistas como Joseph Beuys, George Brecht, Henning Christiansen, Robert Filiou, Ludwig Gosewitz, Al Hansen, Benjamin Patterson, Geoffrey Hendricks, Dick Higgins, Joe Jones, Ute Klophaus, Milan Knizak, Nam June Paik, Dieter Roth, Takako Saito, Wolf Vostell, Emmett Williams, entre outros.


Em 1964 Yoko lançou o livro “Grapefruit” (uma compilação de "instruções de obra de arte" - entre elas “Hide & Go Seek”: "Se esconda até que todos se esqueçam de você. Se esconda até que todos morram.") e iniciou uma longa série de happenings.

VIDEO: ‘CUT PIECE’ NO CARNEGIE RECITAL HALL NYC, 1965



Em 1965 se apresentou novamente no Carnegie Recital Hall com sua performance “Cut Pieces” (corte pedaços), onde permanecia sentada, convidando o espectador a cortar com uma tesoura pedaços de sua roupa até ficar nua. Esta performance teve uma repercurssão positiva na crítica.

VIDEO: ‘FOUR’ (BOTTOMS)



De 1964 a 1972 produziu dezesseis filmes experimentais, entre eles o polêmico Nº 4 - “Four” (também conhecido como ‘Bottoms’), que apresenta 365 closes de nádegas, e Nº 5, uma seqüência de ‘stills’ de bocas que animados mostram a transição de um sorriso para uma expressão séria.

VIDEO: FRAGMENTO DE 'FLY' (1971)



LENNON

Nos anos 60 vieram Londres, Lennon e a fama de vilã. Foi no dia 8 de novembro de 1966 que John Lennon resolveu ir à exposição de uma artista muito comentada na época. No interior da na Indica Gallery ele viu uma escada que chegava ao teto, subiu e com uma lupa leu uma mensagem que se traduzia na palavra "sim". A autora da obra era Yoko Ono, uma japonesa que havia crescido em meio à cultura ocidental.
"Foi um grande alívio que não estivesse escrito "não" ou "foda-se" ou algo assim. Eu fiquei muito impressionado", contou Lennon numa famosa entrevista para a revista ‘Rolling Stone’ em 1970. Foi, artisticamente, amor à primeira vista.

VIDEO: LENNON E YOKO NA INDICA GALLERY (1966)



Com uma obra experimental que compreendia filmes, desenhos, instalações e música, Yoko se inspirava tanto em artistas como Max Ernst e Marcel Duchamp como na ‘pop art’ e as experiências sonoras de John Cage. Yoko já era um nome de destaque dentro da cena artística de Nova York. Imediatamente os dois se separaram de seus cônjuges e começaram um intenso romance que se transformaria em casamento em 1969 e que revolucionou toda uma época.

BED IN FOR PEACE

John e Yoko se casaram no dia 20 de março de 1969, em Gibraltar, e decidiram usar a publicidade para promover a paz mundial, durante a Guerra do Vietnã.
Na sua lua de mel em Amsterdam e Montreal eles realizaram, por duas semanas, os “Bed-in for Peace” - um modo pacífico de protestar contra as guerras – e receberam a imprensa mundial em seu quarto todos os dias.

VIDEO: BED PEACE



A idéia foi derivada do "Sit-in", no qual um grupo de manifestantes permanece sentado na frente de um estabelecimento até que sejam expulsos, presos, ou as suas exigências sejam atendidas.
Em dezembro de 1969 John e Yoko espalharam mensagens de paz com cartazes dizendo "WAR IS OVER! If You Want It - Happy Christmas From John and Yoko ".

FRAGMENTO DO DOCUMENTÁRIO AS MULHERES DOS BEATLES (Bio Channel)



Com o tempo, Yoko acabou sendo culpada pela perda de interesse de John pela banda, levando-os ao fim definitivo. Muitos ainda a consideram a grande vilã da história dos Beatles. Mas segundo Peter Doggett, autor do livro "A Batalha pela Alma dos Beatles", o relacionamento entre os membros da banda de Liverpool estava desgastado por diversos motivos.


Além da crise entre as famílias Lennon e McCartney, os conflitos existenciais de George Harrison e a luta de Ringo Starr contra o alcoolismo também são apontados como elementos decisivos para o fim do grupo.
O fato é que a artista plástica, cantora, cineasta e viúva de John Lennon, teve papel de extrema importância na história dos Beatles, do rock e até do século 20.

