30 dezembro 2008

ISRAEL ATACA FAIXA DE GAZA

Nesta segunda-feira (29/12), pelo terceiro dia consecutivo, aviões israelenses bombardearam alvos considerados chave para o Hamas na Faixa de Gaza.
Os mais recentes ataques atingiram o prédio do Ministério do Interior e a Universidade Islâmica, um símbolo do movimento político palestino que domina o território desde 2007.

Médicos palestinos dizem que cerca de 315 pessoas morreram e mais de mil e seiscentas ficaram feridas nos ataques realizados desde sábado.
Representantes da ONU que visitaram centros médicos na Faixa de Gaza disseram que 56 dos mortos são civis.

No dia 27 de dezembro o repórter da BBC Rushdi Abou Alouf já havia testemunhado os ataques israelenses na Cidade de Gaza.

“É uma situação muito ruim… Há aviões israelenses por toda parte, atacando todo os lugares. Dá para ver fumaça de norte a sul, de leste a oeste. As pessoas estão realmente em pânico. A principal preocupação das pessoas agora é encontrar um lugar seguro para proteger suas famílias.
Gaza não tem abrigos, não tem lugares seguros. Os complexos de segurança do Hamas ficam no meio da cidade. Este não é o lugar onde você vê complexos fora das cidades.”
Leia o depoimento na íntegra aqui: Repórter da BBC descreve pânico nas ruas de Gaza

ATAQUES EM GAZA PROVOCAM NOVA ONDA DE PROTESTOS
Também nesta segunda feira, milhares de manifestantes realizaram protestos em diversos países contra os ataques israelenses à Faixa de Gaza, que entraram em seu terceiro dia.

Um dos maiores protestos foi realizado na capital do Líbano, Beirute. A manifestação, organizada pelo grupo xiita Hezbollah, reuniu dezenas de milhares de pessoas.
Na capital da Jordânia, Amã, milhares de manifestantes se reuniram pelo segundo dia consecutivo e queimaram bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

A manifestação na capital do Egito, Cairo, foi organizada pelo grupo de oposição Irmandade Islâmica, do qual se originou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Na Grécia os estudantes se reuniram em frente a embaixada de Israel, que foi apedrejada na frente da força policial.
Em Teerã, membros do governo iraniano se uniram aos manifestantes para pedir que Israel seja "varrido do mapa".
Protestos similares foram realizados na Síria, na Líbia, no Iraque, no Paquistão e em Bangladesh. Muitos dos manifestantes pediram uma resposta firme de seus líderes contra a ação militar israelense.
Em Londres, mil manifestantes se concentraram em frente à embaixada de Israel. No domingo, dez pessoas foram presas no local em um protesto semelhante.

Na Alemanha dois mil manifestantes protestaram em apoio ao povo palestino.
Na Itália, houve concentração em frente ao canal de televisão RAI que foi acusada de fazer uma cobertura tendenciosa da guerra promovida por Israel.

Hoje, 29/12, acontece o início das conclamações para os protestos na Europa que devem se acentuar a partir de amanhã.

APOIO DOS EUA

Segundo o analista de assuntos do Oriente Médio da BBC News, Jeremy Bowen, os generais israelenses já deviam ter esperado as declarações críticas que foram emitidas pela Secretaria Geral das Nações Unidas horas depois da primeira onda de ataques.
Os Estados Unidos já estão dando seu apoio diplomático contumaz para Israel nas Nações Unidas.

Um novo presidente americano deve tomar posse em janeiro. Como presidente, Barack Obama deve manter seu firme apoio a Israel.
Ele não vai querer, no entanto, assumir o cargo em meio a uma crise aguda no Oriente Médio.
Israel já matou civis, assim como crianças. A pressão internacional sobre o país para acabar com os ataques vai aumentar com o número de mortos.



AS REAÇÕES DA COMUNIDADE INTERNACIONAL AOS ATAQUES EM GAZA
Acompanhe algumas reações internacionais aos ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza, que, segundo médicos palestinos, deixaram mais de 315 mortos.
Clique aqui e Conheça reações da comunidade internacional aos ataques em Gaza


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Um comentário:

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