"FRACKING" E JULIAN ASSANGE

Nos últimos meses Yoko Ono ganhou muita importância pelo seu ativismo contra o "fracking" - processo que desgasta camadas muito profundas de rochas do subsolo para se chegar a bolsas de gás natural e petróleo, até então impossíveis de extrair. Este método – da perfuração com pressão de água misturada a produtos químicos - revolucionou a produção de hidrocarbonetos, mas seus críticos acreditam que o procedimento polui as águas subterrâneas e gera o vazamento de gases do efeito estufa.

VÍDEO: YOKO ONO E ARTISTAS CONTRA O ‘FRACKING’



Yoko liderou este movimento em Nova York e promoveu a iniciativa "Artistas contra o fracking" (que reúne 200 nomes de primeira linha: de Susan Sarandon e Richard Gere até Lady Gaga e Anne Hathaway). A campanha, com manifestações, anúncios, recolhimento de assinaturas e artigos de imprensa, contribuiu para que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciasse uma moratória do fracking no estado, até avaliar melhor suas consequências.

VIDEO: YOKO ONO CONCEDE PREMIO A JULIAN ASSANGE



A artista também apoia ativamente o fundador do Wikileaks, Julian Assange, que está refugiado na embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição à Suécia, acusado de abuso sexual (entenda o caso clicando aqui). No início deste ano Yoko organizou um jantar onde sua fundação concedeu o "Prêmio à coragem nas artes" à Assange, e que foi recebido em nome do hacker pelo juiz espanhol Baltasar Garzón e por Michael Ratner, presidente do Centro de Direitos Constitucionais dos EUA. Em 15 de dezembro de 2012, em Berlim, Yoko Ono recebeu a medalha Rainer Hildebrandt por sua militância a favor da paz.

VIDEO: HUMBERTO LEON ENTREVISTA YOKO ONO



Além do ativismo, a artista também ingressou no mundo da moda, onde apresentou uma coleção de roupa masculina desenhada por ela e inspirada em Lennon, no final de novembro do ano passado. As peças foram baseadas em desenhos que ela deu a Lennon em 1969, e que também foram editados em um livro. Ainda em 2012, Yoko lançou um disco com seis músicas gravadas com Kim Gordon e Thurston Moore - membros da banda Sonic Youth - e segue preparando novos projetos.

VIDEO: YOKO ONO WITH THURSTON MOORE & KIM GORDON: 'MULBERRY' (Live at Orpheum Theater)



Yoko também está sendo retratada no livro Yoko Ono: Collector of Skies, de Nell Beram e Carolyn Boriss-Krimsky. A biografia explora a vida e a arte de Yoko, desde a infância até o desenvolvimento como artista.

SCHIRN KUNSTHALLE

Enquanto isso o Museu Schirn Kunsthalle em Fankfurt estreou, no dia 15 de fevereiro, uma retrospectiva da obra de Yoko Ono, que comemora seus 80 anos.


A exposição "Half-A-Wind Show. A Retrospective" tem como objetivo mostrar a artista além do status de ícone pop enquanto mulher excêntrica de Lennon, que deixaram seus trabalhos artísticos em segundo plano. Certa vez John Lennon descreveu Yoko como "a mais célebre das artistas desconhecidas", já que as atividades do casal, como os famosos ‘bed-in-for-peace’, ocultaram sua obra mais pessoal.

VIDEO: ‘HALF-A-WIND SHOW’ NO SCHIRN KUNSTHALLE



Yoko disse na inauguração de sua exposição, que John Lennon lhe dizia: 'Me traga a verdade'. Porque nós, artistas, temos a dignidade de dizer a verdade ao mundo, diferentemente dos políticos". Depois ela disse que "a gente só conhece a metade da verdade. A outra parte é invisível (...), cada um é responsável por completar, imaginar e participar".

VIDEO: ‘HALF-A-WIND SHOW’. RETROSPECTIVA NO SCHIRN KUNSTHALLE



A mostra apresenta Yoko como "uma das artistas mais influentes das últimas décadas" e expõe 200 obras, que vão desde as suas primeiras instalações e performances, do início dos anos 60, até os seus filmes experimentais, além de fotografias, desenhos, textos e músicas - para refletir a dimensão multimídia das obras. Os visitantes podem tocar os objetos ou fazer parte de uma instalação.
"É a retrospectiva mais completa já consagrada a Yoko Ono na Europa", afirmou o diretor do museu, Max Hollein. A exposição será itinerante, assim como a artista. Depois de Frankfurt, ela viaja para a Dinamarca, para a Áustria e depois para o Museu Guggenheim, na cidade de Bilbao, na Espanha.